10 Novembro 2009

 

Festas em 1976 !

Festa 1976

Grandes Festas no Pombalinho em 1976.

Festas 1976

Nestas Festas , as receitas apuradas reverteriam totalmente para a compra de uma âmbulancia Peugeot 504.

Photobucket

Como noutras então realizadas, nestas Festas de 1976 também marcou presença o timbre solidário da população! Quando está em causa o bem comunitário, os pombalinhenses sempre têm correspondido a esses meritosos objectivos, participando por exemplo em ofertas para leilão das nossas bem conhecidas fogaças! E nesse ano assim aconteceu! Um grupo de jovens "Fogaceiras" em cumprimento da tradição, deram com toda a certeza, mais vida ao Pombalinho e às suas gentes!

Pesquisa de Bruno Cruz
Fotos de Pedro Menezes


02 Novembro 2009

 

Alfaiatarias

Em tempos ainda anteriores à moda do "pronto a vestir", as alfaiatarias ocupavam um lugar de relevo no tecido social da nossa terra. Para além da mão de obra que empregavam, em conjunto com outras actividades similares, prestavam um conjunto de serviços à população que em muito contribuíam para a necessária vitalidade do Pombalinho. Porém, e fruto de uma dinâmica "desenvolvimentista" então implementada, estas pequenas empresas "familiares" foram desaparecendo progressivamente, dando lugar a mercados deslocalizados, modernos e mais agressivos em termos de consumo! Hoje, basta-nos memorizar o número de tamanho do casaco e das calças que vestimos e em qualquer altura estamos aperaltados para o momento mais exigente!! Mas apesar de tudo e dos ventos soprarem contrários à vida de quem fez da profissão uma arte, ainda há quem resista à modernidade dos tempos! ...

Alfaiataria Angelo

Francisco Cruz, João Brás e Ângelo Ferreira nas traseiras da antiga alfaiataria, na Rua Barão de Almeirim, nº102.


... E um dos alfaiates que percorreu profissionalmente essa época dos fatos cortados por medida e provados antes da entrega final ao cliente, é o nosso conhecido Ângelo Ferreira. Ele nasceu em 09 de Setembro de 1929 na localidade de S. Vicente do Paúl . Aprendeu o ofício dos 14 aos 17 anos com um alfaiate da sua terra natal, chamado Joaquim Mendes, mais conhecido entre os pombalinhenses por Joaquim Alfaiate , que teve no Pombalinho alfaiatarias na rua e Sto António, na rua Barão de Almeirim e rua António Eugénio de Menezes.

Ângelo Ferreira depois de aprender o ofício (tendo de para o efeito, pagar a quantia acordada de 500$00) estabeleceu-se na Quinta da Requeixada no ano de 1947, justificando a procura de um alfaiate que ali se fazia sentir.

Alfaiataria Angelo

Mais tarde regressou ao Pombalinho onde desempenhou a sua função no ano de 1948 a 1952, no número 96 da rua Barão de Almeirim, de Dezembro de 1952 a 1955, no número 22 da rua 1º de Dezembro, de 1955 a 1965, ...

Alfaiataria Angelo

... no número 30 também da rua 1º de Dezembro (onde criou uma espécie de "Casa do Benfica" na qual se poderia acompanhar as últimas notícias desportivas pela leitura do saudoso "O Mundo Desportivo")

Alfaiataria Angelo

... e finalmente de Dezembro de 1965 a 1980,

Alfaiataria Angelo

... em sociedade com João Brás, no número 102 da rua Barão de Almeirim.

Alfaiataria Angelo

Hoje tem uma pequena "oficina"...

Alfaiataria Angelo

... onde faz pequenos trabalhos de carácter familiar...

Alfaiataria

... ainda com a sua primeira máquina de costura Huskwarna, adquirida em 1947!


Por fim e num texto da sua autoria, intitulado "Barbearias e Alfaiatarias", Guilherme Afonso retrata-nos como sempre uma interessante descrição da época, sobre os alfaiates e toda a sua envolvência social no Pombalinho. Escreve ele então, a determinada altura:

“….Quanto a alfaiates, eu ainda sou dum tempo em que não havia nenhum estabelecido no, eu ainda sou dum tempo em que não havia nenhum estabelecido no Pombalinho. Vinha um alfaiate de São Vicente do Paul, o Joaquim Alfaiate (nunca o conheci por outro nome) arranjar clientes ao Pombalinho e, pelos vistos, dava bem conta do recado. E havia para isso duas boa razões. Eram elas, por um lado, que os alfaiates, por aqueles tempos e naqueles meios, só faziam fatos para homens e, por outro, que a maior parte dos homens não mandava fazer mais que dois fatos durante a sua vida, o primeiro para estrear no dia da inspecção para o serviço militar (onde teria que despi-lo, assim como ao resto da roupa), e o segundo para estrear no dia do casamento.
Um fato completo era, e é, composto por três peças, calças, casaco e colete, mas o colete usava-se muito pouco, pelo que a maior parte o não mandava fazer. Sempre ficava mais barato. E, por falar em custos, não será despiciendo lembrar que, desses dois fatos apenas que a maior parte mandava fazer ao longo da vida, um deles, o da inspecção militar, para um ou outro com maiores dificuldades tinha de ficar-se por um fatinho de cotim.”

*Para leitura completa do texto clique aqui

Pesquisa e fotos de Bruno Cruz
Colaboração de Ângelo Ferreira
Texto de Manuel Gomes

27 Outubro 2009

 

Touradas!

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Ao que consta, D. Miguel foi o único soberano português que marcou presença em terras do Pombalinho numa visita que fez em 29 de Janeiro de 1824. Existem notícias de jornais que relatam pormenorizadamente o acontecimento dessa sua passagem pela nossa terra. De facto e segundo as crónicas, D. Miguel num acto de muita valentia, pegou um touro que perigosamente se preparava para atingir o cavaleiro Cambaça, durante uma tourada nocturna realizada no Pátio do Neto que o próprio promoveu!

Do Pombalinho seguiria mais tarde para Alpiarça onde patrocinou outra largada de touros em pleno ambiente de luta entre absolutistas e liberais. Da sua personalidade e da influência que acabou por transmitir ao espectáculo da lide dos touros, pouco se sabe! Por isso, para nós Pombalinhenses, faz algum sentido conhecermos esta faceta do rei D. Miguel, por via deste excelente texto escrito no blogue "desafiodealmeirim". Pode ler-se, então, a "páginas tantas" que :

"...D. Miguel tem um papel determinante na restauração das corridas de toiros em Portugal e também como iniciador de uma nova forma de seleccionar e criar toiros bravos. É a ele que se deve toda a moderna evolução tauromáquica nacional, que nos distingue de Espanha e que origina o mais popular dos espectáculos nacionais até meados do século XX...."

Para texto integral, clique aqui

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O Pombalinho, a exemplo de outras localidades situadas geográficamente no centro do Ribatejo, sofreu as inevitáveis influências da festa brava! Criadores do denominado gado bravo, fizeram da lezíria um dos seus polos de apuramento e desenvolvimento da raça com características especiais para o toureio. No Pombalinho, por ocasião dos festejos do seu santo padroeiro, constavam nos respectivos programas os tradicionias "festivais taurinos", aos quais a população pombalinhense aderia com níveis de participação, segundo relatos da época, muito significativos. Ainda não há muitos anos, a realização das vulgarmente chamadas picarias , tinham lugar com alguma regularidade no Pombalinho. Um dos locais frequentemente escolhidos era a rua Carolina Infante da Câmara, como documenta esta fotografia referente à festa anual realizada no Pombalinho no dia 3 de Agosto de 1942. O acontecimento teve lugar pelas 18 horas e foi assim deste modo, publicitado no respectivo prospecto : "Imponente festa tauromáquica. Serão largadas para divertimento público 4 bravíssimas e corpulentas vacas, generosamente cedidas pelo afamado ganadero Sr. Marquês de Rio Maior."

Hoje a realidade é outra! As consciências ditam outros caminhos! E este que era considerado dos espéctaculos com maior projecção a nível nacional, tende a ficar inelutávelmente ligado para sempre às páginas da história!

Foto rei D. Miguel - Google

Foto rua Carolina Infante da Câmara - gentilmente cedida por António Carlos Menezes


19 Outubro 2009

 

A vindima e o vinho!

Vindima_1954

A vindima de outros tempos mobilizava homens e mulheres que especialmente constituídos em ranchos, executavam este trabalho de caraterísticas sazonal, normalmente no fim das colheitas de Verão. No Pombalinho existiam vinhas que diferiam basicamente pela sua extensão. As de maior dimensão que pertenciam às casas agrícolas e as de tipo familiar. Nestas, naturalmente de menor produção, as vindimas eram feitas por pessoas mais chegadas aos donos (normalmente familiares e pessoas amigas) e a simples participação destes na vindima traduzia-se em gestos considerados de "boa vizinhança", propiciando um clima de grande cordialidade entre todos os intervenientes. Deste registo fotográfico, cedido gentilmente por Ema Minderico, recordamos uma dessas vindimas realizada num local denominado por Urtigas, no ano de 1954. Reconhecem-se o António Simões a receber o cesto de uvas levado por Adelina Amialeira, Adelina Presume e sua irmã (de chapéu de sol), Luís Balas do Reguengo do Alviela e o jovem Rogério Tereso.

Vindima

A vindima não se podia considerar, em comparação com outros trabalhos agrícolas, uma actividade pesada e árdua, mas exigia comprovadamente de todos uma grande aplicação e por vezes alguma destreza no desempenho de algumas tarefas inerentes ao trabalho que a envolvia. Esta foto, gentilmente cedida por Pedro Menezes, exemplifica bem esses atributos que os trabalhadores tinham necessáriamente de exibir! Das dornas, homens com cestos às costas transportam as uvas para o lagar a fim de serem pisadas e o respectivo mosto obtido, transformado mais tarde em vinho.

Vindima

Como noutras áreas agrícolas, também a vindima sofreu ao longo dos últimos anos, naturais e significativos desenvolvimentos. Fruto dos tempos, a implementação de novos utensílios e a modernização dos meios de transporte tornaram-se imprescindíveis para a qualificação da mão de obra e na criação de outros dinamismos mais adequados a padrões de qualidade que a actividade exigia.

Vindima

Exemplo disso foram as tradicionais cestas e cestos de verga, utilizados durante largos anos, que deram lugar a outros fabricados em chapa zincada e mais recentemente em plástico, esse material que veio revolucionar por completo toda a economia e neste particular a agricultura.

Vindima

Na própria concepção da vinha, também ela sofreu uma forte mudança. O crescimento e o desenvolvimento das cepas deixaram de ser desordenados. As novas vinhas foram estruturadas com cepas devidamente aramadas e alinhadas entre carreiras, a uma distância suficiente para permitirem a entrada de máquinas de forma a substituir grande parte do trabalho manual pelo mecanizado!

Vindima

No transporte das uvas para a adega, as tradicionais dornas transportadas em vagarosos carros de bois, “passaram à memória” pelo aparecimento das tinas metálicas. A construção destes novos recipientes foi optimizada às dimensões dos reboques e preparados para serem accionados na adega por mono rail suspenso, de forma a serem descarregados no lagar de uma forma rápida e sem grande recurso ao esforço humano!

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Hoje, praticamente em todas as adegas já se utilizam novas tecnologias para o fabrico do vinho. Longe vão os tempos das demoradas "pisas" de calças arregaçadas, à volta de um saudoso convívio que este trabalho em grupo sempre propiciava!


16 Outubro 2009

 

António Rufino

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António Rufino acompanhado por Francisco Sacola, Isidoro Narciso, António Maria, António Leal e António Costa, num espéctaculo de danças realizado em 1948.


António Rufino tem marcado presença neste espaço sempre que falamos de ranchos folclóricos ou de música tradicional ! A história do Pombalinho é fértil em acontecimentos de natureza musical e o acordeonista era figura central nas actuações dos diversos agrupamentos de folclore + folclore que abrilhantavam as festas então realizadas, ou em prestações individuais, como nas bateiras e bailes . O Rufino, como nós carinhosamente o tratamos, "passeou" brilhantemente o seu acordeão ao longo de muitos anos e por várias gerações! Actuando em bailes de Carnaval, Páscoa, Santos Populares, e outros, a ele todos lhe devemos momentos inesquecíveis que decerto contribuíram para uma juventude harmoniosamente melhor vivida !

Foto gentilmente cedida por António Leal
Colaboração de Bruno Cruz

13 Outubro 2009

 

Matiné dançante!

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Já aqui falamos dela...! Estamos naturalmente a referirmo-nos a uma matiné dançante que se realizou no saudoso café do Chico Minderico no ano de 1964! Esta fotografia ilustra um dos momentos passados dessa tarde de Abril ao som do nosso conhecido e estimado acordeonista, António Rufino ! As duas meninas em grande plano, são a Milita Alcobia e a Lena Leal, mas também se reconhecem a Lena Cavaco (de costas) a dançar com o Joaquim Mateiro.
Quanto à autoria da fotografia, penso não restarem muitas dúvidas de que pertence ao nosso colaborador e amigo, Guilherme Afonso.

Foto gentilmente cedida por Lena Leal
Colaboração de Bruno Cruz

10 Outubro 2009

 

Bateiras!

Bateiras

O festejo das bateiras tem atravessado várias gerações desde há muito tempo no Pombalinho, não se sabendo, com algum rigor histórico, o início desta prática a que alguns atribuem de origem religiosa. A segunda-feira de Páscoa é o dia que sucede o Domingo de Páscoa, sendo considerado feriado em numerosos países de todo o mundo. Nas Igrejas orientais e na igreja Ortodoxa, este dia é conhecido como "Segunda-feira do Brilho" ou "Segunda-feira da Renovação". Em Portugal há imensas localidades onde as pessoas comemoram este dia no campo, onde a alegria do convívio alia-se naturalmente à volta de um apetitoso e participado almoço !

No dia 06 de Abril de 1953, um grupo de mulheres Pombalinhenses acompanhadas algumas dos respectivos filhos, cumpriram a tradição e proporcionaram-nos este belíssimo registo fotográfico!

Reconhecem-se, da esquerda para a direita, Rita Leal, Ana Leal, Lourdes Teixeira, Júlia Bugalho, Maria Adelaide Leal, Constantina Valadares, Noémia Nunes, António Manuel Leal, Evangelina Barros, Maria Barreiros Cachado, Maria Alice Correia, Lucília Cordeiro e Piedade Rosário.

Foto gentilmente cedida por Francisco Cruz
Colaboração de Bruno Cruz


07 Outubro 2009

 

Inspecção Militar

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A inspecção militar, também popularmente conhecida por "ida às sortes", foi um dia memorável para todos aqueles que eram submetidos a esse exame médico/psiquiátrico na respectiva Direcção Regional Militar. Nessa data tão especial para os jovens que tinham atingido a maioridade, haviam práticas tradicionais que eram exercidas com uma vontade de as preservar da evolução natural dos tempos. Lembro-me particularmente do transporte feito em carroça dos mancebos até Santarém, cidade onde estava sediada a DRM! Depois também do lançamento de foguetes, que era feito em ambiente de grande alegria na chegada ao Pombalinho! Há noite havia o tradicional bailarico em que os inspeccionados eram as grandes vedetas da festa! Exibiam orgulhosamente as fitinhas vermelhas, sinónimo de aprovados para todo o serviço militar! Mas com o tempo tudo isso foi perdendo aceitação entre as novas gerações. Em tempos mais recentes, a inspecção era feita em Leiria e para a deslocação até à cidade do Lis, recorria-se a viaturas de transporte colectivo.
Bem, mas vamos então recordar esta belissíma fotografia da inspecção militar de jovens do Pombalinho, referente ao ano de 1954! Na primeira fila e da esquerda para a direita, "Catita", António Marcano, Manuel Martins Feijão (N-03-06-1934), António Piedade Costa (N-15-03-1934), Arsénio Teixeira Anastácio (N-08-02-1934) e Manuel Maria Fonseca (N-19-07-1934). Na fila segunda fila e pela mesma ordem, Manuel Maria Anacleto (N-10-10-1934), Francisco Conceição Cruz (N-20-01-1934), Reginaldo Martinho Fonseca (N-06-08-1935) e Júlio Bento.

Fotografia gentilmente cedida por Francisco Cruz
Colaboração de Bruno Cruz

02 Outubro 2009

 

Enxoval

Enxoval

" Enxoval é um conjunto de objectos para uso doméstico ou pessoal (roupa, louça, etc.) que as futuras noivas ou noivos, ou suas mães ou avós, vão reunindo para as filhas ou netas usarem após o casamento. Inclui lençóis, fronhas, ceroulas, cobertores, louça, copos, talheres, etc."

É (era) uma tradição muito comum e praticada em muitas famílias das mais diversas classes sociais!Mas eram as de menos posses, as que tinham de recorrer a métodos pouco onerosos para a família no que diz respeito à preparação do enxoval! A aprendizagem era um desses recursos na confecção de algumas dessas peças de roupa. As moças normalmente eram integradas em grupos, onde marcavam presença mulheres mais experientes neste tipo de actividade artesanal e normalmente já casadas. E as mais novas lá iam aprendendo a fazer rendas, bordados, etc...
No "Pombalinho" foi-nos proporcionada a publicação de um grupo dessas mulheres que exemplificam bem o espírito que existia nessa tradição, porventura já quase inexistente nos dias de hoje! São elas, da esquerda para a direita, Ana Leal, Ema Minderico, Irene Minderico Cavaco, Maria Adelaide Leal, Maria Adelaide Minderico, Carolina Correia, Evangelina Barros e Maria Júlia Minderico. A fotografia foi tirada numa tarde de Domingo do ano de 1958 na rua Hilário José Barreiros, mais conhecida pela rua das Flores.

Foto gentilmente cedida por Evangelina Barros
Colaboração de Joaquim Mateiro

12 Setembro 2009

 

Retrato XII !

Foto

Regressamos hoje a este espaço com a publicação de uma fotografia tirada já lá vão uns anitos, mais precisamente em Outubro de 1962! Estava arquivada entre outras que alguns colaboradores me foram enviando e acho que chegou a sua hora de contribuir também para a galeria histórica do Pombalinho. O local do registo é com grandes probalidades de acerto, a rua Hilário José Barreiros. E as pessoas que nela figuram, são da esquerda para a direita, Milita Mateiro, Rita Andrade, Manuel Costa (Carréis), Emília Vieira e Madalena Leal.

Foto cedida gentilmente por António Leal
Colaboração de Bruno Cruz


25 Agosto 2009

 

Completamos 4 anos!

Pombalinho

Faz hoje precisamente quatro anos que iniciamos esta aventura de contar histórias sobre o Pombalinho e as suas gentes!

Partir à descoberta de um Pombalinho por contar e incompreensívelmente longínquo do conhecimento de muitos de nós, foi um desafio a que nos propusemos com muita dedicação e também alguma dose de inconformismo!

De uma natural expectativa criada, queríamos aprofundar a identidade dos pombalinhenses! E por isso, moveu-nos a vontade de redescobrir caminhos percorridos pelos que nos antecederam na edificação desta bonita e simpática aldeia ribatejana!

Sabíamos de quem tivesse contribuído para a construção daquilo que é hoje o Pombalinho! E das motivações que, para num feliz abraço à vida, terem escolhido esta esta terra como horizonte dos seus destinos!

Era importante que os conhecêssemos, que fossemos mais longe na divulgação dos seus méritos ou de simples, mas não menos importantes, dedicações em prol da comunidade! Para isso, sensibilizamos vontades e acedemos a importantes registos documentais sobre a vida de homens e mulheres que enquanto trabalhavam afincadamente no equilibrio social das suas famílias, ainda lhes sobrava tempo e alma para se dedicarem, ao folclore, ao teatro ou ao desporto, e deste modo contribuírem para a edificação social do Pombalinho!

Por isso prestamos aqui neste espaço, reconhecimentos a pessoas que julgamos de referência pelo que fizeram em áreas de bem estar e desenvolvimento sociais tão importantes, como a saúde, o ensino e a cultura!

Quatro anos depois, podemos orgulhosamente reconhecer que alguns degraus já foram alcançados desta desafiante escadaria que é a história do Pombalinho e um pouco da história de todos nós!

Pensamos obviamente que muito está ainda por fazer a favor da nossa terra, e que a continuidade deste projecto necessitará sempre do apoio dos seus actuais e antigos residentes que com interresse se têm disponibilizado no abrir dos baús das suas memórias! E aos quais manifestamos todo nosso apreço e gratidão pelo que de valioso tem contribuído para a consolidação deste espaço.

Continuemos pois então a manter a bandeira das convicções pombalinhenses, hasteada bem lá no cimo e a valorizar este pequeno mas importante património histórico em benefício de uma memória colectiva da qual todos nos devemos orgulhar!

Texto de Manuel Gomes

Colaboração de Bruno Cruz

NOTA - Este texto foi escrito em 30 de Julho e ficou agendado em "piloto automático" para ser publicado hoje, dia 25 de Agosto de 2009.


12 Agosto 2009

 

Manuel Monteiro Barbosa

Manuel Monteiro Barbosa

Manuel Monteiro Barbosa nasceu na freguesia de Atalaia, concelho de Vila Nova da Barquinha, no ano de 1892.
Fixou-se na Quinta da Melhorada a trabalhar para João D’Assumpção Coimbra vindo a casar com Maria Coimbra, filha deste abastado proprietário. Deste matrimónio descende um filho que nasceu a 21 de Outubro de 1925 e a quem foi dado o nome de Manuel João Coimbra Monteiro Barbosa.

Manuel MBarbosa - Feira Golegã

Manuel Monteiro Barbosa com seu filho Manuel João, na feira da Golegã.


Manuel Monteiro Barbosa possuía imensas terras na região, entre as quais a Quinta da Melhorada que herdou do sogro, fazia também criação de cavalos, que eram a sua grande paixão.
Residiu onde hoje é a sede da Junta de Freguesia, tendo sido seu presidente no período de 07 de Janeiro de 1938 a 07 de Janeiro de 1942. Num acto de elevada benemerência, doou o edifício às autoridades locais do Pombalinho.
Seu nome consta da toponímia do Pombalinho.

Fotos gentilmente cedidas por Manuel João Coimbra Monteiro Barbosa e sua esposa DªMaria dos Anjos Coimbra Barbosa.
Pesquisa de Bruno Cruz

10 Agosto 2009

 

Casa anexa à Igreja Paroquial!

Anexo Igreja

"Cópia=Auto de entrega=Aos vinte e oito de Novembro de mil novecentos e trinta e um neste lugar e freguesia do Pombalinho, deste Concelho de Santarém, onde eu António Manoel Baptista, Comandante da Polícia especialmente assim acompanhado do Secretário deste Comando de Polícia José Franco das Neves Júnior, para efeito de dar cumprimento ...


Assim começa o documento redigido pela Polícia Cívica do Distrito de Santarém, que formaliza a entrega da casa anexa à igreja paroquial, às entidades oficiais do Pombalinho. O aspecto porventura que maior curiosidade despertará ao lermos hoje este documento, foi o destino a ser dado à sala depois de realizadas as necessárias obras de melhoramentos! Mas vamos ao restante teor de mais um importante documento para a história do Pombalinho!

Casa anexa igreja

... ao ofício do processo número treze mil seiscentos e trinta e dois, livro número quatorze a folhas número duzentas e vinte e nove, primeira secção de vinte e três de Novembro último, da Comissão Jurisdicional dos Bens Culturais e fazer entrega à Junta da referida freguesia do Pombalinho, composta dos cidadãos Joaquim Gonçalves Ferreira, Francisco Maria Borges ...

Casa anexa igreja 1

... e António Carvalho, de uma casa junto da igreja paroquial da citada freguesia do Pombalinho, para ser aproveitada para sala de sessões e guarda do arquivo, com a condição de a referida Junta aqui proceder às obras necessárias para completa reparação da casa e com a obrigação de fazer uma escada que dê acesso ao púlpito da igreja paroquial e cuja casa confronta do Norte com a rua pública do Sul da igreja, do Nascente com o cemitério velho e do Poente com a rua pública. e para constar se lavrou o presente auto que depois de lido vai por todos assinado: eu José Franco das Neves Júnior, secretário do Comando que o ruberevo e assino= ...

Casa anexa igreja 2

... (aa) António Manoel Baptista, Joaquim Gonçalves Ferreira, Francisco Maria Borges, António Carvalho José Franco das Neves Júnior.
Está conforme = Secretário do Comando da Polícia de Segurança Pública do Distrito de Santarém , 26 de Janeiro de 1932 = O Secretário do Comando assinatura "


Para downloads clicar aqui + aqui + aqui
Documento gentilmente cedido por Luís Filipe Júlio
Colaboração de Bruno Cruz

08 Agosto 2009

 

Rua Carolina Infante da Câmara

Rua Carolina Infante Camara

Fotografia antiga da rua Carolina Infante da Câmara.

Amávelmente cedida por Manuel João Coimbra Monteiro Barbosa.



Colaboração de Bruno Cruz


29 Julho 2009

 

Retratos XI

Manuel S Freire

No verso desta fotografia está escrita a seguinte dedicatória: "A meus tios e primos, ofereço." Elvas 03 de Agosto de 1908 - Manuel da Silva Freire.


Foto gentilmente cedida por Víctor Reis

20 Julho 2009

 

Festas em 1914 !

Nesta época do ano que atravessamos, continua a ser tradicional a realização das festas populares! Não só para proporcionar um ambiente festivo onde as populações possam dar largas às suas alegrias de acordo sempre com programas apropriadamente concebidos para o efeito, elas são criadas! As organizações, normalmente, também aproveitam estes eventos para realizarem receitas provenientes das popularizadas quermesses ou até de dádivas particulares, sendo o destino destes proveitos financeiros para melhoramentos a favor da comunidade ou no imediato, para a compra de algum equipamento mais necessitado e urgente. Nestas Festas de 1914 realizadas no Pombalinho nos dias 27, 28, 29 e 30 de Junho, assim foi! O produto resultante da receita, imagine-se, foi para aquisição de uma bomba para extinção de incêndios.

Festas Pombalinho

Foi notícia no Correio da Extramadura de 20 de Junho de 1914 a realização das Festas do Pombalinho ...

Festas Pombalinho

... que decorreram durante quatro dias! Houve missa solene na igreja matriz com sermões dados pelos reverendos Fernandes de Castro e Casimiro d'Almeida, vacada , quermesse, fogo de artifício, soberbas iluminações com boas músicas e até não faltou carreiras entre a estação (presume-se Mato Miranda) e o Pombalinho a fim de garantir a presença dos forasteiros. O bazar foi promovido por figuras ilustres da terrra, das quais se destacaram, dr. Carlos Braancamp Freire, dr. José Fernandes, Manoel Coimbra, Augusto R. Cota, João R de Carvalho, António Eugénio de Menezes, Sabino Duarte, António N. Palmeirão, António J. Soares, Joaquim F. Patrício, Carlos Albano da S. Nunes, António A. Mora, Joaquim Gonçalves Ferreira e Júlio José Barreiros.

Photobucket

Uma outra vacada realizada em 30 de Julho de 1914 também foi notícia no Correio da Extremadura do dia 25 Julho de 1914 ...

Vacada Pombalinho

... na qual se destacou as bravíssimas vacas generosamente cedidas pelo opulento lavrador João d'Assunção Coimbra. Na ocasião da corrida foi rifada um linda garraia oferecida pelo sr. António Rodrigues Junior. A expectativa em vésperas desta vacada era enorme, tal o entusiamo que provocou, devida à presença de milhares de pessoas que estiveram a assistir numa outra lide realizada a 30 de Junho.

Quermesse Pombalinho

A realização da quermesse a ser noticiada no Correio da Extremadura em 13 de Junho de 1914...

Quermesse Pombalinho

... onde se explicita a intenção da comissão constituída quanto ao objectivo da mesma, assim como o prazo para envio de produtos a serem vendidos para o efeito.



Colaboração e pesquisa jornalística de Bruno Cruz


16 Julho 2009

 

As cheias!

Nas referências que aqui temos feito às cheias do Pombalinho, tem sido nossa intenção, proporcionar aos visitantes um olhar distante mas simultaneamente compreensivo sobre este acontecimento natural que periodicamente atinge o Pombalinho. É impossível não se falar das cheias, sem algum sentido romântico ou até mesmo nostálgico, tais as histórias que foram contadas pelas mais diversas gerações que tiveram de viver com elas nesses tempos de invernos extremamente rigorosos! Felizmente por acção de muitos colaboradores desta página, a nossa galeria de imagens já é muito considerável, mas mesmo assim e bem, não param de nos chegar outros registos de rara beleza e de momentos únicos, como é o caso dos que hoje publicamos, gentilmente cedidos por Pedro Menezes.

Cheia 1

Excelente fotografia tirada do cimo da torre da igreja no dia 01 de Abril de 1952. Podemos ver os efeitos dessa cheia que chegou a entrar no recinto da própria igreja e alagou toda a zona adjacente da rua Manuel Monteiro Barbosa.

Cheia

Outra fotografia tirada da torre da igreja, vendo-se ao fundo a quinta de Fernão Leite.

Cheia 3

Mais uma excelente fotografia tirada nesse mesmo dia de 01-Abril-1952 do cimo da torre da igreja, vendo-se o casario entre os prédios do Manuel Bispo e do Américo Cachado. Ao longe o cabeço dos Chões.

Cheia 2

Imagem bem elucidativa do nível que a cheia atingiu nos campos do Pombalinho !

Cheia 5

Excelente fotografia!

Cheia 4

Rua Barão de Almeirim, onde a cheia atingiu níveis anormais.

Cheia 8

Cheia de 1940/41 na rua António Eugénio de Menezes.
Foto tirada por António Menezes e cedida gentilmente pelo seu filho António Carlos BN Menezes.


Cheia 7

Rua António Eugénio de Menezes. Momento em que Joaquim Pedro de Menezes se deslocava de barco junto ao local onde, curiosamente, existe hoje o Parque de Jogos e Lazer do Pombalinho.



À excepção da foto referenciada para o efeito, todas as outras foram cedidas gentilmente por Pedro Menezes
Colaboração de Bruno Cruz e Joaquim MB Mateiro.


11 Julho 2009

 

Futebol !

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Não, não se trata do nosso saudoso Vera Cruz Futebol Clube, mas quase..., tal o número de jogadores do Pombalinho que integraram esta equipa de futebol !!! Com efeito, a formação registada nesta fotografia que representou no ano de 1947 a União Operária de Santarém era constituída, nada mais nada menos, do que por quatro atletas naturais do Pombalinho! O desporto rei nesses tempos, ainda não tinha estruturas criadas na nossa terra que permitissem a sua inscrição numa competição oficial, e vai daí, a emigração desportiva aconteceu! Mas vamos à identificação possível dos jogadores que formaram esta equipa da "capital" do Ribatejo em jogo realizado no Campo Chão das Padeiras. De joelhos e da esquerda para a direita, José Braga (Pombalinho), Adalberto, Lopes, João Zé e Ezequiel Mateiro (Pombalinho). De pé e pela mesma ordem, desconhecido, Raimundo (Azinhaga), António Leal-guarda-redes (Pombalinho), Serafim, Manuel Barão (Pombalinho), Zeca e Ramos "Machorro".

Foto gentilmente cedida por António Leal
Colaboração de Bruno Cruz


08 Julho 2009

 

Vera Cruz Futebol Clube X !

Vera Cruz F Clube

O campo das Ónias foi durante muitos anos o local de eleição onde o Vera Cruz Futebol Clube disputou os jogos referentes aos campeonatos da Federação Nacional de Alegria no Trabalho (FNAT). Mas tempos houve, em que no Pombalinho a inexistência de uma estrutura de caracter definitivo para a prática da modalidade, exigia muita dedicação e algum sentido de improvisação.

Escreve a propósito, Joaquim Mateiro, sobre esta fotografia: "Era no tempo em que o senhor Manuel Coimbra ainda não tinha doado o Campo das Ónias, a rapaziada do Pombalinho se queria jogar a bola tinha que o fazer nas eiras e andar de baliza às costas. Assisti a várias partidas de futebol nesses locais quando era rapazola! Esta foto foi tirada numa que existiu a sul de umas terras do Manuel Coimbra, entre a rua Carolina Infante da Câmara e a ponte de Fernão Leite no princípio dos anos sessenta.”

Reconhecem-se de joelhos e da esquerda para a direita, Henrique Minderico, José Correia, António Bento, Diamantino Teixeira e António Manuel Leal. De pé e pela mesma ordem, José Carvalho Gomes, José Bacalhau, António José, João Luís Justino, Manuel Minderico e José Guilherme.

Foto gentilmente cedida por Ema Minderico

Colaboração no texto de Joaquim Mateiro


03 Julho 2009

 

Casamentos IX !

Manuel M Amado Braamcamp  Freire

Casamento de Manuel Maria Amado Braamcamp Freire com Maria Isabel Reynolds dos Anjos, realizado em Lisboa no dia 29 de Abril de 1942. O noivo nasceu no Pombalinho em 20 de Maio de 1918, tendo falecido em Lisboa no dia 26 de Março de 1988. Seus pais são, o 4º barão de Almeirim Carlos Braamcamp Freire e Maria da Madre de Deus Amado de Melo da Cunha e Vasconcelos. Manuel Nunes Freire da Rocha, 1º barão de Almeirim , é seu bisavô.


Para fotografia ampliada clique aqui fazendo o respectivo download.


Agradecimento especial a Maria da Graça Anjos Braamcamp Freire, filha de Manuel Maria Amado Braamcamp Freire, a quem se deve a publicação desta foto.

Colaboração de
Ema Minderico e Joaquim Mateiro

30 Junho 2009

 

Retratos X !

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Ano de 1941. Na primeira fila e da esquerda para a direita, Luciana Duarte, Ester Rodrigues, Albertina Santos, Adelina Presume, Maria Conceição Rodrigues e a criança, Francisco Presume. Na segunda fila e pela mesma ordem, Maria Luísa Inácio, Maria Emília Canteiro, Ermelinda Minderico, Maria Augusta Bento, Maria Augusta Cavaleiro, Maria Luísa Palmeirão, Albertina Santos e senhora Inácia. Na terceira e pela mesma ordem, Lucília Hilário, Gertrudes Cunha, Madalena Duarte e Emília Serra. Para foto ampliada clique aqui fazendo o respectivo download.

Foto gentilmente cedida por Ema Minderico
Colaboração de Joaquim Mateiro

27 Junho 2009

 

Casa Agrícola João Canavarro!

Photobucket

Fotografia tirada no pátio da Casa Agrícola de João Canavarro (João do Amaral de Passos de Sousa Canavarro) no Pombalinho em finais da década quarenta. A criança com chapéu de aba larga é a Ema Minderico e de pé está o António Manuel Duarte Rodrigues e Francisco Minderico. Como nota de curiosidade, atente-se no pormenor do rasto dos rodados dianteiros e traseiros do tractor de marca Fordson, de construção metálica e estrutura apropriada para trabalhos em terrenos de cultivo. Os pneumáticos ainda estariam longe de serem utilizados nas máquinas agrícolas!!

Foto gentilmente cedida por Ema Minderico
Colaboração de Joaquim Mateiro


24 Junho 2009

 

Adiafa !

A adiafa, como aqui a ela já nos referimos, era sinónimo de festa. Naqueles tempos em que havia tempo para festejar o fim das colheitas, o esforço que os trabalhadores despendiam durante as safras, era simbolicamente recompensado pelos patrões em ambiente propositadamente engalanado e onde todos aderiam com manifestações de verdadeira alegria! Assim aconteceu na casa agrícola do João Canavarro, em cujas instalações situadas ali bem no centro do Pombalinho, mais propriamente no gaveto circunscrito pelas ruas Hilário José Barreiros, Barão de Almeirim e Joaquim Piedade da Silva, se festejou a adiafa nesse longínquo ano de 1948! Para a relembrar nalguns momentos protagonizados por gente nossa conhecida, proponho-vos uma "viagem" por estas bem representativas fotografias.

Adiafa

Da esquerda para a direita, Francisco Minderico, Maria Adelaide Minderico, Emídio Narciso, Anita Duarte, Francisco Vinagre, Maria Luísa, João Melão, Maria Guilhermina, Máximo Minderico, Maria Júlia Minderico, Moco Vinagre e a criança, Ema Minderico.

Adiafa 1

Na frente do carro de bois devidamente enfeitado está o Francisco Vinagre e Ema Minderico.

Adiafa 4

No pátio da casa agrícola e deviamente alinhados na frente dos carros de bois, reconhem-se da esquerda para a direita, o Palmeirão, o José Leal (carpinteiro), o João Melão, o Máximo Minderico, a Maria Júlia Minderico, o Moco Vinagre, a Anita Duarte, o Francisco Minderico, Francisco Vinagre, a Emília Vieira, o Emídio Narciso, a Maria Adelaide Minderico e a criança Ema Minderico.

Adiafa 3

Um outra imagem com os boieiros ao lado dos seus respectivos carros! Da esquerda para a direita, Máximo Minderico, Moco Vinagre, Francisco Vinagre e Emídio Narciso. Ao centro, o feitor da casa agrícola, Francisco Minderico.

Adiafa 2

Carro de mulas devidamente ornamentado e conduzido por João Melão.



Fotos gentilmente cedidas por Ema Minderico
Colaboração de Joaquim Mateiro no texto, envio de fotos e identificação de pessoas.


22 Junho 2009

 

Retratos IX !

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Ana Aceisseira.

Fotografia da autoria de Guilherme Afonso e tirada em 1964.

19 Junho 2009

 

Retratos VIII !

Manuel Marcelo

Manuel Marcelino, pai de Joaquim José Marcelino e de Henrique da Piedade Marcelino.

Fotografia da autoria de Guilherme Afonso e tirada em Abril de 1964.


16 Junho 2009

 

Licença de velocípede!

Pois é ! O que nos dias de hoje se pode considerar uma simples normalidade, que é o facto de se conduzir uma bicicleta na via pública para satisfazer o mais óbvio dos actos inerentes à sua utilização, como ir às compras na mercearia mais perto ou simplesmente exercitar fisícamente o corpo, em tempos passados, era necessário ser-se possuidor de uma licença emitida pelas entidades competentes para que a respectiva circulação estivesse legalizada. Os tempos encarregaram-se de aligeirar documentalmente essa obrigatoriedade, como se pode verificar nos dois exemplos publicados, passando da formalidade de um cartão com fotografia do utente para um documento mais simples. De qualquer das maneiras, esse longínquo licenciamento, era mais uma daquelas incompreensíveis fontes de receita para o Estado que a evolução dos tempos tratou de arrumar definitivamente na gaveta das memórias!

LIc velocipede

Licença de condução de velocípede, emitida pela CMS em Janeiro de 1956.



Lic Velocipede

Licença de Trânsito, emitida pela Secção de Finanças de Santarém em Março de 1972.



Documentos gentilmente cedidos por Júlio Gabriel


12 Junho 2009

 

N Senhora de Fátima no Pombalinho !

Ainda quanto à visita de Nossa Senhora de Fátima ao Pombalinho no ano de 1954, recebemos de Ema Minderico por intermédio de Joaquim Mateiro, mais duas belas fotografias alusivas a esse acontecimento que ocorreu na nossa terra. O adjectivo, creio, não ser excessivamente aplicado, pois na verdade trata-se de registos que o justificam por duas razões: a visita propriamente dita e depois a possibilidade de podermos apreciar ou simplesmente relembrar, como era diferente o interior da nossa Igreja antes da restauração que lhe deu a imagem que hoje conhecemos !

Nossa Senhora Fátima

Nossa Senhora de Fátima no interior da Igreja Matriz do Pombalinho.

Nossa Senhora Fátima

O andor com Nossa Senhora de Fátima a ser transportado por João Canavarro e Joaquim Coimbra, reconhecendo-se mais atrás o doutor Victor Semedo. Como pormenor desta imagem, repare-se nas colunas e no altar em talha dourada, bem demonstrativas do valioso património que em tempos existiu na nossa igreja.

Fotografias gentilmente cedidas por Ema Minderico
Colaboração de Joaquim Mateiro

08 Junho 2009

 

Retratos VII !

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Ema Minderico, Evangelina Barros e Maria Adelaide Leal.


Colaboração Fernando Leal

04 Junho 2009

 

Campo da Golegã !

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Os campos da Golegã sempre foram muito procurados pelos seareiros de toda a região! As suas belíssimas terras de invulgares caraterísticas para a agricultura, permitiam a quem ali investisse, tirar excelentes proveitos a nível produtivo! Do Pombalinho também houve quem ali tivesse apostado no cultivo de produtos agrícolas tradicionais desta zona ribatejana, como o melão, o tomate e mais recentemente os brócolos e milho. Esta fotografia estava exposta na última Festa da Primavera III e logo me despertou atenção em relação a todas as outras! Foi tirada a um grupo de trabalho que por esses campos andaram na apanha do melão no ano de 1959! Reconhem-se, de pé e da esquerda para a direita, Henrique Minderico, Maria Júlia Duarte, Joaquim Minderico, Maria Emília Melão, Anita Félix, Maria Odete, Maria Emília Minderico, Maria Fernanda Pinheiro e Franscisco Gaspar. De joelhos e pela mesma ordem, Carmina Minderico, Odete Minderico, Manuel Martinho, Palmira "Tojola", Lurdes Melão e Maria Alice Gandarez.

Foto gentilmente cedida por Maria Fernanda Pinheiro

Colaboração de Fátima Rodrigues


31 Maio 2009

 

N Senhora de Fátima no Pombalinho!

A visita de Nossa Senhora de Fátima ao Pombalinho no ano de 1954, foi porventura dos acontecimentos religiosos que maior simbolismo teve na vida dos Pombalinhenses! Não sabemos da existência de relatos escritos que nos permitam avaliar pormenorizadamente o que se passou nesse dia e mais concretamente na procissão, a que muitos aderiram, uns pela fé, outros tão simplesmente com o intuito de estarem presentes nesse momento único para a comunidade. Mas felizmente, pela gentileza de Pedro Menezes, que nos possibilitou a divulgação de algumas fotos bem representativas dessa visita de Nossa Senhora de Fátima, podemos testemunhar o nível de participação que a população teve nesse dia tão especial para o Pombalinho!

Bispo Santarém

Fotografia tirada na quinta da família Menezes. Reconhecem-se da esquerda para a direita, Joaquim Menezes, Barão de Almeirim (filho da Baronesa de Almeirim), Américo Cachado, Padre Filipe, Bispo de Santarém, António Menezes, Manuel Coimbra e a criança, Joaquim Pedro Barreiros Nunes de Menezes.

Nossa Senhora Fátima 3

A Igreja Matriz do Pombalinho, iluminada a preceito para esse dia memorável.

Nossa Senhora

Saída da Nossa Senhora de Fátima da Igreja Matriz. Iniciava-se a procissão que iria percorrer algumas ruas do Pombalinho.

Nossa Senhora

A procissão a passar na rua António Eugénio de Menezes. É bem significativo, o nível de participação que os Pombalinhenses quiseram prestar à visita de Nossa Senhora de Fátima ao Pombalinho.


Fotos gentilmente cedidas por Pedro Menezes
Colaboração de Bruno Cruz

27 Maio 2009

 

Vera Cruz Futebol Clube IX !

Vera Cruz

Equipa do Vera Cruz Futebol Clube, vencedora da final da taça da FNAT contra o Rio de Moinhos em jogo realizado na Atalaia no ano de 1964 ou 1965. O resultado final foi de 2-1, sendo um dos golos marcado de grande penalidade por José Bacalhau em resultado de uma falta cometida sobre Ezequiel Leal. Participaram nesse encontro de boa memória para o Pombalinho, os seguintes jogadores: de joelhos e da esquerda para a direita, José Galvão, João Nunes, José Correia, Ezequiel Leal, José Bacalhau e Joaquim Vieira. De pé e pela mesma ordem, Luís da Conceição, António Domingos, Izidoro Narciso, João Barros, Duarte Cruz (dirigente), Flores (treinador), Francisco Cruz (dirigente), António Bento e José Luís Gomes.


22 Maio 2009

 

Retratos VI !

Retrato

Estava-se em Dezembro de 1969 e o momento foi registado na rua Hilário José Barreiros. Da esquerda para a direita, António Carlos N Branco, Américo LF Ferreira, Carlos Júlio MF António, Francisco Gaião, António Carlos S Maria, Manuel J Gomes e António DR Brás.


17 Maio 2009

 

Cartas de Maputo...

Ridículos

Tinha dezassete ou dezoito anos quando escreveu a primeira carta para um jornal. Foi para o semanário humorístico “Os Ridículos” e era editado em Lisboa. Numa das suas secções denominada “Terra de ninguém” e destinada à publicação de cartas enviadas pelos assinantes, o nosso amigo Guilherme Afonso decidiu um dia para lá enviar um artigo no qual denunciou o facto de no Pombalinho, nessa altura com cerca de mil habitantes, não haver médico, nem farmácia, nem telefone, mas em contrapartida ter catorze tavernas!

Gazeta

Mais tarde também participou no Gazeta do Sul, colaborando com o envio de alguns artigos para este semanário do Montijo.

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Tornou-se assinante de publicações de banda desenhada de enorme aceitação pública na altura, permitindo-lhe descobrir os famosos heróis nas suas inesquecíveis aventuras.
Uma viagem aos primeiros tempos da escrita editada de Guilherme Afonso e que o próprio intitulou de "Intervir", é a proposta que vos suscito AQUI neste espaço de memórias!

15 Maio 2009

 

A força da tradição!

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Esta não é como a maioria das fotografias em que as pessoas nelas registadas, sentindo no momento o efeito do "olha o passarinho" , se preparam com mais ou menos cuidados para a pose! Talvez nunca se venha a saber da intenção do fotógrafo ao fazer este registo de surpresa às pessoas nele incluídas, mas..., recorrendo a uma outra leitura passível de ser feita, sendo talvez essa a mais importante para este espaço, é que, apesar da celébre cheia de 1979 por ali ter passado, na rua António Eugénio de Menezes, a vontade de manter a tradição carnavalesca ficou bem patente na imagem desta mãe ao conduzir pela mão o seu filho, vestido de campino com todo o rigor, para um desfile alusivo à data porventura realizado no Pombalinho! Foi há trinta anos!

Na fotografia, Ana Leal e seu filho Bruno Cruz.


12 Maio 2009

 

Prova de aproveitamento!

Antigamente nas escolas primárias realizavam-se as chamadas provas escritas de aproveitamento, que serviam para os professores avaliarem os desempenhos dos alunos nos períodos escolares que as antecediam e simultaneamente, porventura, para incutir nos jovens educandos um grau de exigência que de muita utilidade serviria em situações escolares de níveis superiores. As memórias que temos desses acontecimentos escolares, propicia obviamente, uma viagem a tempos já um pouco longínquos! Mas recordá-los em ”deliciosos” pormenores, transmite-nos uma inexplicável saudade que jamais poderíamos imaginar neste tipo de lembranças. E alguns deles, dessas pequenas coisas que em tempos pouca importância atribuíramos, passavam por exemplo, pela compra da folha onde se fazia a prova! Quem não se recorda dessa inesquecível folha dupla de trinta e cinco linhas que comprávamos na antiga Casa Farol? E aquela dobra longitudinal de cinco centímetros de largura que fazíamos com todo o cuidado para criarmos uma margem de referencia ao alinhamento da escrita? E a alegria que sentíamos quando aquele Bom (ou na melhor das hipóteses um MBom) escrito a vermelho no topo do exercício, era atribuído pela professora como resultado de todo o nosso esforço e dedicação? Bem, é todo um nunca mais acabar de sensações que justifica bem recordarmos a visualização de uma dessas provas de 1967 que Teresa Cruz, ao encontrar no baú das suas recordações, o classificou muito justamente desta maneira: “ ... Afinal, um papel sem aparente importância mas que veio a ser determinante no meu percurso académico e profissional" .

Passagem Classe 1

A primeira folha servia para a identificação do aluno, do professor, da escola, e nalguns casos, como neste, também para início da prova de caligrafia.

Passagem Classe 1

Depois chegava a vez do ditado, da redacção e iniciava-se a prova de aritmética...

Passagem Classe 3

... que iria terminar na folha seguinte com exercícios que contemplavam as quatro operações algébricas.


07 Maio 2009

 

Classes do Ensino Primário!

Maria Lurdes

Maria Lurdes Gomes

A frequência do ensino da Escola Primária, hoje denominadas por EBs, a todos marcou de uma forma muito especial! Foi aí que iniciamos a indispensável aprendizagem de matérias que nos iriam servir de alicerces à continuação de outros ciclos escolares e por complementaridade, a uma preparação para a vida profissional. Uma viagem a esses tempos é sempre um exercício de recordações! Relembremos pois, pais, avós, tios, amigos, ou quem sabe..., se não estaremos também numa dessas fotografias de uma qualquer classe da escola do Pombalinho! Clique então por favor, AQUI .


01 Maio 2009

 

Domingos Motta

Outra das artérias do Pombalinho a quem foi atribuída o nome de uma personalidade certamente marcante da vida colectiva e social dos seus habitantes, tem a designação de rua Domingos Mota . Proprietário agrícola nas últimas décadas do século dezanove, detentor de vastas terras nos campos do Pombalinho e Reguengo do Alviela, por ele passou a sustentabilidade económica, por via de salários que lhes eram pagos, de muitas famílias que viviam dos trabalhos inerentes ao cultivo e amanho das suas terras!
Pela gentil colaboração fotográfica e de texto, de suas sobrinhas, Maria Isabel dos Reis Motta Antunes Mendes e Maria José Motta Nogueira Freire, de quem o Bruno Cruz meritoriamente conseguiu esta bonita participação, vamos pois saber um pouco mais sobre quem foi Domingos Motta.

Domingos Motta 1

Domingos Motta de visita a uma das suas herdades.


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Para documento completo, clique aqui

Nasceu em Alcanena em 1842 na freguesia de S. Pedro e era filho de Thomaz Motta e de Luísa de Jesus.

O seu irmão – Joaquim Motta – nascido em 1824 – na mesma freguesia veio para esta região por ocasião da construção do caminho de ferro, aproveitando a oportunidade para aqui desenvolver os seus negócios, residindo no Reguengo do Alviela.

Domingos Motta fixou também residência no mesmo local. Aí desenvolveu a sua actividade agrícola e construiu a casa que ainda hoje existe. Embora a sede da sua casa agrícola fosse no Reguengo do Alviela, possuía também propriedades nas freguesias vizinhas de Pombalinho e Azinhaga. Na povoação do Pombalinho tinha um lagar, instalações para ovelhas e outras dependências agrícolas, precisamente na rua a que deram o seu nome.

Foi casado com a Senhora Dª. Maria José Aguiar (Motta) – natural de Reguengo do Alviela - de quem não teve descendência.

Faleceu no Reguengo do Alviela em 17 de Novembro de 1908 e está sepultado no cemitério de S. Vicente do Paul, num jazigo com o seu nome que ali mandara construir.

Biografia da autoria de suas sobrinhas, Maria Isabel dos Reis Motta Antunes Mendes e Maria José Motta Nogueira Freire, a quem obviamente o "Pombalinho" agradece esta excelente colaboração.


27 Abril 2009

 

Hilário José Barreiros

Na vida recente do Pombalinho, vários presidentes de Junta de Freguesia decidiram identificar algumas das ruas da autarquia com nomes de personalidades Pombalinhenses! O intuito terá sido, como é normal nestas atitudes oficiais, para lhes prestar um reconhecimento público por actividades exercidas ao serviço do interesse colectivo da comunidade. Quem hoje passa por essas artérias e lê o seu nome, interroga-se com toda a pertinência sobre quem foram exactamente e que relevância histórica tiveram na vida dos Pombalinhenses essas pessoas, para que os seus nomes tivessem a honra justa de figurar na respectivas placas toponímicas.


Hilario José Barreiros 1

Rua Hilário José Barreiros é uma delas! Não existe muita informação sobre a sua vida e particularmente sobre a actividade que exerceu como proprietário agrícola, mas por testemunhos documentais a que tivemos acesso, comprova-se a influência que teve na vida de muitos Pombalinhenses. Na verdade, por uma excelente colaboração do seu bisneto Fernando Furtado Barreiros, foi-nos possível compilar aqui no "Pombalinho", matéria suficientemente importante e enriquecedora para entendermos um pouco da personalidade desse ilustre benemérito que foi, Hilário José Barreiros.

Hilario J Barreiros

E um documento considerávelmente importante é a biografia possível que Fernando F Barreiros fez de seu bisavô. Nela podemos conhecer a sua àrvore genealógica, vertente descendência, e outros aspectos da sua vida. Mas para um conhecimento completo desse brilhante trabalho de pesquisa, clique por favor aqui fazendo de seguida o respectivo download.

Carta B Pombalinho

Com referiu Fernando F Barreiros na biografia de Hilário José Barreiros, uma carta do Barão de Almeirim, Manuel Nunes freire da Rocha, que lhe foi dirigida em 15 de Maio de 1880, é sintomáticamente esclarecedora quanto às suas qualidades de caracter que o seu "amigo sincero e verdadeiro" possuía. Escreveu ele então:

"Tu tens sido sempre meu amigo sincero e verdadeiro, tens-me servido sempre com interesse e dedicação, apesar de sair para fora do país não me posso esquecer dos teus bons serviços, não te quero abandonar e pelo contrário te quero dar uma prova de que te estou grato por tudo o que por mim tens feito e para isso lembrei-me de reservar a Quinta do Outeiro para ti e arrendar a longo prazo por uma renda razoável a fim de te poderes assim estabelecer por tua conta e não teres de ir servir algum nono amo que não saiba apreciar o que tu vales e que não te trate como tu mereces ser tratado.."

Carta B Pombalinho 1

Nesse mesmo documento , o Barão de Almeirim concede a Hilário José Barreiros a Quinta do Outeiro a título de arrendamento, e mais terras e oficinas que este também por bem achasse receber. Eis pois, como ele entendeu justificar essa sua benemerência a Hilário José Barreiros:

" Vai pois pensando no que te convém para o futuro, faz uma relação de tudo o que te convém ..., não te ponhas com cerimónias e hesitações, diz-me com franqueza tudo o que te fizer mais conta porque tudo se há-de arranjar, o que eu quero é deixar-te habilitado a poderes ganhar a tu a vida sem ficares na dependência de mais ninguém e da melhor vontade te faço isso porque sei que és merecedor de que eu te faça isso, portanto não te ponhas com acanhamentos e fala-me com franqueza no sentido que acabo de te indicar "

Memórias Adriano Carmo

Um outro documento referenciado na sua biografia, é este excelente texto, intitulado "Memórias do Passado", da autoria de Adriano Carmo, "Pombalinhense" adoptivo como ele próprio se auto-identifica logo de início e em que enaltece as virtualidades das pessoas do Pombalinho, como amistosas e sempre prontas a compartilhar momentos de felicidade com o próximo. Escreve ele a dada altura, sobre Hilário José Barreiros:

"... Por outro lado, tenho bem na memória as figuras respeitáveis dos beneméritos Hilário José Barreiros e Carlos Albano, por assim dizer pais de todos e especialmente dos humildes, que sempre que recorriam à sua bondade eram recebidos com um sorriso e servidos imediatamente. O Hilário por exemplo: em ocasiões de crise de trabalho e nada haver que fazer, nunca a sua boca se abriu para dizer "não"... e inventava trabalho para os desgraçados só com o fim de minorar, um pouco a fome àqueles que a tinham nos seus lares. Era uma nobreza de caracter!Aos envergonhados, mandava também os seus criados levar-lhes a casa os seus óbulos em dinheiro ou em géneros. Foram actos que tive ocasião de observar e que amiudadas vezes se repetiam. Qualquer deles, tinha de todos que os conheciam uma simpatia aliada a um carinho muito merecido, pelo seu belo carácter, pelo altruísmo que sempre demonstraram na sua vida. ram uns verdadeiros exemplos para os daquela época. As suas memórias conservo-as como se conserva a maior das relíquias, porque eles eram uma relíquia do passado."

Para aceder ao documento na sua totalidade, clique aqui por favor!

Biografia da autoria de seu bisneto, Fernando Furtado Barreiros, a quem obviamente o "Pombalinho" agradece esta excelente colaboração.


22 Abril 2009

 

Retratos V

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Fotografia tirada há precisamente, 58 anos! Da esquerda para a direita, Rui Borges, José Silva, Francisco Borges e Carlos Cavaco. A criança não é identificável.


Colaboração Victor Reis

20 Abril 2009

 

Diploma!

Diploma Gabriel Joaquim

Era assim, com este documento graficamente bem expressivo quanto aos valores que o regime político de então entendia divulgar na sociedade e com a devida incisão estratégica no ensino, que se certificavam os alunos do Ensino Primário em 1966! O requerente foi Gabriel Joaquim, que tinha concluido o exame da 4ª Classe em Julho de 1937.

Colaboração documental de Júlio Gabriel e Bruno Cruz

17 Abril 2009

 

Passagem de Classe!

Diploma

É um documento magnífico! Não só pelo significado que representa a quem é dirigido mas também por toda a beleza gráfica que foi empregue na sua elaboração! Este certificado era utilizado há oitenta anos e o valor simbólico que representava, estava com toda a certeza a um nível bem mais superior do que as novas formas de comunicação que hoje existem entre escolas e alunos nas mais variadas vitrines das nossas escolas! É datado de 1933 e serviu de oficialização à passagem da 3ª para a 4ª classe de Olímpia Florência Borges.


Colaboração documental de Victor Reis

15 Abril 2009

 

Classes Escola Primária 1972/73

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Classes que frequentaram a escola primária do Pombalinho no ano lectivo de 1972/73. Nesta fotografia reconhecemos na primeira fila e da esquerda para a direita, António M Barão, Mário Narciso, Luís Filipe Júlio, Manuel J Gandarez, José Migas, Camilo Pereira, António Lopes, Víctor Gomes, Pedro Leal e Pedro Menezes. Na segunda fila e pela mesma ordem, Paulo Garcia, Paulo Correia, Cristina Légua, Lurdes Félix, Rosa, Lena Félix e Lena Maria. Na terceira fila, Eduardo Narciso, Maria Emília, Lina Maria, Paula Vieira, Paula Cristina, Luísa Maria, Mafalda Barros, Marina Costa, Otília Grais, Graça Cota, Hélder Arroteia, professoras Maria Lucinda e Maria José Simões.

Colaboração fotográfica de Pedro Menezes e Bruno Cruz

09 Abril 2009

 

Bateiras!

Agora que a Páscoa se aproxima, há uma tradição que teima em não desaparecer, apesar de toda a força que a modernidade dos tempos sempre acaba por imprimir a este tipo de festejo popular! ! Refiro-me claro está, às bateiras, às nossas bateiras ! Porque na verdade, em mais nenhuma região do país a segunda feira de Páscoa passada no campo à volta de um divertido piquenique, assim é conhecida e denominada!
Não se sabe ao certo a partir de que ano se iniciaram estes festejos na nossa terra ! Existem no entanto alguns registos fotográficos e muitas histórias à sua volta! É aos primeiros que novamente recorremos para recordar dois grupos de jovens que se juntaram algures nos campos do Pombalinho e cumpriram a tradição nos anos de 1950 e 1954!

Bateiras 1950

10 de Abril de 1950 - Joaquim Duarte, Manuel Bernardino, António Rufino, António Domingos, António Carréis, Carlos Cavaco e Alberto Gomes.

Bateiras 1954

19 de Abril de 1954 - Na cadeira de rodas, João Barbeiro (João Anacleto), ladeado à sua direita por um individuo de Vale Figueira conhecido por "pescador" e à sua esquerda pelo Rui Valadares. Atrás da panela, Manuel Silva Rodrigues, tendo à sua esquerda, Manuel Feijão e à sua direita outro individuo de Vale Figueira, chamado António Lezeire. O míudo, é o Rui Mota, filho do João Barbeiro.

Colaboração fotográfica de Antonio Domingos e Manuel Rodrigues

Pesquisa de Bruno Cruz


05 Abril 2009

 

Retratos IV !

Joaquim Pedro Menezes

Joaquim Pedro de Menezes

Joaquim Pedro de Menezes era filho de António Eugénio de Menezes e de Maria Antunes Bento. Nasceu no Pombalinho em 30 de Novembro de 1927 e faleceu na sua terra natal em 03 de Junho de 1976.

Foi casado com Maria Lisette da Silva. Desta união matrimonial nasceram quatro filhos, José António Silva de Menezes, Maria Eugénia Silva de Menezes, Pedro Silva de Menezes e Ana Rita Silva de Menezes.

Foi um dos mais importantes agricultores do Pombalinho, tendo contribuído durante largos anos para o emprego de muitos pombalinhenses através do exercício de várias actividades agrícolas, em terras de que era proprietário.

No período de 05 de Janeiro de 1960 a 02 de Novembro de 1963, exerceu o cargo de Presidente de Junta da Freguesia do Pombalinho.

Colaboração fotográfica de Pedro Menezes e Bruno Cruz


02 Abril 2009

 

Adiafa 1950/51!

Adiafa

Celebrava-se o fim das vindimas nesse ano de 1950 e o rancho reunia-se no pátio da família Menezes para dar início à adiafa. Nesta fotografia reconhecem-se na primeira fila e da esquerda para a direita, Anita Marcano, Luísa Barreiros, Elvira Bacalhau, António Rufino, Laurinda Antunes, Fernanda Barreiros e Silvina Bacalhau. Na segunda fila e pela mesma ordem, Maria Adelaide Saúde, Helena Minderico, Irene Coradinho, Maria Júlia Cavaco, Albertina Grais, Maria Carolina, Maria Júlia Duarte, Conceição Cruz, Soledade Cavaleiro, Luísa Cota, António Bogalho e Alexandre (cego do Reguengo). Na terceira fila, José Carvalho (tratorista), Francisco Cavaleiro, Guilherme Afonso, Luís Barreiros, Alcides Vieira, João Dias, Gabriel Joaquim, Nicolau Mogas, Alberto Bacalhau, Joaquim Antunes, Clemente e José Mogas.

"Adiafa vem do árabe (addyafa) e significa banquete após o trabalho no campo."

"Consiste na oferta em géneros alimentícios, em peças de vestuário ou em dinheiro, aos trabalhadores rurais no fim dos trabalhos agrícolas."

"É uma refeição de caracter festivo, que o patrão oferece aos trabalhadores no fim de algumas fainas agrícolas: ceifa, vindima, apanha da azeitona, etc."


A adiafa na verdade, é tudo isto! Mas essencialmente consiste na realização de um ambiente festivo que se celebra, ou celebrava, no fim das colheitas! Hoje com a industrialização agrícola e a consequente substituição de mão de obra pela força férrea das máquinas, muito dificilmente assistiremos a este tipo de confraternização pelos campos do nosso Ribatejo. E é justamente para que possamos imaginar um pouco dessa comemoração, que recorri a um livro editado em 1864 para dele retirar excerto de um capítulo bem ilustrativo de toda a envolvência que rodeava a preparação a adiafa! Começa então assim:

“... Estamos em Novembro, e o sopro gelado do inverno já convida a acender-se o braseiro, e a agruparem-se-lhe em torno, as famílias, sentindo crepitar a lenha, e estalarem as castanhas e as bolotas, que as crianças assam alegremente ao lume da lareira.
A quinta, onde eu agora tenciono introduzir os meus leitores, é vasta e produtiva. A aragem fria de Novembro faz ondular a copa dos seus imensos pinhais, e um exercício de varejadores doideja, ri, e tagarela por baixo da folhagem cinzenta das suas oliveiras. As vinhas misturam-se a perder de vista com as searas; e o pomar, a horta, e o jardim vão-se abrigar à sombra das paredes da casa, ousando até este último, destacar como vedetas, roseiras e jasmins, que vão, trepando silenciosamente, espreitar pelas janelas, e enviar o seu perfume, como suave homenagem, aos donos desse pequeno mundo.
No dia em que chegamos terminou a colheita da azeitona, e, segundo o costume, há de se celebrar a festa, cuja risonha perspectiva bastará para suavizar, aos olhos dos aldeãos, todos os trabalhos de dois meses. Depois do labutar incessante vem o dia de regozijo! Depois da campanha fadigosa o triunfo ambicionado. Os varejadores vão subir ao Capitólio!
Os almocreves de notícias da localidade já espalharam por toda a parte que ia haver adiafa na quinta de tal. Nem os pregadores da azzhala da guerra santa contra os cristãos podiam ser tão bem acolhidos pelos fiéis crentes de Mafoma, como estes noticiaristas orais o eram pelos alegres camponeses dos arredores! Vai haver adiafa, adiafa! Palavra mágica, que envolve a ideia de vinho á descrição, comida a fartar, e bailarico até as pernas dizerem “basta”, Adiafa! Isto é a festa da azeitona, a noite de benefício dos varejadores, o gáudio rasgado, o reinado da folia! Vão lá oferecer o trono do universo sem adiafa!
Subamos a escada de pedra, ao cimo da qual se topa o alpendre e entremos sem receio na vasta casa de entrada, mobilada simplesmente com bancos de pinho. A hospitalidade é um dever sagrado dos proprietários do Ribatejo, e nenhum, por mais duro que tenha o coração, ousa esquivar-se ao cumprimento dele. Subamos pois: espera-nos um bom acolhimento.
Vai um grande ruído a essa hora na casa de entrada, onde penetrámos. Nesse dia, como dissemos, findara a colheita da azeitona, e estava-se realizando a adiafa. Um pequeno olival dos donos da quinta, fora reservado para o último varejo, mais para satisfazer a uma formalidade, do que por não se poder completar a colheita na véspera do grande dia. Mas a etiqueta camponesa assim o exige. Varejar o pequeno olival é como pôr a última pedra num edifício, pretexto para a festividade. Já para esse trabalho os varejadores e apanhadeiras foram vestidos com os seus fatos ricos, e procedeu-se ao varejo com uma gravidade que não deslustraria o inaugurar de um caminho de ferro. Antes do meio dia estava tudo pronto, e os alegres varejadores, com o coração palpitante, enfileiraram-se atras do seu chefe, que arvorou, em tão solenemente momento, a bandeira da procissão, onde figurava um registo da Virgem, cercado de vistosos laços de diferentes cores. O capataz abriu a marcha e caminharam na sua retaguarda os festivos pares aldeãos. Apenas os donos da casa avistaram ao longe a comitiva, ordenaram que se preparasse a mesa, onde os pobres trabalhadores se haviam de regalar com um banquete, cuja suave recordação bastasse para iluminar, com esplendida luz gastronómica, as trevas da futura e forçada abstinência. Um bom jantar português, farto e suculento! A sopa fumegava em cima da mesa, a vaca e o arroz formavam depois em ordem de batalha. Á hora em que entramos, e em que, segundo dissemos, o sol se sumia no acaso, sumia-se também o último pedaço do apetecido manjar no último recanto do estômago aldeão em quanto esperavam saciados que a noite descesse para recomeçarem as danças!!!! "


Por último, um testemunho bem mais recente de alguém que viveu e ainda vive a adiafa na sua terra!


"... Hoje o meu bom amigo Pedro Melro, emérito e orgulhoso produtor de vinho de Alcanhões, convidou-me para a Adiafa. Para quem não sabe, a Adiafa significa a festa que se oferece aos trabalhadores no último dia das vindimas. De acordo com o dicionário a palavra vem do árabe addyafa e significa banquete.
Embora esteja um pouco desvirtuada, esta tradição fez parte do meu crescimento e habituei-me a ouvir falar dela e algumas vezes a, orgulhosamente, participar. Digo orgulhosamente, porque nessas alturas fazia também parte do rancho da vindima, quase sempre por amizade e camaradagem.
Recordo com saudade, o convívio com aquelas gentes simples, o cheiro da terra e das uvas, o suor nos rostos, as cantigas e os cestos pesados que me faziam sentir um homem naquele reino de Homens e Mulheres.
Hoje senti-me quase um intruso, como se não merecesse comer e beber como os outros! O pão caseiro não me soube tão bem. A lebre deliciosa e a sopa de pedra. Os tomates apanhados da terra, o vinho maravilhoso. As azeitonas. O vinho. O vinho!
Para o ano duas resoluções ficaram. Vou primeiro à vindima e não repito a estupidez de não levar a máquina fotográfica!"



Colaboração fotográfica de Pedro Menezes e Bruno Cruz

31 Março 2009

 

Classe Primária de 1977/78

Classe primaria 1977/78

Mais um excelente registo fotográfico de uma classe da Instrução Primária que frequentou a Escola do Pombalinho. Foi tirado em 21 de Abril de 1978 e refere-se à 1ªClasse do ano lectivo de 1977/78 . Na primeira fila e da esquerda para a direita, Miguel Reis, António, Joaquim José Dias, José António Guilherme, Jorge Cota, Paulo Condeço, Luís Serra, Rui Filipe Leal e Fernando Ventura. Na segunda fila e pela mesma ordem, Rodolfo Vinagre, Pedro Bispo, Rosel Rodrigues, Sílvia Carvalho, Diamantino José e Gilberto Ferreira. Na terceira fila, Ana Margarida Cota, Cristina Rodrigues, Raquel Mateiro, Fernanda Vidal, Crisálida, Lena Galvão, professora Maria Adelaide Reis, Eugénia, Margarida Marques, Sónia Félix, Carla Feijão, Jorge Dias e João Carlos Rufino.

Colaboração fotográfica de Maria Adelaide Reis
Pesquisa de Bruno Cruz

29 Março 2009

 

Classes Primárias 1961/62

Classes Primarias 1961-62

Excelente fotografia das classes da Instrução Primária que frequentaram a escola do Pombalinho no ano lectivo de 1961/62, sob a docência da professora Maria José Martins Simões.
Reconhecem-se, na primeira fila e da esquerda para a direita, Manuel João Cavaleiro, José Justino, Luís Mira, Américo Ferreira, Fernando Duarte, António Carlos Maria, Carlos Simões, Júlio Légua, José Moreira, Carlos Júlio António e António Carlos Branco. Ne segunda fila e pela mesma ordem, Jorge, Mário Salvador, António Pacheco, João Correia, Manuel Gomes, Miguel Costa, Manuel Pacheco, Manuel Condeço e António Gaião. Na terceira fila e pela mesma ordem, Izidoro, Abel Melão e José Luís. Na quarta fila, Fagunto, João, Diamantino Martinho, Carlos Melão, José e Pedro Galvão. Na quinta fila, António Vinagre, Joaquim, professora Maria José Martins, António Carlos Pereira, António Légua e José António Menezes.

Colaboração fotográfica de Pedro Menezes
Pesquisa de Bruno Cruz


25 Março 2009

 

Teatro!

O teatro é das mais nobres actividades de expressão cultural. Sempre fez parte da vida do homem como uma necessidade de manifestação, ou mesmo de celebração, perante acontecimentos de caracter excepcional que aconteciam no seu dia a dia. Desde os rituais em forma de dança, passando mais tarde pelas procissões, ou até à representação concebida com maior desenvolvimento tecnológico a partir do século XIX...

...No Pombalinho, o teatro também...!!! Para PPS alusivo, clique por favor aqui fazendo de seguida o respectivo download!

19 Março 2009

 

Retratos IV

MGomes + MLourdes


Ano de 1958 - Manuel Gomes e Maria Lourdes Gomes

15 Março 2009

 

Teatro em 1989!

Teatro 1

Teatro que se realizou em Pombalinho nos dias 8 e 15 de Julho de 1989. A organização esteve a cargo do "Grupo de Teatro Os Amigos da Terra", com encenação de Ema Braga e Joaquim Mateiro, ponto de Rosel Rodrigues. O programa constou de três comédias intituladas, "Pessegos em calda", "Os disparates da Gertrudes" e "No consultório da bruxa".

Teatro 6

Elenco que integrou o espéctaculo. De pé e da esquerda para a direita, Emília Rodrigues, Fernando Duarte, Ema Braga, Lina Júlio, Luís Filipe Júlio, Paula Valadares, Evangelina Condeço, Milita Mateiro, Elvira Narciso, Lucília Felix e António Condeço. De joelhos e pela mesma ordem, Rosel Rodrigues, Cristina Barreiros, Raquel Mateiro, Víctor Silva, David Cordeiro e Joaquim Mateiro.

Teatro 3


Cena da comédia ""No consultório da bruxa", interpretada por Victor Silva, David Cordeiro, Evangelina Condeço, Joaquim Mateiro e Paula Valadares.

Teatro 2


Cena da comédia "No consultória da bruxa", interpretada por Cristina Barreiros, Joaquim Mateiro e Lucília Félix.


Teatro 8

Cena da comédia "Pessegos em calda", interpretada por, Ana Raquel Mateiro, António Condeço, Fernando Duarte, Luís Filipe Júlio e Paula Valadares.


Teatro 7

"Ribatejo cantado", interpretado por Milita Mateiro, Cristina Barreiros, Fernando Duarte e António Condeço.

Teatro 5

"Ribatejo cantado" , interpretado por Milita Mateiro e António Condeço.


Teatro 4


Final do espéctaculo, com Raquel Mateiro e Milita Mateiro a receberem os aplausos da assistência.


Colaboração de Joaquim Mateiro

11 Março 2009

 

RLP (Rádio Local Pombalinho)

Durante os anos oitenta, as rádios locais surgiram um pouco por todo o país! Funcionavam à margem de qualquer licenciamento oficial (daí a designação comum de “rádios piratas”), bastando para o efeito, uma boa dose de criatividade e muita vontade na transmissão de programas idealizados por grupos de cidadãos mais ou menos organizados e com uma programação quase sempre de carácter regional. Nesta onda de entusiasmo radiofónico, houve porventura projectos de alguma importância ao nível local, virados especificamente para a salvaguarda e difusão de valores tradicionais, mas perante o panorama assim constituído e à revelia do conceito legal, era inevitável que surgisse mais tarde ou mais cedo, uma regulamentação legislativa para o sector radiofónico que contemplasse o exercício da actividade. E assim foi com efeito, surgindo a famosa Lei da Rádio em 1988!

No Pombalinho também tivemos uma estação de rádio livre, designada por RLP (Rádio Local Pombalinho)! Transmitia em 104.5 MHz e esteve em actividade nas antigas instalações da Escola Primária. Nestes dois documentos históricos alusivos ao seu funcionamento, relembramos como era a programação transmitida e como foi a despedida, com fecho da emissora por imperativos legais.

Radio Local 1

Programação da RLP. Para documento integral clique aqui


Radio Local 2


Documento de despedida da última emissão! Para leitura integral clique aqui


Colaboração documental de Luís Filipe Júlio e Bruno Cruz

07 Março 2009

 

Festas de 1983 !

Festas 1983

Este, o prospecto referente às Festas do Pombalinho no ano de 1983! Ainda existia uma vontade colectiva para a realização dos tradicionais festejos na nossa terra! Mobilizavam-se meios, adjudicavam-se serviços, angariavam-se préstimos, e por fim conseguia-se colocar a aldeia no roteiro das festas de verão que se realizam por este país fora! Podiam não ser rentáveis ao nível dos ganhos monetários com que as organizações se propunham nas suas realizações, mas havia festa! E dava-se continuidade a uma tradição da nossa terra que de há muito existe, no último fim de semana do mês de Jullho! Nada pior para o caminho errado da vida do que a ausência progressiva de auto-estima! Os valores conquistados pelos que nos antecederam, não podem ser esquecidos ou simplesmente ignorados, sob pena de perdermos parte da nossa identidade! Hoje, o Pombalinho, as gentes do Pombalinho, mereciam um pouco mais!!!

Colaboração fotográfica de Luís Filipe Júlio e Bruno Cruz

02 Março 2009

 

Vera Cruz Futebol Clube VIII !

Voltamos a publicar fotos de equipas que representaram o glorioso Vera Cruz Futebol Clube! Decorria o ano de 1964 e os desafios de futebol destes tempos ainda se realizavam nas Onias, ali bem dentro do Meirinho. Participava-se nestes encontros com muito orgulho e vestir aquela camisola branca listada a vermelho na diagonal, simbolizava momentos únicos bem patentes numa dedicação sem limites, em representação do clube da nossa terra!

VFCP "


De joelhos e da esquerda para a direita, Manuel Vinagre (massagista), António Manuel Leal, José Correia, Felismino Brás, Ezequiel Andrade e Luís Conceição. De pé e pela mesma ordem, José Guilherme, Joaquim Vieira, António Maria, Izidoro, António Mata, António Bento, Justino, António Domingos, Manuel Narciso e José Leal (dirigente).

VFCP 1

De joelhos e da esquerda para a direita, Manuel Vinagre (massagista), José Correia, José Guilherme, Felismino Brás, Ezequiel Andrade e Manuel Narciso. De pé e pela mesma ordem, Miguel ("guarda-redes" do Operário de Santarém), Izidoro Narciso, Manuel Mata, António Bento, António Domingos, António Manuel Leal, António Silva e José Gomes.

Colaboração fotográfica de António Domingos Correia e Bruno Cruz

24 Fevereiro 2009

 

Ano lectivo de 1972/73

Classe Primária 1972-1973

Fotografia dos alunos inscritos na 1ª e 2ª classe da Escola Primária do Pombalinho na companhia da sua professora, Maria José Martins Simóes. Nesse ano lectivo de 1972/73 compuseram estas duas classes, os alunos, na primeira fila e da esquerda para a direita, António Maria, Joaquim Rodrigues, Pedro Leal, Pedro Menezes, António Lopes, Camilo Pereira, Miguel Cordeiro, Eduardo Narciso, Rui Valadares, Luís Simões. Na segunda fila e pela mesma ordem, João Paulo, Filipe Júlio, José, José João Bacalhau, Paulo Correia, José Rodrigues Oliveira, Mário Narciso, Sérgio Mogas, Luís Mogas, Valdemar Correia. Na terceira fila e pela mesma ordem, José Carlos Bonifácio, José Carlos Cordeiro, Angelo Piedade, Valdemar Tomás, Daniel Marques, Hélder Costa e José Manuel Nascimento.

Para lista integral dos alunos, clicar aqui

Colaboração de Pedro Menezes e Bruno Cruz

19 Fevereiro 2009

 

Cheias do Pombalinho!


O Pombalinho está indubitavelmente ligado às cheias do Ribatejo! Situada na margem direita do rio Tejo, esta localidade é normalmente atingida pelas suas aguas quando por acção de fortes chuvadas em invernos muito rigorosos, transborda do seu leito e alaga as áreas adjacentes. Os pombalinhenses sempre encararam com relativa serenidade, estas visitas que o maior rio da Península Ibérica fazia periodicamente nestas zonas baixas do Ribatejo! No entanto, anos houve em que inundações de níveis considerados anormais, causaram muita preocupação entre a população e tiveram consequências devastadoras em estruturas habitacionais e redes viárias.

Hoje, já sem a sua presença com uma certa regularidade a que nos habituaram ao longo de muitos anos, justifica-se, a favor da memória e do conhecimento, a viagem que vos proponho ao Pombalinho e às suas cheias do rio Tejo.

Clique então aqui , fazendo de seguida download e open!

16 Fevereiro 2009

 

Foi há trinta anos...!!!!

Faz hoje 30 anos que o Pombalinho era notícia em muitos orgãos de comunicação social! De facto, nesse ano de 1979, todo o baixo Ribatejo era assolado pela sua maior cheia de sempre, segundo consideração e título do jornal regional, Correio do Ribatejo!
O Pombalinho ficou completamente isolado ao nível das suas vias de comunicação terrestre e viveram-se situações de grande aflição entre a população! As Forças Armadas, recorrendo a helicópteros e embarcações de deslocação rápida, deram um forte contributo na assistência à população mais atingida pela subida anormal dos níveis das águas, que, segundo se soube mais tarde, ter sido devido a descargas de água armazenada nas barragens espanholas. Houve enormes prejuízos materiais ao nível das estruturas habitacionais e também muitos bens domésticos foram destruídos pela passagem nefasta desta cheia que ficará recordada, pelas piores das razões, por muitos dos que viveram essas horas dramáticas! Recordemos pois, por algumas imagens disponíveis, o que foi essa trágica cheia de 1979!

Photobucket


Primeira página do Correio do Ribatejo, do dia 16 de Fevereiro de 1979.


Cheia 1979 1

Rua António Eugénio de Menezes, junto ao cruzamento da rua 5 de Outubro e da rua de Sto António.


Cheia 1979-5


O estado em que ficou uma das habitações a norte da rua António Eugénio de Menezes.


Cheia 1979-2


A mesma habitação, vista de angulo diferente, na rua António Eugénio de Menezes.


Cheia 1979-4

Outras habitações que não resistiram à força das àguas, no cruzamento da rua de Sto António com a rua 1º de Dezembro.


Cheia 1979

Recorte do jornal Correio do Ribatejo do dia 16 de Março, sobre a visita que o Presidente da República General Ramalho Eanes fez ao Pombalinho.


Colaboração nas fotografias e recortes de jornais - Bruno Cruz

11 Fevereiro 2009

 

Cheias de 1959!

Desde que o aproveitamento em grande escala das suas águas para produção de energia hidroeléctrica tomou conta do rio Tejo e transformou os recursos naturais do seu caudal em fonte de necessidades económicas de cada região por onde passa, que as condições climatéricas em época de invernia já não são naturalmente suficientes para provocar o alagamento dos campos adjacentes ao seu percurso, na forma das tradicionais cheias que todos bem conhecemos nesta zona do Ribatejo. No entanto, podemos sempre recorrer a registos fotográficos felizmente ainda existentes, como estes que aqui publicamos, da autoria presumida de Francisco Maria Borges e relativos a uma dessas cheias que atingiu o Pombalinho provavelmente no ano de 1959.


Cheia 1959-2

O nível da água da cheia, bem dentro da rua Barão de Almeirim e defronte da antiga casa Farol.

Cheia 1959-4

O recurso ao tradicional barco, comandado a remos e à vara, era o mais utilizado nas deslocações de pessoas e bens em zonas alagadas pela cheia.


Cheia 1959-3

Também haviam momentos de pura distracção como este protagonizado pelo Victor Reis e sua mãe, Olímpia Borges.

Cheia 1959-1

Belissíma imagem de grande representatividade dos níveis atingidos pelas águas do Tejo nesse ano de 1959.


Photobucket

Outra imagem bem demonstrativa da utilidade que estas embarcações tiveram em situações de cheias no interior do Pombalinho.


Cheia 1959-5

As cheias também eram sinónimo de divertimento para as crianças e quem podia, sempre aproveitava as oportunidades de ficarem registados para a posterioridade! Neste barco em águas calmas, reconhecem-se o Victor Reis e a Teresa.

Colaboração fotográfica de Victor Reis


07 Fevereiro 2009

 

Retratos III !

Antonio Afonso

António Afonso dos Santos - 1964

Olimpia

Olímpia Borges , Profª Maria Conceição e Francisca Carvalho.


Colaboração de Guilherme Afonso/Víctor Reis

03 Fevereiro 2009

 

Festas de 1942!

Ainda sobre a Festa que se realizou de angariação de fundos para aquisição do relógio da Igreja do Pombalinho e à qual Guilherme Afonso se referiu numa sua carta de 2008, conforme aqui fizemos referencia na publicação de 29 de Janeiro último, chegou-nos por feliz coincidência na simpática cordialidade de Luís Filipe Júlio, um exemplar da programação desses festejos e assim a possibilidade de ligarmos historicamente a realização do evento ao principal motivo que levou a respectiva comissão organizadora então formada, na sua concretização. O acontecimento teve lugar nos dias 1, 2 e 3 de Agosto de 1942 e complementando de certa forma a memória do nosso conterrâneo Guilherme, estiveram presentes a abrilhantar esses festejos em honra de Nossa Senhora das Dôres , as fadistas Lucília do Carmo e Arminda Vidal , acompanhadas à guitarra por Raúl Nery e à viola por Alfredo Costa. Mas o cartaz do programa, bastante mais elucidativo, é um excepcional convite a uma verdadeira viagem no tempo e obviamente às memórias do Pombalinho.


Festas 1942-2


As afamadas cantadeiras Arminda Vidal e Lucília do Carmo


Festas  1942


Para imagem ampliada, clique
aqui fazendo o respectivo "download"


Colaboração de Luís Filipe Júlio e Bruno Cruz


29 Janeiro 2009

 

Cartas de Maputo...

As cartas como forma de comunicação escrita, contêm normalmente aspectos ou matérias de caracter particular a quem só às pessoas correspondidas diz respeito. No entanto, quando o interesse dos assuntos abordados é considerado de importância históricamente relevante para o conhecimento público, já esta avaliação pode ser interpretada de forma diferente! Tenho mantido com Guilherme Afonso uma frutuosa e regular troca de correspondência, desde princípios de 2005, e quando leio ou releio as suas cartas, sinto uma enorme gratidão pelo facto de ter conhecido alguém com uma visão excepcionalmente atenta e pormenorizada em relação a aspectos cruciais da vida e particularmente sobre uma determinada fase da história da nossa terra. E foi o que aconteceu com uma sua carta de 14 de Julho de 2008! De acordo com uma predisposição de valores mutuamente aceites entre o remetente e o receptor, entendi por bem transcrever neste espaço, algumas passagens dessa mesma carta, que relatam lugares e pessoas que por razões naturais da vida já só fazem parte do imaginário de muitos de nós e por isso mesmo a merecerem uma justificada referência neste espaço.

JUnta Freguesia

... Muito gostava de ter lá estado (leia-se, Festa de confraternização Junho 2008), mas não pôde ser. Teria tido, inclusive, a oportunidade de rever todo esse espaço em que, com outros miúdos da vizinhança, muito brinquei. O edifício da Junta era então habitado pelo Manuel Barbosa, esposa (a Maria Coimbra) e filho (o Manuel João Coimbra Barbosa). Como o menino rico não vinha para a rua brincar com os meninos pobres, íamos nós para todo aquele espaço brincar com ele. A começar pela própria casa, especialmente o sótão, passando ao pátio da própria casa e ao outro que tinha um bebedouro para o gado e era ladeado pelo palheiro, pelo lagar, que então não era utilizado, pela habitação do hortelão, pela grande horta, e não me lembro se por mais alguma coisa, e indo até à horta, em que tínhamos geralmente a fruta à nossa disposição, ao tanque da rega, muito fundo e em que, por isso, o meu irmão escapou uma vez por muito pouco de morrer afogado, à garagem e à cavalariça, expandíamo-nos por aí praticamente à vontade. Além da fruta, uma vez por outra ainda nos cabia, aos miúdos pobres que brincavam com o filho, um qualquer petisco oferecido pela Maria Coimbra. Até me lembro que foi num desses petiscos oferecidos por ela que eu pela primeira vez comi peru. Pela primeira... e não sei se pela última.
... Sobre o pátio onde foi tomada a refeição, eu conheci-o ainda no tempo do anterior proprietário, o Júlio Barreiros. Lembro-me de o ver aí sentado numa cadeira, com o seu corpo enorme, enorme, gordo, gordo. Tinha dois filhos que residiam fora do Pombalinho, um deles salvo erro em Santarém, onde, salvo erro também, exercia as funções de inspector escolar. Que me lembre, tinha também uma filha. Não sei se tinha mais alguma. Assisti à saída dessa família daquele edifício, tendo-me até sido oferecida, na altura, pela filha, uma bonita gaiola para pássaros (sem pássaros); assim como assisti, a seguir, à entrada para o mesmo da família Barbosa. "

Igreja  1948

... Ao falares nisso*, fizeste-me recordar da primeira Festa que me lembro ter havido no Pombalinho. Tinha eu 12 anos (no ano de 1942, portanto, o que não deixará de ser estranho, porque era o tempo da Segunda Grande Guerra, tempo de racionamento). O meu pai era um dos mordomos da Festa e o objectivo principal da mesma era arranjar-se dinheiro para o relógio da igreja.
E também me lembro que uma das fadistas que participou nessa Festa foi a Lucinda do Carmo (a mãe do Carlos do Carmo), com outra fadista também ida de Lisboa, tendo ambas ficado alojadas em casa das tuas primas Mateiro (Justa, Verónica e Chica), das quais eu era vizinho. ]

"Ora, meu Amigo, dessa Festa parece não ter restado, infelizmente, nada que nos permita estabelecer a sua data precisa. E digo isto porque, tendo-me o Joaquim Mateiro enviado, há uns tempos, uma rica colecção de programas de festas, de picarias e de peças de teatro realizadas na nossa terra, nada há referente a essa Festa de 1942.
Mas uma coisa é certa: foi nessa altura que se angariou, inclusive com o peditório feito, como habitualmente, de porta em porta pela comissão da Festa, o dinheiro para a compra do relógio e para o colocar na torre da igreja. Se isso foi programado para que a colocação do relógio se efectuasse a tempo da sua inauguração ser feita durante a Festa, disso não me lembro, como é natural. Mas se assim não foi, tê-lo-ia sido, com certeza, para pouco depois da Festa, com o dinheiro dos peditórios e de algum mais angariado nos dias da Festa.
Envio-lhe em anexo mais uma fotografia da igreja, esta tirada em 27 de Junho de 1948 e já com o relógio na torre. Como pode ver, também nessa altura o adro estava cheio de pedra britada, para a asfaltagem do adro e de toda a Rua Barão de Almeirim, trabalho que precedeu a asfaltagem de toda a estrada da Azinhaga a Alcanhões, creio eu, e em que trabalhei, tanto na primeira obra, na própria asfaltagem, como na segunda, medindo a pedra, britada no local, da Azinhaga à Quinta de Alpompé, em Vale de Figueira. "

*Nota – Entre parênteses recto, carta de resposta que Guilherme Afonso escreveu a Joaquim Mateiro em 10 de Junho de 2006, quando este lhe comunicou a realização da Festa comemorativa do 400º aniversário do Pombalinho.

23 Janeiro 2009

 

A cava das vinhas!

A cava da vinha era dos trabalhos mais cansativos e árduos que se faziam noutros tempos e à qual muitos trabalhadores do campo se sujeitavam de modo a garantirem um rendimento continuado e estável na subsistência económica da família. E depois, como a modernização agrícola de charruas e tractores ainda estava bem distante deste tipo de actividade exercido nesses longínquos anos, não existiam de facto outras alternativas a esta forma de tratar as terras de vinhedo! Viviam-se tempos nos quais a exploração maciça de mão obra era utilizada em tudo, ou quase tudo, que fossem trabalhos agrícolas, e a vinha obviamente não fugia à regra ! Enormes ranchos de homens e mulheres vindos de fora ou formados por pessoas do Pombalinho e arredores, por regra, sempre dirigidos pelo respectivo feitor ou homem de seleccionada confiança do patrão, povoavam desde o nascer até ao por do sol, os vãos das vinhas, das quais se elevavam de vez em vez as enxadas devidamente balançadas pela força de mãos firmes e experientes de homems que rasgavam a terra de uma forma lenta e compassada. Havia de entre os patrões quem recorresse estrategicamente a processos para vencer o cansaço provocado pelas características rudes deste trabalho. E uma delas era o recurso ao consumo de vinho, por parte dos trabalhadores, durante as horas de laboração! O alcool ingerido, quase sempre sem regra, funcionava como estimulante e inibia o forte cansaço que se apoderava de todos, com particular incidência nos mais fracos em robustez fisica, e ai destes que se atrasasassem em relação aos demais, pois o risco de não serem contratados na proxima praça e para a semana seguinte, era mesmo muito grande! Aliás, o vinho chegou a fazer parte da jorna e os patrões utilizavam o de menor qualidade nesses pagamentos semanais aos trabalhadores! Eram realmente tempos muito difíceis! Hoje o mundo é bastante diferente nas relações laborais, no entanto, lembrar estes tempos dificeis, ainda faz todo o sentido, quem sabe, talvez, para compreendermos melhor o percurso que nos levou aos tempos presentes!
As fotografias publicadas, ilustram, melhor do que muitas palavras, o modo como eram exercidas as cavas das vinhas por terras do Pombalinho! Foram registadas por Guilherme Afonso no ano de 1964 na propriedade do Aviz, pertença de António de Menezes e os textos em “italic” postados sob a forma de legendas, retirados da carta que o nosso Amigo me escreveu, fruto de uma passeata que fez com a sua máquina fotográfica a tiracolo, nesse mês de Abril!

Rancho Vinha 4

... Mas não deixo de aproveitar o envio das mesmas para algumas observações sobre o tema. A primeira é de que a maior parte do rancho não é do Pombalinho. Do Pombalinho fazem parte do rancho apenas três pessoas, salvo erro: o meu pai, o Eleutério e o Germano Saúde. Numa das fotos está o meu pai (José Afonso), à esquerda, com a enxada ao alto, e outro, à direita, que não me lembro quem seja.

Rancho Vinha 3

... Noutra estão o Eleutério e o Germano Saúde, que não estão reconhecíveis, mas eu sei que são eles.

Rancho Vinha 2

... A segunda observação é sobre a constituição do rancho. Lá mais para trás não vinham ranchos de fora (ratinhos ou gaibéus) para a cava das vinhas nem tão pouco para a vindima. Vinham para a colheita da azeitona. E em anos de boa colheita vinham vários, e grandes. Cheguei a trabalhar integrado num deles.

Rancho Vinha 1

... A terceira e última observação é para estabelecer uma relação entre a vinda de ranchos de fora para cultivar as vinhas, nesse ano de 1964, e o número de trabalhadores (do Pombalinho, claro) na "praça" nesse mesmo ano, conforme se pode observar numa fotografia que já lhe enviei (e que o Manuel Gomes meteu no blog do Pombalinho ) e noutra que lhe envio agora, tiradas na mesma altura. Lá mais para trás, também, o pessoal era muito, muito mais. A "praça" ficava cheia. Por isso, antes havia, geralmente, pessoal no Pombalinho que chegava para todas as tarefas ligadas à agricultura, menos para a colheita da azeitona. Em 1964, como se vê, e não sei desde quantos anos antes, já não.

Colaboração – Guilherme Afonso

19 Janeiro 2009

 

Retratos II

Photobucket

José Leal
Azinhaga - 1948

15 Janeiro 2009

 

Teatro em 1988!

Teatro 1988-1

Estávamos no ano de 1988 e assistir a uma peça teatral no Pombalinho ainda era uma agradável motivação para ir ao velhinho salão da Casa do Povo, situado no segundo piso desta instituição! Viviam-se tempos de enorme expectativa! Era preciso levantar vontades e criar novos entusiasmos para não deixar morrer uma das tradições porventura mais nobres que o Pombalinho teve culturalmente, em diversos períodos da sua história! Recordar os que contribuíram na construção desses momentos em que o teatro esteve saudosamente presente no Pombalinho, é particularmente comovente para os que imaginam a vida jamais divorciada de qualquer inspiração cultural, traduzida na partilha da descoberta e na comunhão lúdica de novos horizontes do conhecimento.


Teatro 1988-2

Elenco na abertura do programa do dia 19 de Dezembro de 1988. Da esquerda para a direita, Joaquim Rodrigues, Raquel Mateiro, Victor Silva, Fernando Duarte, Cristina Barreiros, António Condeço, Ema Braga, Maria Luísa Júlio, João Cavaleiro, Evangelina Condeço, Joaquim Mateiro e Elvira Narciso.


Teatro 1988-4

Comédia o "Camafeu", com interpretação nesta cena de Luís Filipe Júlio e Fernando Duarte.


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Comédia "A ocasião faz o ladrão", com interpretação nesta cena de Fernando Duarte, Raquel Mateiro e António Condeço.


Teatro 1988-3

Elenco na abertura do programa do dia 30 de Dezembro de 1988. Da esquerda para a direita, Raquel Mateiro, Dália Duarte, Elvira Narciso, Joaquim Mateiro, Lourdes Cavaleiro, Lina Júlio, Ema Braga, Ana Leal Cruz, Paula Valadares, Quim Rodrigues e António Condeço.


Teatro 1988-5

A rábula intitulada " As Viúvas", com interpretação de Lourdes Cavaleiro, Dália Duarte e Evangelina Condeço.


Colaboração de Joaquim Mateiro e Fernando Duarte

10 Janeiro 2009

 

Memórias Paroquiais de 1758

Cura 1

"Este lugar de Pombal está na província da Estremadura, pertence ao Patriarcado de Lisboa, há termo de Santarém e também comarca de freguesia por si, que no ano de mil seiscentos e seis, se desanexou da freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Almonda do lugar de Azinhaga, por provisão do ilustríssimo Miguel de Castro Arcebispo de Lisboa, paleada a treze de Julho do dito ano, ficando com total independência da Matriz e de Reverendo pároco desta."

Este documento datado de 5 de Abril de 1758 e da autoria do Cura António Lopes, é de um enorme significado para a compreensão histórica do Pombalinho. Está on-line na Torre do Tombo e foi graças ao Bruno Cruz (e já agora permitam-me aqui manifestar em forma de agradecimento, a contribuição inexcedível que o Bruno tem dedicado a este nosso espaço em àreas tão importantes para este trabalho, como é a pesquisa documental sobre a vida colectiva da nossa terra), que nos foi possível concretizar a sua publicação no “Pombalinho”. A importância talvez maior deste documento, centraliza-se eventualmente na data em que o Pombalinho se desanexou daquela que viria mais tarde a chamar-se Azinhaga, mas outras matérias de igual relevância serão objecto, estou certo, da mesma atenção nestas valiosíssimas memórias paroquiais.

Cura 2

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Cura 3
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Cura 4

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Cura 5

Para ampliação clique aqui

Para documento original em PDF clique aqui e devidamente decifrado aqui


Colaboração de Bruno Cruz


06 Janeiro 2009

 

Adiafa!

Adiafa

“ADIAFA é uma palavra que alguns etimologistas julgam ter origem árabe (diafa ou addyãfa), e é usada nalgumas regiões do país para caracterizar uma manifestação etnográfica constituída por um desfile de trajes, utensílios e costumes do passado, onde se privilegia a música popular portuguesa, como o folclore, música tradicional e coral, tocadores de acordeão, uma sessão de fados, teatro-revista e muitos bailes. Até há bem pouco tempo, era a festa popular do fim das colheitas, uma época em que trabalhadores e patrões confraternizavam, após uma boa campanha; hoje, a “adiafa” não é mais do que uma promoção turística de uma determinada região, ou uma manifestação para ajudar a manter a cultura e os arcaicos costumes que teimam em persistir à mudança constante dos valores sociais, porque as leis da economia e a escassez de mão-de-obra tudo modificaram.” Texto retirado daqui .

Esta fotografia da autoria de António de Menezes e registada entre os anos de 1940/45, refere-se a uma adiafa comemorada na quinta da família Menezes para celebrar o final da apanha da azeitona desse longínquo ano da década quarenta do século passado. De entre as mulheres presentes, reconhecem-se a Maria Carolina da Silva e a Maria Luísa Rodrigues.

Colaboração fotográfica de António Carlos de Menezes/Joaquim B Mateiro

Para ampliar foto, clique aqui e faça depois download

02 Janeiro 2009

 

Ano Lectivo 1961/62

Ano

Neste ano de 2009 que recentemente se iniciou, escolhemos para primeira publicação a fotografia de mais um agrupamento escolar referente ao ano lectivo de 1961/62. Compreensívelmente, reside sempre alguma dificuldade na identificação de jovens alunos do ensino escolar a esta distância temporal, no entanto e depois de algumas conclusivas leituras fisionómicas, chegamos satisfatóriamente a uma listagem bastante positiva.
De entre outros, reconhecem-se de pé e da esquerda para a direita na companhia da professora Maria da Conceição Canha Melício Nunes, a Dália, a Maria Júlia, a Victória da Silva, a Aura, a Gena Hilário, o António Brás, a Aura Fonseca, o Victor Reis, a Laurinda, o Hermínio Feijão, o Chico Bento, a Gracinda, a Conceição, o José Rato, a Virgínia, e a Constança. De joelhos e pela mesma ordem, o Júlio Légua, o João Luís, o Alexandre Gomes, a Gina Cordoeiro, a Cristina Cachado, a Zé, a Perpétua, o Zé Luís, o António Mogas e o Carlos Júlio.

Colaboração fotográfica – Victor Reis
Para foto ampliada clique
AQUI fazendo de seguida download.

19 Dezembro 2008

 

Feliz Natal e um bom Ano Novo!

A todos os visitantes que por este espaço passaram e em particular aos que nele colaboraram, desejo-vos Feliz Natal e um bom Ano Novo!

12 Dezembro 2008

 

Retratos I !

Ernesto Hilario_Guilherme Afonso


Ernesto Hilário e Guilherme Afonso

08 Dezembro 2008

 

Casa Farol !

Muito nos apraz verificar que algumas das histórias aqui publicadas têm sido alimentadas por saudáveis trocas de pontos de vista e até com informações adicionais recebidas, que em muito contribuíram para o enriquecimento deste pequeno património histórico em construção do Pombalinho. Exemplo disso, foi o que se seguiu à iniciativa de historiarmos aquela que foi a casa de maior relevância no ramo comercial no Pombalinho e arredores. A casa Farol, ou Casa Castanhas ou ainda a nossa bem conhecida Casa Borges, porque é dela que se trata, foi sem quaisquer margens de dúvidas uma referência de bom gosto e modernidade ao serviço de uma vasta gama de clientela e cuja fundação remonta ao ano de 1850! Pois bem, hoje reabrimos as portas à sua memória com fotografias inéditas dos seus proprietários e respectivos familiares, complementando assim o que tínhamos publicado em 09 de Outubro de 2007.


Casa Farol 5

Fotografia de 1905. Ao centro, Florência Maria Nunes e Manuel José Rodrigues ("Manuel Castanhas") ladeados por suas filhas, Aurelina Nunes Rodrigues e Júlia Nunes Rodrigues.

Casa Farol 1

Francisco Maria Borges, Aurelina Nunes Rodrigues, Olímpia, Luíz Reis e Rui Borges.

Casa Farol 4

Antiga Casa Castanhas, nos anos quarenta. Na varanda, Francisco Borges, Olímpia, Aurelina Borges e Eugénia Justino.

Casa Farol 8

Francisco Borges, Aurelina, Francisca Carvalho e Olímpia.

Casa Farol 3

Francisco Borges, Rui Borges, Olímpia, Aurelina e o pequeno Víctor Reis.

Casa Borges

Francisco Borges, Rui Borges, Aurelina Rodrigues, Víctor Reis e sua mãe, Olímpia.

Casa Farol 6

Vírginia de Jesus, Rui Borges, Maria Helena Cachado e Leolinda.

Casa Farol


Rui Borges, Francisco Borges, Manuel Barrão e Manuel Galvão.

Colaboração fotográfica de Víctor Reis


05 Dezembro 2008

 

Retratos!

Photobucket


Maria Laura Cachado


Colaboração fotográfica de Victor Reis

02 Dezembro 2008

 

Correio da Extremadura em 1911

Correio Estremadura

Deliciosa, esta carta da autoria do Dr. José Fernandes, na altura a prestar serviço clínico no Pombalinho, publicada no Correio da Extremadura sobre os resultados extraordinários da utilização do xarope Vitalose que sua mulher tivera experimentado no início da amamentação do seu terceiro filho.


Pesquisa jornalística de Bruno Cruz


27 Novembro 2008

 

Manuel Sabino Duarte "Veca"

Veca

Manuel Sabino Duarte, filho de Manuel Gameiro Duarte e de Maria Albana Barreiros R Duarte, nasceu no Pombalinho em 09 de Junho de 1926. Cavaleiro profissional, tomou a alternativa em 1975 na cidade de Viseu, mas a sua grande paixão profissional foi a Coudelaria Nacional no Vale de Santarém onde se dedicou em importante desempenho técnico no apuramento das raças Lusitana e Sorraia. Presença assídua na Feira do Cavalo na Golegã e de forte popularidade nos meios equestres em todo o Ribatejo, foi no verão passado homenageado no EquiFoz 2007 e recentemente recebeu um troféu prestígio na Gala da Escola de Toureio de Almeirim .

Foto de 1964 - Colaboração de Victor Reis

24 Novembro 2008

 

Santa Cruz do Pombal

Pombalinho era reconhecido no século XVIII por Santa Cruz do Pombal. No livro emitido pelo Município de Santarém, sobre a sua Heráldica , lá está na sua página 135 essa importante referência histórica. Logo na página seguinte consta igualmente uma valiosa informação que foi também retirada do livro Corografia Portuguesa e Descrição Topográfica do Famoso Reino de Portugal do Padre António Carvalho da Costa, sobre o número de habitantes existentes no ano de 1712. Pois bem, é dessa publicação que hoje percorremos essa importante página que contribuirá documentalmente um pouco mais, para a compilação histórica da nossa terra.

Pombalinho 1712

Corografia Portuguesa e Descrição Topográfica do Famoso Reino de Portugal

Pombalinho 1712 A

Página 253 do Tomo III

Pombalinho 1712 AA

Pormenor da página 253 Tomo III de onde se pode constatar a referência a Santa Cruz do Pombal, antiga designação do Pombalinho.

Fonte


20 Novembro 2008

 

A Heráldica do Pombalinho!

Heraldica

Criar um brasão de armas obedece a um conjunto de regras precisas, pelas quais a Heráldica (ciência histórica universal, onde as ideias se expressam através de símbolos) se rege, sendo as principais, a simplicidade de formas, a estilização, a iluminura, a cor (lei dos esmaltes) e um vocabulário muito próprio.
Um símbolo é antes de mais um elo de ligação entre as gentes de um lugar; essas ideias, representadas por meio de simbologia num pequeno espaço, buscam-se na história e na cultura de cada localidade.
José Bénard Guedes refere o seguinte a propósito desta ciência secular: "A Heráldica é de facto uma ciência de regras muito claras e precisas, que exige grande simplicidade de formas - no texto e no desenho - aliada a uma riqueza de cor, inesgotável sortilégio de simbolismo, rigorosa arrumação das peças, tudo caminhando a par, no sentido de um perfeito equilíbrio estético e gráfico."

Estrela Branco - Do Livro "A Heráldica do Município de Santarém"

Heraldica 1


Heraldica 2


Heraldica 3


Heraldica 4


Heraldica 6

Colaboração de Joaquim Mateiro a partir do livro " A Heráldica do Município de Santarém" de Nov-2001


14 Novembro 2008

 

Pombalinho eleitoral!

Nesta vontade de querermos entender o que foi o Pombalinho e que caminhos trilhou desde os tempos dos nossos antepassados até aos dias de hoje, é um desafio cada vez mais atractivo! Sabemos que o limite neste tipo de pesquisa pode acontecer a qualquer momento, mas enquanto nos for possível dar a conhecer provas documentais , de carácter histórico, sobre o envolvimento das suas gentes em actos eventualmente importantes para a vida colectiva da comunidade, cá estaremos com a alegria que nos afecta, no cumprimento deste aliciante desígnio.

Jornal Estremadura

Vem a propósito deste pequeno preâmbulo, uma recente descoberta que o Bruno Cruz fez nas instalações do jornal " O Correio do Ribatejo", antigo "Correio da Estremadura"! O Pombalinho a servir de palco para uma jornada política em 1913 e patrocinada pelo Partido Evolucionista na pessoa do dr. Alfredo Pimenta. A crónica foi escrita pelo seu director João Arruda e teve honras de primeira página.

Jornal Estremadura 1

A conferência teve lugar no domingo anterior à publicação do jornal, ou seja, no dia 30 de Maio de 1913 e resultou segundo o articulista, de satistafória para o Partido Evolucionista chefiado por António José de Almeida , que viria a ser mais tarde Presidente da República Portuguesa. A comitiva foi recebida em Mato de Miranda pelos srs Júlio Barreiros, Joaquim Gonçalves, dr. José Fernandes, Manuel José Barreiros, Augusto Rodrigues Cota, João Rafael de Carvalho, Carlos Albano da Silva Nunes e António Joaquim Soares.

Evolucionista

Na página 2 , um resumo com o teor do discurso que o Dr Alfredo Pimenta proferiu no teatro do Pombalinho, perante numerosa e entusiasta assistência. Para uma melhor visulização do artigo cliquem p.f. aqui e aqui fazendo de seguida os respectivos downloads.


09 Novembro 2008

 

Fim de ano 1970!

Passagem Ano

Caminhamos a passos largos para mais um fim de ano que por tradição e um pouco por todo o lado é comemorado com enormes festejos e muita alegria. No Pombalinho e nos anos setenta, também assim era! Não faltavam os encontros programados para o efeito, por diversos grupos de jovens, que acabavam por transmitir à nossa aldeia um ambiente de grande animação nesses últimos dias de anos. Esta fotografia refere-se precisamente à passagem de ano de 1970/71 e foi registada num salão outrora existente, nas instalações do Diamantino da Costa. Do grupo reconhecem-se de entre outros, a Lena Melão, o Miguel Costa, a Gena Hilário, a Graça, a Constança, a Carolina, o Félix, a Bisita, o Leal, o Víctor Borges, o Luís Galrinho, o Manuel Pacheco, o Zé Lino, as irmãs Teresa e Luísa, as irmãs Lena e Fernanda, a Albertina, o Artur, a Dália, a Aurora, a Lurdes Leal, a Gena, o Chico Bento, a Victória, o Manuel Gomes, o Júlio Gabriel, o António Carlos Martinho e o António Carlos Branco.

Colaboração fotográfica de Fernando Leal

04 Novembro 2008

 

Pombalinho histórico!

A pesquisa de factos históricos, quaisquer que eles sejam, acaba sempre por transmitir uma fascinação muito especial a quem por dedicação se empenha na busca de explicações que estejam relacionadas com a actual vida colectiva de uma comunidade. No caso particular do Pombalinho, tem sido para o autor destas linhas e estou certo também para os demais colaboradores deste espaço, extraordinariamente aliciante a descoberta de desenvolvidas publicações sobre acontecimentos que foram marcantes na vida da nossa terra ao longo do caminho construtivo desta página. Mas como a insatisfação, aliada a uma vontade de querer ir sempre mais além, continua presente no desígnio desta nossa caminhada, descobrimos recentemente caracterizações geográficas do Pombalinho em três publicações diferentes que foram editadas nos séculos XVIII e XVIX. São testemunhos escritos sobre as integrações territoriais a que a nossa terra esteve sujeita e dos quais ouvíamos falar mas que careciam da natural comprovação documental, sendo por esse facto, o seu valor histórico merecedor de uma curiosa leitura.


Pombalinho 1

Diccionario Geografico, ou Noticia Historica de todas as Cidades Villas e Lugares. Foi editado em Lisboa na Regia Officina Sylviana da Academia Real no ano de 1747 , sendo seu autor o padre Luiz Cardoso da Congregação do Oratorio de Lisboa .

Po

... Como se pode constatar neste dicionário, o actual Pombalinho, ao ano de 1747, chama-se Pombal e estava integrado conjuntamente com a Azinhaga na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição. Pertenciam à província da Estremadura, Patriarcado de Lisboa e à Villa de Santarém.

Para leitura integral das páginas 736 e 737 , faça download aqui + aqui .


Pombalinho 3

Uma outra publicação intitulada "Diccionario Chorographico do Reino de Portugal", editada em Coimbra no ano de 1878 e o seu autor é Agostinho Rodrigues de Andrade.

Pombalinho 2

.. Neste livro, o Pombalinho já é considerado freguesia do distrito e concelho de Santarém e pertence à comarca e julgado da Golegã. Está integrado no patriarcado de Lisboa, tem direcção de correio e 724 habitantes.

Para leitura integral desta página 145, faça download aqui .

Pombalinho 5

Este último livro intitulado "Diccionario da Chorographia de Portugal", foi editado no Porto no ano de 1884 e o seu autor foi J. Leite de Vasconcelos.

Pombalinho 4

... Neste ano de 1884, o Pombalinho era freguesia de Santa Cruz, concelho e distrito de Santarém, comarca da Golegã, 682 habitantes e anexada civilmente à Azinhaga.

Para leitura integral desta página 125, faça download aqui .

Informação sobre esta publicação, retirada daqui


31 Outubro 2008

 

Ano lectivo de 1947/48

Classes Primarias 1947-48

A última fotografia que publicamos sobre alunos do ensino primário que frequentaram a nossa escola do Pombalinho, refere-se a uma classe do ano lectivo de 1973/74. Hoje recuamos bastante mais no tempo e exercitando com natural saudade as nossas memórias, vamos recordar os alunos que no ano lectivo de 1947/48 constituíram as quatro classes da intrução primária leccionadas pela professora Maria José Martins Simões. Deste grupo de jovens está António Carlos Menezes (posicionado imediatamente à esquerda da professora), que uma vez mais nos concedeu a honra de publicarmos esta preciosidade histórica, mas para uma melhor identificação dos seus colegas de escola que ficaram registados nesta feliz fotografia, clicar por favor aqui

28 Outubro 2008

 

Quinta Fernão Leite em 1940/45

A Quinta de Fernão Leite fez parte de um conjunto de casas agrícolas que existiram durante mais de três quartos do século vinte e pelas quais se desenvolveu grande parte da agricultura então existente no Pombalinho. Teve como proprietários conhecidos, o padre José Maria do Rosário e os irmãos António e José Menezes, ficando este com a sua apropriação depois de uma separação de propriedades que geriam familiarmente em finais dos anos 1940/45.
As fotografias que temos o prazer de publicar, referem-se a trabalhos na eira da Quinta de Fernão Leite e foram registadas por António de Menezes entre os anos de 1940/45. Elas encontram-se emolduradas em casa de seu filho António Carlos Barreiros Nunes de Menezes, que por sua amabilidade, foi-nos possível reproduzi-las para suporte digital por intermédio do nosso amigo Joaquim Mateiro e assim incluí-las na galeria histórica do “Pombalinho”.


Quinta Fernao Leite1

O trigo a ser carregado ainda no campo, para posteriormente ser transportado em carros puxados por juntas de bois para a eira.


Quinta Fernao Leite 8

Chegada à eira, a carrada dos molhos de trigo seriam descarregados. O boieiro que está na foto, pensa-se ser um senhor que trabalhou para a família Menezes durante muitos anos na condução de carros de bois. O seu nome é Pedro e era pai da nossa conterrânea Domicília, esposa de Manuel Gregório. Mais à direita, uma autêntica inovação da técnica para a època, uma debulhadeira mecanizada! E a desempenhar a função de "alimentador" (pessoa encarregue de alimentar o normal funcionamento da máquina com braçadas de trigo) está o nosso bem conhecido José Afonso, que durante vários anos pelas eiras andou, a trabalhar na debulha do trigo ao serviço da família Menezes.


Quinta Fernao Leite 2

Esta imagem consiste na debulha prévia das favas. Os caules da leguminosa eram espalhados na eira e depois parelhas de éguas devidamente comandadas por homens experientes, em movimentos circulares, iriam por esmagamento, soltar a fava da vagem.


Quinta Fernao Leite 3


O conjunto da máquina a vapor que fazia comandar a debulhadeira. Para esta tarefa mecanizada exigia-se também alguma experiência e muita rotina. Homens que tinham por missão normalizar a entrada o cereal na máquina, outros transportando em carros de mão fabricados ainda em madeira, o trigo já debulhado e outros que não se vêm na foto mas que tinham a responsabilidade de alimentar o depósito de àgua da respectiva máquina a vapor, eram presenças muito importantes neste trabalho de debulha por volta dos anos de 1940/45.


Quinta Fernao Leite 4

Aqui, com a ajuda de uma junta de bois a puxar por um objecto de madeira chamado rodo, procedia-se ao ajuntamento dos restos da palha dos cereais misturados com alguns grãos, desperdiçados pela acção da debulhadeira, para uma posterior limpeza e aproveitamento final .


Quinta Fernao Leite 5

E aqui está essa acção de limpeza de que atrás falamos. Homens lançando ao ar e contra a direcção do vento, os cereais misturados com a palha. Com vento a favor , este leva a palha e demais impurezas, deixando os grãos do cereal libertos e limpos.


Quinta Fernao Leite 7


Nesta foto procede-se à medição com um alqueire, do feijão branco que se vai metendo dentro de sacos de linhagem. Reconhecem-se de entre outros, o José Cordoeiro, Joaquim Machourro e Pedro, o boieiro.


Quinta Fernao Leite 7

Finalmente, tinha chegado a hora do carregamento dos cereais já devidamente ensacados e medidos para cima de um carro puxado por mulas. Nesta imagem, a receber enormes sacos transportados às costas, está o José Cordoeiro.

Colaboração nos textos de Joaquim Mateiro

23 Outubro 2008

 

Inspecção Militar!

O dia da inspecção militar representava o culminar de um ciclo de crescimento que se iniciava na escola primária e que terminava com a aprendizagem de um ofício ou o seguimento dos estudos de nível secundário. Agora tinha chegado o momento de jovens com dezoito anos poderem ser considerados homens e logo por uma instituição militar! Era um orgulho para a família a chegada do seu rapaz com a fitinha vermelha na lapela, símbolo da aprovação de todas as suas capacidades para o serviço militar obrigatório. No Pombalinho esse dia, popularmente conhecido por "ida às sortes" , era comemorado especialmente de uma forma muito tradicional, com ida e vinda de carroça ao DRM de Santarém e depois o resto do dia era preenchido com pequenos rituais que acabavam num bailarico aberto a toda a população. Com a ida dos mancebos para as antigas colónias ultramarinas no cumprimento de um cenário de guerra criado por volta dos anos 1960/61, esse sentimento alterou-se, causando mesmo acções de extrema indignação perante uma situação incompreensivelmente sustentada e esfriando naturalmente o entusiasmo que esse dia representava para os jovens do Pombalinho e certamente de todo o país.
Nestas fotografias recordamos dois grupos de jovens pombalinhenses que integraram anos diferentes das respectivas inspecções militares.

Inspeccao Militar

Nesta inspecção do ano de 1958, podemos reconhecer da esquerda para a direita, o Gabriel Joaquim (que era o Regedor da Freguesia e serviu também de condutor da carroça até Santarém) , o Leonardo Bento, José Catita, Júlio Serra, Manuel Maria, Francisco Manuel Presume e António Carlos Barreiros Nunes de Menezes.

Inspecc

Este grupo que representou a inspecção do ano de 1964, foi transportado a Santarém por três carroças conduzidas pelo Manuel da Neta, o Sofio Félix e António Charola no dia 21 de Julho. Era constituído por, de pé e da esquerda para a direita, Rui Mota, António Silva Bernardino (Coradinho), António Manuel Leal, João Serra, Joaquim Mateiro, Felizmino Costa, Manuel Minderico e António Preto. De joelhos e também pela mesma ordem, Manuel Catita, António Silva (Cufa), João Luís Gandarez e o Manuel Vieira.

Fotos gentilmente cedidas por António Carlos B N de Menezes e Joaquim M B Mateiro

18 Outubro 2008

 

Ainda as cheias no Pombalinho!

Cheia Pombalinho

Durante a permanência das cheias no Pombalinho, raramente a sua população ficou isolada geograficamente dos seus mais próximos vizinhos. Normalmente a estrada EN 365 fica(va) interrompida ao trânsito motorizado entre a entrada sul da aldeia e a Ponte do Alviela, ficando a salvo do alagamento provocado pelas águas a saída norte em direcção à Azinhaga, permitindo assim que esta comunicação se mantivesse como alternativa de percurso para Santarém e outros destinos utilizados pelos pombalinhenses. Do Reguengo de Alviela já a situação é bem diferente! Esta povoação da Freguesia de S Vicente do Paúl situada numa zona agrícola completamente plana, muito embora localizada numa área superficial de pequeno relevo, é facilmente isolada pelas águas do Tejo e esta fotografia revela-nos uma das frequentes acções que eram desenvolvidas pelas suas gentes em sequência dessa rotura na vida normal dos seus habitantes, ou seja, o abastecimento alimentar e transporte de pessoas por barcos movimentados a remos ou à vara a partir do Pombalinho. Da data do seu registo não temos qualquer indicação mas presume-se que seja das primeiras décadas do século vinte, atendendo à caracterização vegetal existente na estrada EN365 e também por pertencer ao espólio documental de Júlio Barreiros, avô de Fernando Furtado Barreiros.
Atente-se no pormenor das pedras colocadas no solo e na linha limite do alagamento, para uma leitura mais rápida e directa da subida do nível da cheia.

Como notas finais, o agradecimento ao Fernando Furtado Barreiros por ter possibilitado a publicação de mais esta preciosidade e ao Joaquim Mateiro pela colaboração na “interpretação” possível desta bela fotografia.

15 Outubro 2008

 

Cheias de 1940/41

As cheias sempre foram no Pombalinho visitas frequentes desses longínquos e rigorosos Invernos em que as fortes chuvadas com elevados índices de precipitação, inundavam campos e zonas habitacionais de mais baixos níveis. Embora com alguma imprevisibilidade no tempo de permanência e também nos níveis atingidos, (as ruas mais sacrificadas pelas "alvercadas" , como assim se chamavam às de menor amplitude para se distinguirem das de efeitos devastadores , eram a Manuel Monteiro Barbosa e a 1º de Dezembro) as cheias constituíam uma condição excepcional ao nível da acção fertilizante que transmitiam às terras por elas alagadas. Nesses tempos as culturas agrícolas que então predominavam, assim como a própria estrutura fundiária que constituía grande parte das áreas cultivadas, serviam de autênticas barreiras naturais ao avanço descontrolado das águas provenientes da subida anormal do caudal do Tejo e as pessoas preparavam-se naturalmente e sem grandes preocupações para esta rotina calmamente assumida, quer na prevenção dos seus bens materiais e outros passíveis de serem afectados pelas cheias, como também e porque não, na contemplação de um espectáculo nem sempre desejado mas que a nova paisagem surgida pelo movimento das águas sempre acabava por provocar. E não raras são as fotografias existentes, que apaixonados pelo simples prazer da arte, aproveitaram para registar e guardar nos baús das suas recordações essas imagens irrepetíveis porventura nos dias de hoje. Felizmente a este espaço também ele de memórias, tem chegado algumas dessas verdadeiras relíquias históricas que em muito contribuem para uma melhor compreensão do percurso desta comunidade pombalinhense e das razões sócio-económicas que tiveram de optar por imperativos geográficos em que o Pombalinho se situa. Hoje, por intermédio de Joaquim Mateiro, temos o grato prazer de recebermos mais uma dessas contribuições na pessoa do Dr António Carlos Barreiros Nunes Menezes , permitindo-nos assim publicar estas pequenas pérolas fotográficas da autoria de seu pai, António de Menezes , referentes a uma dessas cheias que inundaram a nossa terra no ano de 1940/41.

Cheia 2

Interessante registo fotográfico na rua Barão de Almeirim! Apesar das águas quase a entrarem nas habitações, a vida nesta zona do Pombalinho não parou! Mulheres lavando a roupa frente à casa de Júlio Freire e Américo Cachado a ser transportado de barco para a sua habitação!

Cheia 1

Rua António Eugénio de Menezes

Cheia

Excelente fotografia tirada à entrada no Pombalinho pela EN 365, permitindo avaliar bem o nível que as águas atingiram nessa cheia de 1940/41.

10 Outubro 2008

 

Escritura da antiga Escola Primária

Photobucket

Sabia-se que a antiga Escola Primária do Pombalinho, localizada na rua Carolina Infante de Câmara, tinha sido doada por acto de benemerência às entidades de então responsáveis pelo destino colectivo da freguesia. Algumas dúvidas persistiam no entanto entre alguns nossos conterrâneos, sobre quem tinha praticado esse acto de tão elevada nobreza e igualmente sobre este assunto, algumas opiniões foram emitidas nem sempre de forma correcta e necessáriamente isentas de um imprescindível rigor histórico, ainda mais quanto se trata, como é manifestamente este o caso, de actos há muito realizados e porventura carentes de comprovativos documentais. Assim sendo e como o assunto nos pareceu de certo modo entusiasmante resolvemos desenvolver as diligências necessárias que nos pareceram as mais correctas neste tipo de situações. A conselho do ex-presidente da Junta de Freguesia ( Joaquim B Mateiro que nos dizia que o documento referente à respectica escritura de doação se encontrava talvez na Torre do Tombo) contactámos o Arquivo Distrital de Lisboa e para nossa surpresa, ao fim de pouco mais de uma semana já tínhamos em nosso poder uma fotocópia desse importante e histórico documento para a história do Pombalinho.

Escritura

Como se pode fácilmente perceber, a interpretação da escrita não é de fácil leitura, daí o facto de só agora o termos publicado, mas no essencial do que está nele manuscrito entende-se perfeitamente o objectivo que levou João da Cunha Cardoso Osório Ferraz e Castro de Portocarreiro, 2º Visconde de Portocarreiro a um acto de tão elevada nobreza para a população do Pombalinho no dia 25 de Novembro de 1885. Os recortes que a seguir publicamos são exactamente as passagens da escritura que consideramos de maior relevância, em forma de legenda estão os respectivos textos rigorosamente transcritos por documento oficial da autoria de Jorge Filippe Cosmetti.

Escritura

"Saibam quantos esta pública escriptura de doação virem: que no anno de nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e setenta e cinco, aos vinte e cinco dias do mês de Novembro nesta Cidade de Lisboa, rua Aurea numero vinte e seis, neste escriptório compareceram o Visconde de Portocarrero João de Cunha Cardoso Ozório Ferraz e Castro de Portocarrero. Par do Reino, solteiro e maior morador na Rua Formosa Nº 45; pessoa que conheço pelo próprio. E logo disse em minha presença e na das testemunhas ao diante assinadas: Que elle é senhor apropriado de uma casa sita na rua direita da freguesia de Pombalinho, concelho de Santarem; que consta de lojas e vasto primeiro andar assobradado, com janelas porta e escadaria de pedra... "

Escritura B

"... Que pela presente escriptura , de sua livre e espontânea vontade , faz pura doação de hoje em diante à Junta da Parochia da Freguesia de Pombalinho do primeiro andar desta casa com destino a Escola primária da referida freguesia ; continuando porem a ficar-lhe pertencendo a plena propriedade das lojas da referida casa o que servem de celleiros. Que desde já tira e desiste... "

Colaboração interpretativa do texto original - Bruno Cruz

Para consultar a escritura original em formato PDF, por favor clique aqui + aqui

Nota - Já depois desta publicação ter sido feita, chegou-nos por gesto simpático de Luís Filipe Júlio, uma transcrição oficial do texto original, feita em 6 de Julho de 1901 e da autoria de Jorge Filippe Cosmetti, perito em paleografia. Para aceder também a esse importante documento, clique aqui + aqui e aqui


06 Outubro 2008

 

Energia eléctrica no Pombalinho!

Photobucket

A instalação da energia eléctrica no Pombalinho foi de uma importância vital para a melhoria da qualidade de vida dos Pombalinhenses e naturalmente contribuiu para o seu bem estar em todas as vertentes sociais. Para quem viveu aquelas longínquas noites à luz do clássico candeeiro a petróleo, passar a precisar apenas de um simples clic no interruptor para iluminar toda uma casa, foi realmente uma mudança fantástica nos hábitos de vida de toda a gente! Aconteceu por volta de 1960 e a partir daí pudemos usufruir dessa magnífica infraestrutura que veio permitir a muitas pessoas a aquisição de utensílios/electrodomésticos jamais imagináveis nos lares de então, como as telefonias, frigoríficos e poucos anos mais tarde as primeiras televisões, caixinhas que vieram verdadeiramente transformar o mundo.
Nesta fotografia que se refere à construção do Posto de Transformação situado na Rua António Eugénio de Menezes, podemos reconhecer os homens do Pombalinho que contribuiram na sua construção, são eles, José Maria, António Silva e Luís Cordoeiro.

Colaboração fotográfica - Gina Cordoeiro

30 Setembro 2008

 

Costureiras I

Grupo Costura

Sempre que se fale de Ema Correia Braga é incontornável não associá-la ao ensino de várias gerações de raparigas que passaram pela sua mestria na arte de corte e costura. Na verdade ela foi, a mestra! Aquela onde todas as moças queriam iniciar a aprendizagem de como a partir de uma peça de tecido se elaboravam os mais sofisticados e variados vestidos. E para muitas raparigas do Pombalinho, ir para a Ema Braga foi a saída possível para a uma profissão que serviu de alternativa aos trabalhos do campo, pois que nesses tempos, o ensino escolar para além do obrigatório, ainda estava de acesso difícil por razões culturais às opções das mulheres! Já nos referimos neste espaço a um dos grupos de raparigas que usufruíram dessa possibilidade e hoje temos o privilégio de publicar porventura, o primeiro de entre outros que aprenderam pacientemente a arte de confeccionar roupa por medida e muito longe ainda da massificação industrial do pronto-a-vestir!
Nesta foto registado por volta do ano de 1958, podemos reconhecer da esquerda para a direita Maria Adelaide Leal, Deolinda, Ema Braga, Hilária Cordoeiro, Ema Minderico, Rosa Romão, Evangelina Barros, Maria Alice e ao centro uma menina de seu nome, Milai.

Colaboração fotográfica de José Assunção

24 Setembro 2008

 

Rua Barão de Almeirim em 1996!

Rua Barao Almeirim

Esta bonita imagem da Rua Barão de Almeirim bem poderia ser integrada numa eventual colecção de postais ilustrados do Pombalinho. É um registo da artéria principal da aldeia, centrado no histórico Palacete onde a família Braamcamp Freire viveu durante muitos anos e o então frondoso pátio da Abegoaria, doado à Junta de Freguesia do Pombalinho em 05 de Outubro de 1981 pelos filhos de Maria da Madre de Deus Amado de Melo Braamcamp Freire, Baronesa de Almeirim.
Retirado de uma importante e vastíssima colecção que Teresa Cruz vem publicando no seu blog temático, este postal bem merece que o utilizemos de porta de entrada para uma visita a este dedicado trabalho que recentemente atingiu a sua milésima postagem.

Colaboração no texto – Joaquim MB Mateiro

22 Setembro 2008

 

Cartões de identidade!

A utilização dos cartões de identificação sempre foi uma prática muito usual no reconhecimento dos cidadãos perante as mais diversas instituições que os emitem. Desde os sempre presentes BIs, passando pelos referentes à inscrição de associados nas muitas colectividades desportivas, até aos escolares, os cartões foram e são elementos identificadores imprescindíveis no dia a dia das populações. Porém, o tempo não lhes reservou imobilismo perante o desenvolvimento natural da vida e também eles se foram renovando em função do desafio que a sociedade lhes impôs. Aliciarmo-nos na contemplação de alguns que o tempo se encarregou de arquivar nas nossas memórias e que serviram a cidadãos pombalinhenses, é o que hoje vos proponho!

Cartao MI

Cartão de identidade de João Nunes, como Tesoureiro da Junta de Freguesia do Pombalinho no ano de 1960.

Vera Cruz

Cartão de identidade de Júlio Gabriel dos Santos, como sócio efectivo da Casa do Povo do Pombalinho no ano de 1965.



Colaboração documental de Joaquim MB Mateiro e Júlio Gabriel Santos


17 Setembro 2008

 

Atestado de pobreza!

Atestado pobreza




(Clique na imagem para ampliar)


Há documentos que pela sua especificidade ficam inexoravelmente ultrapassados no tempo, restando-lhes deste modo uma apenas cuidadosa preservação histórica! No entanto, merecem sempre de quem os pausadamente interpreta, uma leitura diferente daquela que esteve na origem da sua criação. É o caso deste que hoje publicamos! Uma Certidão destinada a isenção ou redução de custos na prestação de saúde a nível hospitalar, em que se justifica ser POBRE para que a essas condições excepcionais, haja direito. Era assim, no Pombalinho e no ano de 1955!

Colaboração documental – Júlio Gabriel

09 Setembro 2008

 

Ponte Fernão Leite em 1911

Já aqui neste espaço nos referimos à importância que a Ponte Fernão Leite teve na vida dos Pombalinhenses, servindo não só como passagem entre as duas margens da Alverca grande mas também no aproveitamento da sua zona envolvente para festejos anuais que se realizaram no Pombalinho, nomeadamente em 1914 . Nos últimos anos da sua existência serviu igualmente de pretexto a imensos passeios domingueiros para muitos dos jovens que por ali preenchiam algum do tempo que dispunham para o lazer e o divertimento.


Ponte Fernao Leite

A publicação da fotografia que hoje aqui fazemos tem mais uma vez a inestimável participação de Fernando Furtado Barreiros. A propósito desta sua prestável colaboração, nunca o será demais referir, esta página adquire um nível histórico de publicação sobre factos e gentes da nossa terra notável, que jamais o teria conseguido se este "feliz encontro" não tivesse acontecido por intermédio do nosso bem conhecido e amigo Joaquim Mateiro. Na verdade sem estes pequenos tesouros da história do Pombalinho, era-nos de todo impossível preencher de forma tão enriquecedora este espaço sobre o caminho histórico do nosso Pombalinho.
Mas voltando à fotografia que se crê ser de 1911, segundo palavras do próprio Fernando Barreiros, nela ficaram registados o seu avô Júlio José Barreiros e seu pai Júlio Câmara Barreiros, então com 5 anos de idade. A leitura que nos é possível fazer desta invulgar imagem da Ponte de Fernão Leite, é que pelo estado de conservação dos pilares de assentamento do tabuleiro, poderemos concluir, não se tratar da sua construção original mas sim do resultado de uma acção destruidora a que foi sujeita, proveniente talvez de uma cheia com características devastadoras que por ali passou. Esta tese pode ser reforçada com a leitura de um texto da “Empreza da História de Portugal” que publicamos a 20 Março de 2007 e no qual se lê num determinado parágrafo que, “No sítio da Alverca ainda se podem ver os restos d’uma ponte que ali houve para serventia dos povos de Pombalinho e Reguengo, quando a cheia era grande. Esta ponte ainda hoje seria de reconhecida vantagem, e a respectiva câmara bem poderia sem grande sacrifício reconstruí-la, pois qualquer das citadas povoações contribui fartamente para as receitas municipaes.”
Paradoxalmente ou não e passados que foram cerca de cem anos, continuamos sentimentalmente a clamar pela sua reconstrução, como tive oportunidade de fazê-lo em consequência de uma passagem mais atenciosa que lhe fiz no passado 27 de Abril de 2008 !

04 Setembro 2008

 

A carroça!

Júlio 1953

A carroça puxada por tracção animal foi um dos meios de transporte mais utilizados nas zonas rurais, onde a agricultura era de importância vital para o sustento das populações. Se nos reportarmos aos fins dos anos cinquenta em que a industrialização agrícola ainda dava os primeiros passos no seu desenvolvimento a ritmos bastante lentos, a carroça teve um desempenho muito importante no transporte de bens agrícolas provenientes do cultivo dos campos, na deslocação de pessoas para distâncias e caminhos nem sempre passíveis de serem percorridos a pé e até no cumprimento de tradições ligadas à inspecção militar, popularmente conhecida por "ida às sortes" . Houve naturalmente neste meio de transporte um certo incremento ao nível dos materiais empregues na sua construção mas a grande evolução foi ao nível dos rodados, nos quais se transitou das rodas em madeira com aro em aço para as rodas pneumáticos, transmitindo estas um maior conforto aos passageiros e um menor esforço para a locomoção animal.
Nesta bem ilustrativa fotografia de 1953/54 sobre esses tempos outrora vividos, podemos reconhecer Gabriel Joaquim, seu filho Júlio Gabriel e sua esposa Albertina dos Santos.

Colaboração Fotográfica_ Júlio Gabriel

23 Agosto 2008

 

1º Barão de Pombalinho

António de Araújo Vasques da Cunha Portocarrero, 1º Barão de Pombalinho (título criado por D Maria II, Rainha de Portugal, por decreto de 08 de Maio de 1837) é oriundo de uma notável família portuguesa descendente de Dom Raimundo Garcia, a quem o conde de Portugal Dom Henrique de Borgonha doou o couto de Portocarreiro, senhorio de que tomou o nome Dom Raimundo Garcia de Portocarrero .

Nasceu no Porto em 20 de Abril de 1783 e é filho de Francisco Luís de Brito de Araújo e Castro e de Ana Luísa da Cunha Coutinho Osório e Alarcão de Portocarrero.
Sua mãe, 14ª Sra. da Quinta da Torre em Villa Boa de Quires nasceu a 27 de Novembro de 1746 e morreu a 6 de Maio de 1801 tendo casado por três vezes: 1ª com Filippe Carneiro de Faria Pereira Manso, senhor dos Morgados da Parreira e da Cerieira, Capitão Mor de Ourém; 2ª em 1777 com Francisco Luíz de Brito Araújo e Castro, senhor da Casa de Casal de Soeiro no Concelho dos Arcos, Cavaleiro da Ordem de Chr e Desembargador do Porto , que nasceu a 12 de Março de 1733 e morreu a 20 de Fevereiro de 1793; 3ª com o Desembargador José Cândido de Pina e Mello.

Casou em 1812 com Rita Mariana Giralda Freire, viúva de Manuel Nunes Gaspar e mãe de Manuel Nunes Freire da Rocha, 1º Barão de Almeirim.
Foi condecorado com a Cruz Ouro da Guerra Peninsular, na qual serviu, principiando em Capitão de Cavalaria na Leal Legião Lusitana de Napoleão e finalizando em major do Regimento Nº3, Posto de que se demitiu. Em 1833 prestou importantes serviços à causa da Rainha, foi Governador-Geral do Distrito de Santarém em 1846 e Comandante do Batalhão Móvel dos Voluntários de Santarém.

Almeida Garrett a ele se refere nas Viagens na Minha Terra: “No caminho encontrámos o nosso antigo amigo, o Barão de Pombalinho, - barão de outro género, e que não pertence à família lineana que nesta obra procurámos classificar para ilustração do século -, cavalheiro generoso, e tipo bem raro já hoje da antiga nobreza das nossas províncias, com todos os seus brios e com toda a sua cortesia de outro tempo, que em tanto relevo destaca da grosseria vilã dessas notabilidades improvisadas...
Vinha em nossa procura para nos guiar. Seguimo-lo.”

No Diccionario bibliographico portuguez, é referenciado por Innocencio Francisco da Silva, “Em uma contenda forensa , suscitada entre elle (Manuel Vieira da Silva, médico) e António de Araújo Vasques da Cunha, que morreu barão de Pombalino, por parte dos herdeiros de Manuel Nunes Gaspar, capitão-mór de Santarém, sobre a validade da mercê que D.JoãoVI fizera ao physico-mór de uns accrescidos no denominado monchão dos Coelhos, próximo às lezírias do Ribatejo, publicaram-se de ambos os lados pela imprensa memorias em que cada um dos contendores allegava os seus direitos contra os do adversário...”

António de Araújo Vasques da Cunha Portocarrero, morreu em 10 de Maio de 1855.

16 Agosto 2008

 

1º Barão de Almeirim

Photobucket

Sempre que por ali passamos, uma curiosidade imediata nos ocorre em sabermos que pessoas ou histórias estarão ligadas à existência deste palacete situado na rua principal do Pombalinho! Já aqui publicamos um valiosíssimo documento histórico em que nele se descreve o que aconteceu nessa trágica noite de 9 de Dezembro de 1870, mas como a informação e bem, continua-nos a propor desafios irrecusáveis no enriquecimento deste espaço sobre a nossa terra, debruçamo-nos hoje de uma forma mais pormenorizada sobre a família detentora dos direitos de propriedade deste belo edifício situado na antiga Rua da Igreja.
O seu mais ilustre proprietário, talvez tivesse sido Manuel Nunes Freire da Rocha , 1º Barão de Almeirim que nasceu a 28 de Setembro de 1806 em Santo Estêvão do Santíssimo Milagre, Santarém. Era filho de Manuel Nunes Gaspar e de Rita Mariana Giralda Freire, foi aluno do Colégio Militar, fidalgo cavaleiro da Casa Real, Cavaleiro Professor na Ordem de Cristo, 3º Senhor do paço das Lameiras, deputado em várias legislaturas e Governador-Geral do distrito de Santarém. Sua família foi proprietária de várias terras no Pombalinho, como a Quinta do Outeiro, Mouchão da Velha, Quinta da Melhorada, Fonte Santa, Tapada do Secretariado e Mouchão do Inglês, assim como do prédio rústico e respectiva horta, situados na rua com a actual designação de Barão de Almeirim.
Manuel Nunes Freire da Rocha, casou em Lisboa com Luísa Maria Joana Braamcamp de Almeida Castelo Branco a 28 de Outubro de 1835 de quem teve três filhos, Maria Inácia Braamcamp Freire da Rocha, Manuel Nunes Braamcamp Freire 2º barão de Almeirim e Anselmo Braamcamp Freire, escritor, historiador, arqueólogo e genealogista.
Alguns dos seus descendentes ficaram ligados historicamente ao Pombalinho por razões marcantes das suas vidas como foi o caso de sua neta e filha de Manuel Nunes Braamcamp Freire 2º Barão de Almeirim, Clarisse Braamcamp Freire , que casou nesta aldeia em 28 de Abril de 1913 com José Soares Pinto de Cabedo e Lencastre, Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, ou de outro seu neto e irmão da mesma Clarisse, Manuel Braamcamp Freire 3º barão de Almeirim, que na mesma terra faleceu em 18 de Novembro de 1912. Também quatro suas bisnetas, filhas de Carlos Braamcamp Freire 4º Barão de Almeirim, ao Pombalinho ficaram igualmente ligadas por questões de natalidade, foram elas, Maria Luísa Braamcamp Freire que nasceu em 28 de Agosto de 1903, Maria Isabel Amado Braamcamp Freire , conhecida por "Nicha" que nasceu em 29 de Setembro de 1913, Maria da Madre de Deus Amado Braamcamp Freire , conhecida por "Piinha" que nasceu em 17 de Maio de 1915 e finalmente Maria Inácia Amado Braamcamp Freire , conhecida por “Naça”, que nasceu em 9 de Junho de 1922.
Sua mãe, Rita Mariana Giralda Freire , por ter ficado viúva de seu pai Manuel Nunes Gaspar, casa em segundas núpcias com o barão do Pombalinho, António Araújo Vasques da Cunha Portocarrero.
Seus descendentes deixaram em regime de depósito no Arquivo da História Social do Instituto de Ciências Sociais o espólio da "Casa Barão de Almeirim" , cujo inventário oscila entre os anos 1794 e 1959.
Manuel Nunes Freire da Rocha veio a falecer em 16 de Julho de 1859.

29 Julho 2008

 

Férias!!!

ferias recados para orkut

O "Pombalinho" vai ausentar-se para férias! Brevemente nos encontraremos aqui, com novas motivações e outras histórias sobre o Pombalinho! Um Abraço a todos!

25 Julho 2008

 

Mascarilhada em 1900!

Photobucket

No verso desta fotografia está escrito “Uma mascarilhada da Azinhaga” que se supõe ter sido realizada em 26 Fevereiro de 1900. Segundo opinião emitida por Joaquim Mateiro e confirmada depois de uma atenta visualização a este registo que Fernando F Barreiros nos enviou, é que se trata de figurantes talvez naturais da nossa vizinha Azinhaga mas o local do desfile é efectivamente no Pombalinho! Mas vamos ao texto que nos enviou o Joaquim a propósito desta “mascarilhada”: "... nesta manifestação o que vejo na foto que seja da Azinhaga, talvez os figurantes mascarados em cima de cavalos e os burros com cornos? Talvez a isso se chamasse mascarilhada nessa época!? De resto tudo o mais é Pombalinho, a fotografia foi tirada na rua da Igreja, rua de Cima e hoje rua Barão de Almeirim, o edifício que está junto da minha actual casa é o mesmo da época de 1900, as pessoas que estão à janela no 1º andar são familiares do nosso amigo Fernando Furtado Barreiros, porque o seu primo António José Barreiros que ali nasceu, contou-me esse facto num dia de convívio que com ele tive quando iniciei a minha actividade de autarca e ele exercia o cargo de Presidente da Junta de Freguesia de Marvila - Santarém no período de 1990 até 1993. Viveu muitos anos em Angola onde desempenhou a profissão de Engenheiro Agrícola e faleceu o ano passado em Santarém. Mas voltando à fotografia, o edifício mais alto com porta central e vestígios de um qualquer brasão por cima desta, é a adega que pertenceu à família Canavarro e mais ao fundo avista-se as ruínas do palácio do Sr. Barão de Almeirim que foi destruído por um incêndio na noite de 09 de Dezembro de 1870! Só começou a ser reconstruído alguns anos depois de 1900. Do palácio antigo pouco ou nada corresponde ao edifício primário que hoje existe, embora bonito é apenas um prédio antigo!"

Colaboração fotográfica - Fernando Furtado Barreiros
Colaboração texto - Joaquim M Barreiros Mateiro

21 Julho 2008

 

Trabalho na eira em 1911!

Eira 1911

Na descoberta e divulgação de verdadeiros tesouros sobre a vida colectiva do Pombalinho que então fazia sentido nesses distantes anos do inicio do século passado, temos hoje o grato prazer e por gentileza novamente de Fernando Furtado Barreiros, de apreciarmos mais uma fotografia única sobre a nossa terra! É um registo da mesma eira que anteriormente publicamos mas valorizada pelo facto de captar em segundo plano, o casario onde hoje ainda se situa a antiga Escola Primária, a casa onde viveu Manuel Coimbra Barbosa e as actuais instalações da Junta Freguesia. No verso da mesma e por indicação prestável do nosso amigo Fernando F Barreiros está inscrita a legenda: Eira de Júlio Barreiros em plena actividade (trigo) – Pombalinho 1911 , fazendo logo de seguida o seguinte comentário adicional que nos enviou via mail: “Situada em frente da casa dos Arcos, visível ao fundo, residência de Júlio José Barreiros, na então chamada Rua Direita ou Rua do Campo, hoje Carolina Infante da Câmara, nº75. À esquerda o lagar e a escola. À direita a casa do Barbosa. O palheiro e a casa de Alice Câmara Barreiros, existentes entre a casa dos arcos e a casa do Barbosa , não são visíveis. Na casa de Alice Câmara Barreiros vivia o Manuel Melão (feitor de Júlio Barreiros). Posteriormente ocupada por Júlio Câmara Barreiros quando se casou e onde nasceu a primeira filha do casal, Alice Furtado Barreiros.”
A Casa dos Arcos, a que se refere Fernando F Barreiros, suscita do Joaquim Mateiro também o comentário de que “ só foi sede da Junta de Freguesia em 26 de Setembro de 1977 quando foi doado o edifício pelo senhor Manuel João Barbosa e sua esposa Dona Maria Manuela Coimbra Barbosa durante a presidência de Francisco Brás Barrão Júnior”, não deixando de realçar ainda sobre a fotografia “ ...estou atento a todos o s pormenores como sempre, vejo as máquinas, as pessoas, o monte e os sacos de trigo, as forquilhas e as pás, o carro de bois com um grande barril de água para alimentar a máquina a vapor, o edifício da antiga Escola Primária, a casa dos Arcos como lhe chama o nosso Amigo Fernando Barreiros, onde residia o seu avô....”
Enfim, mais um importante documento que orgulhosamente publicamos nesta bonita caminhada histórica sobre a nossa terra!


Colaboração Fernando F Barreiros e Joaquim B Mateiro,

17 Julho 2008

 

Trabalho na eira!

Julio Jose Barreiros

Esta fotografia transporta-nos para tempos em que as eiras ainda eram locais imprescindíveis a uma das fases importantes do longo processo de cultivo do milho por terras do Pombalinho. Foi registada numa que então existiu há muitos anos em frente ao edifício onde hoje está instalada a Junta Freguesia e mostra-nos a sequência das várias etapas pelas quais o milho passava depois de apanhado nas searas . As maçarocas amontoadas eram normalmente descamisadas pelas mulheres já que outras incumbências estavam destinadas aos homens, sendo essa tarefa executada criteriosamente de modo a que as melhores camisas (as mais macias e brancas que estavam junto à maçaroca) fossem separadas das restantes de forma serem aproveitadas e utilizadas no enchimento dos colchões. Depois ficava a maçaroca já limpa como se pode verificar num monte situado entre as duas mulheres da fotografia e finalmente surgia um outro de carolos (nome dado à maçaroca depois de debulhada), indiciando que por ali o milho já estava muito próximo do seu armazenamento. Também muito curiosa é a presença de uma máquina enfardadeira accionada por um gerador a vapor, que servia como o próprio nome indica para fazer fardos, sendo neste caso fabricados a partir das camisas de menor qualidade e com eles proporcionar alimento aos animais durante o inverno. A posar para o fotógrafo está Júlio José Barreiros, avô de Fernando Furtado Barreiros!

Colaboração fotográfica - Fernando Furtado Barreiros

12 Julho 2008

 

Uma questão de ética!!!!

JJB

Por gentileza de Fernando Furtado Barreiros, chegou-nos o teor de um documento escrito por seu avô Júlio José Barreiros na qualidade de Presidente da Paróquia do Pombalinho e dirigido ao Administrador do Concelho de Santarém no ano de 1911. Deixo à vossa livre apreciação a intencionalidade do requerimento mas não será difícil concluir que se trata de um gesto eticamente aprovado pelas regras do bom exercício de cargos públicos. Mas para leitura integral do documento cliquem por favor aqui .

03 Julho 2008

 

Pombalinho em 1900!!!

Igreja Pombalinho 1900 (700)

É uma fotografia de rara beleza e de enorme significado histórico, esta a que vos apresento hoje aqui no “Pombalinho”. Foi-me gentilmente enviada pelo Joaquim Mateiro que por sua vez a recebeu via mail de Fernando Furtado Barreiros, bisneto de Hilário José Barreiros e neto de Júlio Barreiros. É um daqueles registos que nos provoca uma contemplação que ultrapassa um simples reparo de circunstância, transportando-nos assim para a curiosidade de saber o que se teria ali passado bem frente à nossa Igreja Matriz que justificasse tão grande ajuntamento de Pombalinhenses! Bem, o ano é de 1900 segundo informação de Fernando F Barreiros e nesses tempos, fazendo fé nalguns escritos existentes, eram frequentes as cheias do Tejo alagarem interiormente a Igreja, o que nos leva a colocar como forte possibilidade nesta imagem, se ela não terá a ver com a reparação do chão circundante após o rescaldo de uma dessas inundações! Pelo amontoado de pedras possivelmente arrancadas pela força das águas, também pelo desnivelamento do chão e finalmente pela presença de um cilindro em pedra para alisamento do mesmo (eventualmente puxado por tracção animal), leva-nos a concluir que assim tivesse sido! Um outro aspecto é o ajuntamento de tanta gente no largo da Igreja! Relacionando pequenos pormenores visíveis na fotografia dos quais destacamos as roupas vestidas e a presença de alguns homens com chapéu de aba larga (próprio de alguém socialmente superior em relação aos demais), podemos sugerir que aquele encontro se tenha passado num daqueles domingos em que a "praça" marcava o destino de muitos trabalhadores seleccionados para a semana de trabalho que se avizinhava. Mas apesar desta fotografia suscitar outras interpretações, é na verdade muito bela, até parece uma fotomontagem em que a Igreja Paroquial, em nada diferente quando comparada aos tempos de hoje, ali foi brilhantemente colocada na imagem desse longínquo dia 26 de Fevereiro do ano de 1900!

Colaboração Fotográfica_Fernando Furtado Barreiros

25 Junho 2008

 

Rancho da Adega

Tempos houve em que durante largos meses do ano uma considerável parte da população activa do Pombalinho, trabalhava exclusivamente no amanho das vinhas e no seu acompanhamento até à produção do tão famoso néctar extraído das cepas que proliferavam em enormes extensões pelos campos da nossa terra. Quase todas as casas agrícolas faziam depender da produção do vinho uma das suas grandes fontes de receitas e a paisagem agrícola dessas imensas áreas de vinhedos que então existiam, era substancialmente mais equilibrada quando comparada com a de hoje! As searas de produção maciça do milho vieram agravar a questão da monocultura e deixam-nos a níveis de observância tão baixos que o prazer de podermos usufruir das paisagens de campos cultivados da nossa terra em certas alturas do ano, se tornou numa verdadeira miragem! Mas enfim, o tema de hoje é adegas e na verdade muitas existiram no Pombalinho em tempos não muito distantes, contribuindo para uma vida social muito diferente e dando um movimento à nossa terra que só de lembramos as quantas vezes que sorrateiramente fintávamos o boieiro para tirarmos um belo cacho de uvas das dornas que seguiam no carro pachorrentamente em direcção ao lagar, nos arrepia a alma! Existiram a funcionar em pleno, as adegas das famílias Menezes e Canavarro ali na rua Joaquim Piedade da Silva, uma outra na Rua de Santo António, outra mais recente no cruzamento da Rua 5 de Outubro com a Rua António Eugénio de Menezes, a Adega Nova na Estrada Real ( assim chamada por ser de construção recente em relação às então existentes) e outras mais de reduzidas dimensões quando comparadas com estas mas onde igualmente se fazia vinho em quantidade que superava largamente as necessidades familiares.
Estas fotografias que escolhi para ilustrar esses tempos vividos ainda bem longe da mecanização que hoje predomina nos campos agrícolas, foram gentilmente cedidas pelo Guilherme Afonso em 25 de Maio de 2007 com opinião um pouco crítica quanto à insuficiente qualidade das mesmas! Pois bem, elas aqui estão..., independentemente de terem ou não a qualidade desejada, o que importa mesmo é que se fale da nossa terra e das suas histórias, fazendo jus à ideia de que “nenhum futuro se constrói sem memórias!” Nós tentaremos seguir por aí!

rancho

Esta fotografia foi registada por Guilherme Afonso na Adega Nova em 3 de Outubro de 1949. De entre outros, reconhecem-se A. Vieira, João Cunha, Alfredo Girão (encarregado dos Meiras), Júlio Lopes, Júlio Cleto, Joaquim Inácio, Joaquim Abadeço, José Sobreiro, Manuel Pombo, Manuel Mira, Francisco Gaião, Ricardo, Artur, Joaquim Anastácio, Joaquim Ludovina e José Justino.

rancho a

Fotografia também tirada em 03 de Outubro de 1949. Da esquerda para a direita, Manuel Pombo, Guilherme Afonso e José Sobreiro.

21 Maio 2008

 

Maioral Angelino!

Angelino

Esta fotografia foi-me oferecida por uma daquelas pessoas que dificilmente deixará de figurar no percurso histórico da minha juventude! Um dia destes, num encontro fortuito que aconteceu no restaurante “Bacalhau”, chamou-me à parte e disse-me: Manel, tenho em minha casa umas fotografias que talvez possam ter algum interesse para publicares na internet! É evidente que dali já não saí e pouco depois na minha frente, enquanto acabava de almoçar, lá estava o nosso amigo com um envelope de correio de onde começou a retirar verdadeiros tesouros fotográficos que me deixaram completamente embevecido de alegria. Fiquei entusiasmadíssimo, pois a aventura de contar histórias sobre o Pombalinho, tinha-a iniciado muito recentemente e agora ali à minha inteira disposição estava material que em muito me poderia ajudar na continuação deste projecto sobre a nossa terra. Inseri a primeira fotografia em 21 de Fevereiro e depois outras ao longo do ano de 2007 mas uma delas sempre foi ficando para trás, como se motivo faltasse para uma sua justificada publicação. Mas hoje quando a olhei de forma diferente e a li como antes o não tinha feito, verifiquei o óbvio: a vida é realmente feita de ligações tão fortes que imerecidamente nos esquecemos dos potenciais valores que encerra neste admirável mundo em que vivemos e esta fotografia que acabara de contemplar é um testemunho exemplar de relacionamento afectivo em hora de dar e receber, numa ligação de vida entre o ser humano e outras espécies animais. Pena é que devido à industrialização demolidora da vida agrícola dos nossos campos, imagens destas sejam cada vez mais raras nos dias de hoje!
No verso da fotografia está manualmente escrito a seguinte informação: "maioral Angelino, avô da Aurora , ano 1921".

15 Maio 2008

 

Fotografias !!!

reguengo


reguengo

Estas duas fotografias à primeira vista não têm nada de comum entre elas! Na primeira desfruta-se claramente de um daqueles passeios domingueiros que se fazia frequentemente nos tempos em que as bicicletas eram as rainhas do transporte individualizado, reconhecem-se o João Marcano e o Jerónimo Mogas. Na segunda contrariamente em relação à anterior, trabalha-se e recorda-nos o tempo do aluguer ao nível do transporte de mercadorias e bens, no qual a família José Leal (pai e filho) exploraram essa actividade profissional por muitos anos no Pombalinho e arredores. Reconhecem-se como intervenientes activos neste frete de areia, o Diamantino e o Zé Leal.

Ah é verdade!!! O que as duas fotografias tão diferentes tem de comum é que foram registadas ambas no Reguengo de Alviela.


29 Abril 2008

 

Homenagens!

“Uma homenagem significa um reconhecimento a alguém que por razões muito especiais contribuiu dedicadamente a uma causa pública ou particular.”

É com estas palavras que iniciamos uma pequena viagem às memórias de quem os Pombalinhenses em gestos de muita dignidade e gratidão, souberam preservar. Clique por favor, AQUI

16 Abril 2008

 

Folclore II

aqui nos referimos a esses tempos ímpares do folclore da nossa terra. Por mais que tentemos encontrar uma justificação para tanta disponibilidade e amor (porque não dizê-lo) a uma forma lúdica mas simultaneamente tão bairrista de preencher o tempo, só mesmo "entrando" pela porta desses tempos é que poderíamos talvez compreender definitivamente o apego que estas pessoas demonstravam na defesa e glorificação do que lhes pertencia. E se para o fazer tivesse que ser a dançar, tanto melhor! Afinal a musicalidade estava sempre bem presente no íntimo destas pessoas enquanto trabalhavam no campo e a dança é uma das mais belas formas de expressão artística ligada de forma muito característica aos meios rurais do nosso país. Nos testemunhos fotográficos que hoje publicamos, só possível por amabilidade do nosso amigo Guilherme Afonso, damos-vos conta de actuações folclóricas que decorreram no ano de 1955.

Rancho Folclorico 4

Grupo Folclórico em frente à Igreja Matriz do Pombalinho, no dia 22 de Fevereiro de 1955. O acordeonista era o nosso bem conhecido, António Rufino.

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Outra imagem do mesmo Grupo Folclórico, registada na Quinta da Melhorada.

Photobucket

Nas actuações que este Grupo fez fora de portas (segundo Guilherme Afonso) , Alpiarça foi uma das localidades que ficou no roteiro por onde o Pombalinho deixou bem representada a sua matriz folclórica.

Rancho Folclorico

Outra imagem da actuação do Grupo Folclórico, em Alpiarça.


10 Abril 2008

 

Gente bonita!

Photobucket

Normalmente tem existido uma preocupação de publicarmos fotografias que possuam motivos referenciais com histórias ou simplesmente factos que tivessem como protagonistas as gentes da nossa terra. Nesta que hoje escolhi para integrar a galeria visual do Pombalinho, encontrei-a por acaso de entre outras mais que se encontram arquivadas na directoria do disco do meu computador que designei por "Para publicação" ! Confesso que não lhe encontro ligação com algum evento particularmente representativo que tenha ocorrido na nossa terra, mas pela postura simpática de todo o grupo, arrisco a prever que algo de especial aconteceu no preciso momento em que o fotógrafo passava pelo cruzamento da Rua 1º de Dezembro com a Rua Manuel Monteiro Barbosa !!! Aqui fica pois, o registo!


04 Abril 2008

 

Dr. Victor Semedo I

Falar de Victor Semedo é um dever de quem do Pombalinho ousou humildemente percorrer este caminho de histórias sobre pessoas e lugares marcantes para muitos de nós nos últimos tempos de vida colectiva da nossa terra. Penso deste modo que não será excessivo dizer desta simpática individualidade franzina mas sempre de uma enorme disponibilidade para o serviço público, que hoje dificilmente encontraríamos alguém na área da medicina que voluntariamente optasse, como ele o fez, por uma dedicação exemplar aos cuidados de saúde dos Pombalinhenses e demais populações nossas vizinhas.
Não fui muitas vezes, felizmente, consultado pelo Doutor Semedo. Lembro-me de a ele recorrer devido a algumas amigdalites já um pouco em estado de inflamação avançada e nada mais do que isso, mas todos nós, creio, que por razões familiares sabemos quanto foi importante o desempenho do Dr. Victor Semedo na assistência médica domiciliária em situações de saúde mais agudas. E a população do Pombalinho sabia perfeitamente que de bicicleta ou mais tarde de automóvel, ele sempre acabava por pedir licença para entrar, depois de bater à porta, independentemente da hora do dia a que fosse chamado. E por isso muito justamente ficou registado na vida colectiva de todos nós, o agradecimento que os Pombalinhenses lhe quiseram endereçar numa bonita Festa de Homenagem realizada em 1982.

Festa Dr Semedo 4

Maria Luísa Narciso durante o uso da palavra na entrada das instalações da Junta de Freguesia.
Em representação oficial estiveram presentes, Francisco Barrão, Ladislau Teles Botas e Costa Brás.

Festa Dr Semedo 1

Outro dos aspectos da cerimónia de homenagem ao Dr. Victor Semedo.

Festa Dr Semedo 3

Dr. Victor Semedo rodeado por Ana Leal, Georgina, Maria Júlia, Maria Luísa Narciso e Diamantina Carvalho.

Festa Dr Semedo 2

Num ambiente de grande cumplicidade, todos quiseram estar com o nosso médico de família. Reconhecem-se de entre outros, Ana Leal, Francisco Barrão, Georgina, Maria Luísa Narciso, Diamantina Carvalho, o homenageado Victor Semedo, Ladislau Teles Botas e Maria Júlia.

aqui nos tínhamos referido ao Doutor Victor Semedo, mas nunca será demais no que nos é possível, mantermos viva a memória do seu contributo como médico e homem no bem-estar das gentes do Pombalinho.

Colaboração fotográfica_ Maria Luísa Narciso


24 Março 2008

 

Bateiras

Depois do Domingo de Páscoa, o dia seguinte entra inevitavelmente na vida de muitos que fizeram das Bateiras um dia de alegre confraternização por esses campos da nossa zona ribatejana.

Para reviver uma vez mais esse dia de tão peculiar significado, passemos por este bonito texto da Teresa Cruz e relembremos algumas fotografias que bem ilustram esses saudáveis ambientes criados à volta das Bateiras.

“Um pouco por todo o País é vulgar realizarem-se piqueniques na Segunda-Feira de Páscoa. Na nossa região, esse costume continua bem vincado e é daquelas tradições que têm conseguido ser transmitidas às gerações mais novas e felizmente, aceites por elas.
Na vizinha Azinhaga, o tradicional piquenique aparece ligado ao arraial da Senhora da Piedade cuja procissão se realiza no Domingo de Páscoa (segundo Augusto do Souto Barreiros – Azinhaga, Livro de Horas).
No Pombalinho, a tradição da Segunda-Feira das Bateiras não parece ter nascido com o mesmo cariz religioso, mas apenas de alegre e salutar convívio. O termo Bateiras parece, segundo alguma tradição oral, derivar da zona campestre onde se efectuaram os primeiros piqueniques e onde a tradição terá nascido. Provavelmente perto do rio Tejo (digo eu, já que “bateira” é um pequeno barco fluvial). Encontremos ou não a verdadeira origem dos festejos, o que importa é que a tradição ainda vai sendo o que era, e não é raro encontrar grupos de jovens ou menos jovens que, na Segunda-Feira de Páscoa (ou até na véspera) partem bem cedo para o campo, em busca do melhor local para se deliciarem com os melhores petiscos que cada um é capaz de preparar (sem micro ondas ou outros que tais, que o petisco sabe melhor preparado no próprio local e temperado com o melhor ar do campo).”

Teresa Cruz 13 Fevereiro de 2007.


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José Barreiros, Luís Conceição, Manuel Barros, José Guilherme, Manuel Fonseca, Luís Alcobia, Chico Bento, Júlio Gabriel

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António Lobo e Manuel Bacalhau

Bateiras C

Colaboração Fotográfica - Joaquim Mateiro/Maria Luísa Narciso/António Silva

Para uma selecção fotográfica das Bateiras ao longo dos tempos, cliquem aqui e depois de acederem ao ficheiro Pombalinho-Bateiras.pps, voltem a clicar em "open"!


20 Março 2008

 

Páscoa!!!

Pascoa - Recados Para Orkut

Uma Páscoa Feliz para todos os visitantes e amigos deste espaço, são os meus desejos para todos vós!

08 Março 2008

 

Costa Brás

aqui falamos de Costa Brás, mas nunca é demais, em circunstâncias que nos pareçam sempre oportunas, referenciá-lo pelo contributo que deu ao país no desempenho de cargos de tão enorme responsabilidade política. O seu carácter de seriedade foi de tal maneira reconhecido por todos os quadrantes políticos da sociedade, que depois de ter ocupado por três vezes o lugar de Ministro Administração Interna , foi eleito pela Assembleia da República, Alto-comissário para a Corrupção e mais tarde Provedor da Justiça.
Devemos pois a Costa Brás, como conterrâneos mas acima de tudo como portugueses, uma enorme dívida de gratidão pela forma exemplarmente cívica como serviu Portugal em momentos de particular responsabilidade para o futuro do país.

Costa Brás

Debate de apresentação do programa do V Governo Constitucional

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Debate de apresentação do programa do V Governo Constitucional. A primeira-ministra, Maria Lourdes Pintasilgo ladeada por Costa Brás e Loureiro dos Santos

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Debate de apresentação do programa do V Governo Constitucional. A primeira-ministra, Maria Lourdes Pintasilgo ladeada por Costa Brás e Loureiro dos Santos

Costa Bras 4


Estudou em Coimbra no Liceu D João III, onde chegou a acompanhar nas incursões musicais que então fez, António Portugal, Luís Goes e José Afonso.

Participou em reuniões na preparação e elaboração do Programa do MFA que serviu como linha programática à Revolução do 25 de Abril de 1974.

Participou no 1º Governo Provisório como Adjunto Militar do 1º Ministro Palma Carlos.

Foi Embaixador dos Serviços Externos do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Julho a Dezembro de 1975.

Ministro da Administração Interna dos II e III Governos Provisórios chefiados por Vasco Gonçalves, organizou o Recenseamento Eleitoral e preparou as Eleições para a Assembleia Constituinte ( as primeiras eleições livres em Portugal).

Ministro da Administração Interna do I Governo Constitucional chefiado por Mário Soares em Julho de 1976.

Ministro-adjunto para a Administração Interna do V Governo Constitucional chefiado por Maria Lurdes Pintassilgo.

Alto-comissário para a Corrupção, por nomeação do Governo e depois por eleição da Assembleia da Republica, entre 1983 e 1993.

Provedor da Justiça por nomeação do Presidente da Republica, general Costa Gomes, em Dezembro de 1975.

Administrador da Hidroeléctrica de Cabora Bassa, de 1979 a 1981 e seu Presidente do Conselho de Administração de 1993 a 1996.


27 Fevereiro 2008

 

Maria José e Verónica Nunes

Falar das professoras do Ensino Primário que marcaram profundamente várias gerações de Pombalinhenses, reveste-se sempre de uma oportunidade imperdível para todos nós e particularmente para este espaço! É claro que essas duas senhoras perdurarão para sempre na memória de quantos passaram pelas suas aulas ministradas na velhinha Escola Primária, tais fortes eram as suas personalidades aplicadas ao ensino. Os tempos eram difíceis, ou se quisermos diferentes, porque nunca poderemos classificá-los fora do contexto da própria vida que se vivia em Portugal nesses longínquos anos do século passado! Naturalmente que entre muitos de nós, haverá porventura algo episodicamente passado em circunstâncias diversas de menor positividade, mas no essencial, estou crente que o trabalho docente desenvolvido pela Verónica Nunes e pela Maria José foi altamente proveitoso para o desenvolvimento social de toda a população do Pombalinho . E a prova disso mesmo, foi o carinho manifestado pelas gentes da nossa terra às duas inesquecíveis professoras, na Festa de Homenagem que lhes prestaram no ano de 1962, como bem ilustram as fotografias aqui publicadas.

Colaboração Fotográfica_ Maria Luísa N Duarte

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Maria Luísa dando início à abertura da cerimónia

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As professoras Maria José e Verónica Nunes acompanhadas pelo Dr Victor Semedo

Veronica Festa 1

Um aspecto do ambiente de fraternidade que envolveu a Festa de Homenagem

Veronica Festa 3

As duas homenageadas na companhia do padre Lage


19 Fevereiro 2008

 

Entrada de Touros em 1910!

Chegou a este nosso espaço, dois bonitos postais que ilustram uma entrada de touros no Pombalinho pela Rua Barão de Almeirim. O momento de disparo das objectivas nas duas imagens , parece ser o mesmo, no entanto, o ângulo de captação de ambas induz-nos a que sejam registos ligeiramente diferentes! Independentemente da leitura fotográfica que se possa fazer, de facto são mais duas belas referências históricas de muita importância para a nossa terra, nas quais este espaço muito se orgulha de possibilitar a sua visualização a todos os seus visitantes!

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Postal retirado deste espaço , do nosso "vizinho" André.

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Este postal foi amavelmente cedido por Maria Luísa Narciso e serviu, como se pode testemunhar, para a Comissão agradecer a alguém em particular no apoio que prestou para a realização das Festas em Honra de S Sebastião, nos dias nos dias 31 de Julho, 1 de Agosto e 2 de Agosto de 1948


09 Fevereiro 2008

 

Vera Cruz Futebol Clube VII

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Ao olhar para esta fotografia, não posso deixar de me recordar desses tempos maravilhosos que a todos, os que andaram nessas andanças do futebol, marcaram de uma forma muito particular. No Pombalinho vivia-se tempos de ausência da sua equipa de futebol nos campeonatos regulares da então denominada FNAT. Não me lembro quais as razões, mas de facto a nossa terra ao não integrar essa competição, ficou com menos brilho naquelas tardes de domingo em que fazíamos verdadeiras peregrinações em direcção ao antigo campo das Ónias! Aquela geração de ouro da qual faziam parte o Zé Gomes, o Carlos Feijão, o Zé Guilherme, o Ezequiel Leal, o Manuel Barão, o Ezequiel Mateiro, o Zé Leal e tantos outros, tinha chegado ao fim e a sua sucessão possivelmente não foi devidamente preparada de modo dar continuidade à participação do Pombalinho nesses campeonatos regionais de futebol. Tínhamos vivido a nível nacional, a brilhante participação de Portugal no Mundial de 66 e o entusiasmo sentido era propício a que o futebol fosse tema de empolgação nas vidas de muita gente. Joaquim Meirim, o fenómeno Meirim, tinha tomado conta das paixões futebolísticas e no Pombalinho sentia-se uma vontade enorme de fazer renascer a sua equipa de futebol. O timoneiro dessa aventura foi um homem chamado Heliodoro da Silva Bacalhau, tratado simplesmente por Sevilha, devido à profissão de barbeiro que abraçou assim que chegou do cumprimento do serviço militar por terras de África. A sua barbearia localizada mesmo ao lado do palacete Barão de Almeirim, onde em tempos no mesmo ofício tinha sido de António Barbeiro, era o local de contágio a um conjunto de jovens ávidos em calçar as chuteiras e vestir as camisolas representativas da sua terra. Dos planos à sua concretização foi num ápice e o grupo naturalmente disse presente ao desafio do Sevilha. Os treinos eram sistematicamente ministrados "à Meirim", corridas nocturnas (pois durante o dia era para trabalhar para uns e outros para estudar em Santarém) até ao Chões, passando no regresso pelo Reguengo, Alverca grande e Pombalinho. Depois era banho com água fria na Casa do Povo , porque água aquecida pelo esquentador ainda era considerado um luxo nesses anos setenta do século passado. E pronto, lá estávamos atleticamente preparados para o início do campeonato, não éramos tecnicamente muito habilitados, mas tínhamos uma condição física que causava inveja a outras equipas do nosso grupo. E esta fotografia, curiosamente vista pela primeira vez por quem escreve estas linhas ao fim de trinta e seis anos, retrata exactamente o Sevilha tal como ele era nessa sua missão de treinador do glorioso Vera Cruz Futebol Clube..., sorridente em qualquer circunstância e sempre com uma fé inabalável nos seus jogadores.
Resta-me dizer que esta foto só foi possível ser publicada neste espaço, porque o Heliodoro da Silva Bacalhau chamando-me á sua actual barbearia situada na Estrada Real, retirou-a de uma parede onde estava religiosamente pendurada e disse-me: Manel, leva-a, tira uma cópia para ti e traz-ma quando quiseres!
E eu digo-lhe daqui: Muito Obrigado, Sevilha, por me teres possibilitado este pequeno texto, sentido... sobre o nosso Pombalinho!

Para a memória colectiva, de pé e da esquerda para a direita, Heliodoro da Silva Bacalhau “Sevilha”, António Carlos, Alexandre, Coradinho, António Brás, Hermínio Feijão, Manuel Gomes , José Gomes e Carlos Cavaco. De joelhos e pela mesma ordem, José Correia, Carlos Moura, Carlos Melão, Miguel da Costa, António Carlos “Nonin” e Júlio Légua.

Como curiosidade, neste jogo realizado no campo das Ónias a contar para a taça da FNAT, defrontamos o Muge e perdemos por 0-4.


04 Fevereiro 2008

 

Belos Tempos!!!!

As tabernas eram os locais de eleição para o preenchimento dos tempos de lazer de alguns Pombalinhenses. Nestas duas fotografias, datadas da década quarenta do século passado, podemos apreciar como os nossos conterrâneos se apresentavam nesses encontros para uma frutuosa e saudável camaradagem! Belos tempos, ainda dirá alguém de entre os aqui presentes!

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Na loja do Borges, em frente à entrada da cozinha havia uma zona onde eram servidas as bebidas alcoólicas e outras. Da esquerda para a direita, Manuel Gomes, Joaquim Melão, Rui Borges, Manuel da Luz, Francisco Duarte, Mãe e sobrinha de Francisco Maria Borges.

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No exterior da taberna do Hermínio Minderico situada na Rua Joaquim Gonçalves Ferreira. Da esquerda para a direita, Hermínio Minderico, Manuel Gomes, António Romeu, Joaquim Alfaiate, Francisco Duarte e Manuel Inácio.


26 Janeiro 2008

 

A praça em 1964

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“Praça” era a designação do local onde, aos Domingos, depois do almoço e envergando os seus fatos e vestidos domingueiros, separadamente se juntavam os homens e as mulheres em busca de patrão para a semana seguinte, pois que para contratarem o pessoal de que necessitassem lá estariam igualmente os capatazes ou os patrões cuja riqueza não dava para meter capataz, que era o caso do patrão-seareiro.
Em três locais diferentes e por esta ordem conheci eu a “praça”: no cruzamento da Rua de Santo António com a estrada que vai para a Azinhaga; junto à taverna das Motas, que confinava com o recinto da igreja; e no adro da igreja. Era um tempo em que raramente passava um veículo puxado por animais ou um ciclista, e mais raramente ainda um veículo motorizado. E, por isso, o pessoal ocupava a estrada.
Nesta imagem, datada de 1964, podem-se reconhecer, Luís da Conceição (de bicicleta), Francisco Cruz, Romão Sapateiro, Dionísio Vinagre e José Dias (ao fundo e à direita).
Nota - Outra referência a este ritual domingueiro dos trabalhadores assalariados, poderá encontrar em Perfume da Alma ou aqui na A Praça .

Texto e Fotografia de Guilherme Afonso

16 Janeiro 2008

 

Cheias do Tejo

Neste inverno que ainda estamos a atravessar e ao invés de outros que já passaram, não houve as habituais cheias que o nosso rio Tejo sempre nos presenteava nesta altura do ano. Tempos houve em que as águas do maior rio português procuravam em zonas mais baixas das suas margens, lugar para dar vazão ao aumento de caudal em tempo de chuvadas de maior intensidade. Hoje com as condições climatéricas alteradas e a construção de imensas barragens hidroeléctricas ao longo do seu leito, assiste-se gradualmente a uma ausência nostálgica das cheias do Tejo. Os mais entendidos na matéria, sempre as defenderam quanto à sua acção benéfica de efeitos fertilizantes nas terras alagadas pela passagem das suas àguas nesta zona do Ribatejo! Salvaguardando aquelas que de níveis mais descontrolados, destruíam alguns afazeres de carácter doméstico, de facto, as terras banhadas por estas àguas, adquiriam uma condição agrícola de excepcionais características. As imensas vinhas que então existiam na nossa terra, raramente exigiam a condição de serem regadas durante todo o verão e os poços existentes nas muitas hortas e terras de cultivo, mantinham níveis de água consideráveis ao longo de todo o ano. Hoje a realidade, infelizmente, é bem diferente!

Em 2006 ocorreram no Pombalinho as últimas cheias , hoje resta-nos esta militância de vontades no reabrir deste tema de modos diferentes, mas que a muitos Pombalinhenses marcou, com toda a certeza, episodicamente as suas vidas!


Cheia 2006

Pombalinhenses
em missão de ajuda aos nossos vizinhos de Reguengo de Alviela
.
Foto_Correio da Manhã


Cheia que assolou o Pombalinho no ano de 1964, com as mulheres lavando roupa nas tão características "tripeças" e as crianças brincando na água. Momento registado fotograficamente por Guilherme Afonso, na confluência da Rua de Santo António com a Rua Manuel Monteiro Barbosa.

13 Janeiro 2008

 

Casamentos VIII

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É sempre com muito agrado quando surgem renovadas possibilidades de publicarmos fotografias sobre festas de noivados de Pombalinhenses. Hoje congratulamo-nos com o reavivar de memórias de um desses casamentos que ocorreu no ano de 1968 e os noivos foram os nossos bem conhecidos, Evangelina Barros e o seu marido Américo Graça.

05 Janeiro 2008

 

A poda!

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A poda é uma actividade agrícola de carácter sazonal que normalmente ocorre no início de cada ano e antes dos rebentos das videiras começarem a brotar. É das intervenções mais exigentes no que se refere ao saber, pois do seu rigor depende o sucesso a nível produtivo de toda a colheita que, lá para finais de Agosto, irá ser transformada nos nossos bem conhecidos e apetecíveis vinhos brancos e tintos. Tempo houve em que no Pombalinho, homens, de tesoura na mão e serrote à cintura, percorriam pacientemente os vãos das cepas, rejuvenescendo o aspecto cansado das vinhas e preparando-as para mais uma saudável frutificação! Hoje, os tempos são de cultivo intensivo e, nas poucas vinhas que ainda restam do devaneio da globalização agrícola, impera a presença fria e implacável das máquinas! É por isso que recordar nesta altura do ano os que laboriosamente pegavam nas varas ou nos sarmentos e os seleccionavam para a próxima produção vinícola, faz todo o sentido neste nosso espaço de dedicação aos valores da memória. Infelizmente, só nos propósitos de uma justa divulgação é que é possível transmitir às gerações vindouras realidades que os tempos irreversivelmente teimam em apagar. E porque achamos que o presente se constrói superiormente com o passado, continuamos orgulhosamente por aí!

Esta fotografia refere-se a um dos últimos grupos de trabalhadores do Pombalinho que podaram as vinhas da Quinta da Baronesa, não se sabendo exactamente o ano em que foi registada. De entre outros, podem-se reconhecer o António Maria, o Jerónimo Mogas, o Nicolau Mogas, o Manuel “da neta” , o Diamantino Grais, o Peralta, o Carlos Eleutério, o Avilez, etc...

Colaboração Fotográfica_João Condeço

27 Dezembro 2007

 

Fim de Ano de 1971!!!

Os festejos das passagens de Ano no Pombalinho não diferiam muito das que um pouco por todo o lado se faziam nas aldeias do nosso país. Uma das formas de se conviver em grupo durante este momento único do ano, era o recurso à realização de um baile em espaço apropriado e depois da meia-noite a tradicional reunião à volta da mesa para celebrar em ambiente festivo a saída do Ano Velho e a entrada no Novo Ano. Rebuscando as minhas fotografias, veio-me à memória uma dessas celebrações que teve como local escolhido, a casa do Diamantino da Costa, mais precisamente numa grande sala que este possuía ao fundo da sua moradia e onde habitualmente se realizavam matinés dançantes. Foi pois aí que nesse ano de 1971, um grupo de jovens Pombalinhenses uniram esforços e propiciaram a todos os que quiseram participar (ou teria sido por convites?) de uma forma diferente, a entrada do Novo Ano. Registe-se que a participação musical, esteve a cargo da nossa querida e inesquecível Victória da Silva.

Vitoria

Um dos momentos de descanso, enquanto a Victória iniciava mais uma interpretação musical.

Dançando uma valsa ou quem sabe um tango, mesmo, mesmo, é a boa disposição demonstrada por este alegre par de dançarinos

Uma pausa para a pose fotográfica

Tinha chegado o momento da confraternização à volta da mesa!

Este momento só poderia indiciar a saída do Velho Ano de 1971 e a entrada no Novo Ano de 1972

Algumas caras bem nossas familiares ficaram retratadas nestas fotos. Reconhecemos a Gena Hilário, o José Lino, o António Carlos Martins, o António Carlos Branco, a Carolina a Maria Albertina, o Miguel da Costa etc...

16 Dezembro 2007

 

Então é Natal !!!


Aproxima-se mais um Natal e o despertar das nossas memórias é accionado de uma forma instantânea e já um pouco distante, ao que vamos preservando cuidadosamente nos baús das nossas existências. Lembro-me das fantasias que nos eram proporcionadas com o chegar dos festejos natalícios. O tempo, esse, era frio e chuvoso como se as condições atmosféricas adivinhassem que os presépios só adquiririam o seu verdadeiro sentido, se revestidos com o musgo que cuidadosamente íamos buscar aos troncos grossos das oliveiras que então existiam..., daquelas que foram arrancadas por já não serem produtivamente rentáveis! O estábulo onde estava o Menino acompanhado pelas restantes figuras tradicionais, assim como o caminho percorrido pelo Baltasar, Belchior e Gaspar, era iluminado por umas pequenas velas de cera, transmitindo a todo o presépio um sentido bem diferente daquele que hoje lhe damos com aqueles cordões de iluminação eléctrica, comprados e fabricados num qualquer país asiático! E o sapatinho? O mistério existia mesmo! Na noite de Natal lá o colocávamos a um cantinho das lareiras dos nossos pais e logo pela manhã bem cedo lá estávamos para ver os tão desejados presentes do Pai Natal. Podiam ser simples, mas a magia de um ambiente de felicidade por este momento único, funcionava de uma forma contagiante a toda a família. Depois e ainda pela manhã, chegava a hora de nos deliciarmos com os tão esperados velhoses e coscorões. Já os tínhamos provado na Noite de Natal ainda quentes da fritura e na qual o papel da nossa avó em conjunto com a necessária ajuda da nossa mãe se tornavam em presenças indispensáveis, mas a partir de agora era certo que os famosos fritos iriam fazer parte dos nossos pequenos-almoços até ao Domingo de Reis. Hoje compram-se em qualquer confeitaria, não existindo mais esse maravilhoso ritual do seu fabrico em ambiente verdadeiramente natalício. Em vésperas do Natal, já a abóbora menina tinha atingido o seu estado ideal de maturação. Trazida da horta, era descascada, limpa das pevides e cortada aos cubos, de seguida colocava-se dentro duma enorme panela com água para ser devidamente cozida. Depois era amassada num alguidar de barro, onde previamente se tinha misturado a farinha, o sal, ovos e um pouco de fermento. A partir daí era o segredo, as mãos fechadas permitiam que os nós dos dedos transformassem essa mistura numa massa tenra e pronta a dar os famosos velhoses e coscorões, sem que antes não se tivesse tapado com uma manta bem grossa o preparado de modo a levedar convenientemente para o dia seguinte. Hoje abrimos o baú e estas lembranças invadem-nos o coração! Uma amiga interrogava-se a propósito, sobre o que tinha feito para tudo que isto não se tivesse perdido no tempo! Interrogando-me no mesmo sentido, suspeito, com as razões que me assistem, da inevitável evolução intrínseca da vida! Resta-nos as memórias..., e se tivermos tempo, iremos abrindo aos tempos de hoje, a bela arca das nossas memórias. Um Bom Natal para todos!


14 Dezembro 2007

 

Casamentos VII

Milita


Já aqui manifestamos o quanto nos satisfaz, a publicação de registos fotográficos que testemunhem esses dias tão importantes para as vidas dos que resolveram pelo matrimónio, iniciar um novo caminho nas suas vidas. Pela simpatia da Milita Mateiro e do Joaquim Mateiro, foi possível registar nesta galeria histórica do Pombalinho a fotografia de família jovem do seu noivado.



Mas como hoje em que estamos a recordar esse momento tão importante na vida da Milita e do Joaquim, coincide precisamente com o dia do seu noivado, 14 de Dezembro de 1969, daqui lhes enviamos muitos parabéns pela passagem do seu trigésimo oitavo aniversário de casados.


04 Dezembro 2007

 

Pombalinhenses em Lourenço Marques II

Em Fevereiro de 2007 referimo-nos aqui neste espaço aos Pombalinhenses que por circunstâncias da vida rumaram até à então denominada província ultramarina de Moçambique, na busca de condições de vida que lhes eram negadas no também então chamado Portugal continental. Recentemente chegou-nos este bonito registo de um encontro desses nossos conterrâneos, onde a alegria e boa disposição está manifestamente presente neste momento vivido de saudável confraternização. Que saudades, dirão com toda a certeza! Mas viver é isto..., sempre que estes quadros nostálgicos nos surgem nas esquinas da vida, mais não teremos de fazer do que meditar os caminhos que percorremos para entendermos melhor os viajantes que somos!

Já depois desta publicação ter sido disponibilizada na internet, recebi do nosso Amigo Joaquim Mateiro uma prestável colaboração na identificação deste grupo de Pombalinhenses em terras de Moçambique. Assim sendo, podemos reconhecer da esquerda para a direita, o Joaquim Henriques, o Alcides Vieira, o António Duarte, o Manuel Cavaleiro, o António Leal, a Lena Leal, o Luís Conceição, o José Alexandre, a Maria Adelaide Leal, o José Alcobia, a Lourdes Teixeira, a Carolina Teixeira, a Elvira Teixeira e o Diamantino Teixeira. Na frente e pela mesma ordem, a Níu, filha da Lourdes Teixeira, o Mário e o Paulo Alexandre, o Luisinho Teixeira, um colega do Alcides, o Joaquim Mateiro, a Milita Mateiro e a Lourdes.

30 Novembro 2007

 

Récita Escolar em 1943

Creio não existirem muitos mais prospectos iguais a este que hoje publicamos neste nosso espaço de histórias do Pombalinho. De facto, arriscaria mesmo atribuir-lhe a condição de exemplar único, tal a sua antiguidade! Serviu para publicitar uma Récita realizada em 9 de Maio de 1943 , de que aliás já fizemos notícia histórica no Pombalinho em 15 de Junho de 2007 e foi possível termos conhecimento da sua existência devido à simpatia da nossa conterrânea Maria Luísa Narciso.

25 Novembro 2007

 

Francisco Barrão I



Em 11 de Fevereiro de 2007 publicamos neste espaço do Pombalinho, com fotografias que o Joaquim Mateiro nos disponibilizou, uma justíssima referência à festa de homenagem de Francisco Brás Barrão Júnior. Hoje chegou-nos por intermédio do nosso amigo e conterrâneo João Condeço, um exemplar do Convite dessa cerimónia que as gentes do Pombalinho quiseram prestar ao seu antigo presidente da Junta de Freguesia. É pois desse documento, naturalmente a fazer história das histórias da nossa terra, que vos possibilitamos a sua visualização e que por bem achamos inseri-lo no Pombalinho.

18 Novembro 2007

 

Festas de 1927


Fez no passado mês de Agosto oitenta anos que se realizaram mais uns festejos no Pombalinho em honra do Mártir Santo Sebastião. Durante os dias 27, 28 e 29 e de acordo com o programa publicado, houve momentos de lazer, religiosos, fogo de artifício e a tradicional quermesse! Como notas de curiosidade, o facto da alvorada de Domingo ter sido abrilhantada pela Banda União e Recreio do Pombalinho às seis horas da manhã e a procissão realizada às dezasseis horas desse mesmo dia, ter percorrido todas as ruas da nossa terra!

Colaboração_JMateiro

12 Novembro 2007

 

Teatro no Pombalinho - VI

Já aqui fizemos referência a esses tempos áureos em que na nossa terra um punhado de gente se predispôs a levar à cena peças teatrais nesses longínquos anos de 1958 e 1959. Sabia-se que essa tradição artística provinha de anos anteriores à década de cinquenta, mas ao "Pombalinho" ainda não tinha sido possível publicar testemunhos fotográficos que retratassem esses inolvidáveis tempos que levaram bem alto o nome do Pombalinho. Hoje é com enorme alegria e porque não dizê-lo, também com muito orgulho, que possibilitamos a todos os visitantes deste espaço, o prazer de poderem apreciar estas fantásticas fotografias de gente que depois do desempenho das suas profissões ainda tinham disponibilidade para enobrecer artisticamente o Pombalinho. Recordá-los, pois, é um acto de justiça que lhes poderemos fazer e que eles estou certo, bem merecem!


No verso desta fotografia está referenciada a data de 09 de Maio de 1944 e "Grupo da Récita do Pombalinho". Da esquerda para a direita e de pé podemos reconhecer, Joaquim Melão, Joaquim Alfaiate, Rui Borges, Veríssimo Duarte, Manuel Gomes, Francisco Duarte, Manuel Galvão, José Correia Presume, Diamantino Carvalho, e Arnaldo. Na frente e segundo a mesma ordem, Olímpia Borges, desconhecida, Ana Maria, Ema Braga, desconhecida e Gertrudes Cunha.

Descrição no verso desta fotografia: 09 de Maio de 1944 - 3 raprioqueiros - Recordação do Grupo da Récita do Pombalinho. Reconhecem-se da esquerda para a direita: Joaquim Melão, Ema Braga e Francisco Duarte.


Veríssimo Duarte e Manuel Gomes


Descrição no verso da fotografia: 09 de Maio de 1944 - Cena da Flôr da Aldeia, Mrs. Cangireau e Zuquinho. São eles, Manuel Galvão e Francisco Duarte.



No verso da fotografia está descrito: 09 de Maio de 1944 - Recordação da Récita em Pombalinho - Cego e Madrinha. São eles o Arnaldo e a Ema Braga.

Colaboração fotográfica – Maria Luísa Narciso Duarte

04 Novembro 2007

 

Casamentos VII


Domingo é tradicionalmente o dia escolhido para a celebração de casamentos e a entrada principal da Igreja o local institucionalmente eleito para a fotografia de família. Recuemos até aos anos sessenta, paremos frente à nossa Igreja Matriz e vamos lá recordar naturalmente com imensa saudade, os que estiveram presentes neste casamento da Diamantina Carvalho e do Ezequiel Leal.

29 Outubro 2007

 

GIP

A memória é tramada! Ela é um depósito inesgotável de bons e maus momentos que a vida se vai encarregando de nos atribuir neste caminho tão belo que por vezes só damos conta do seu real valor quando paramos por breves momentos na contemplação do nosso passado irremediavelmemte longínquo! È o exemplo desta fotografia! Um grupo de conterrâneos, aí por finais dos anos sessenta do século passado, resolveram formar um grupo com o intuito de organizar pequenas festas, bailes, passagens de ano, etc... O nome tinha as iniciais de GIP e significava Grupo Infeliz do Pombalinho! A sua composição era formada pelo Fernando Leal, Conceição, Constança, Carolina, Miguel, Chico, João Maria, Gena Hilário, António Carlos, Victória e Júlio Gabriel. E para as nossas memórias ficam esses tempos em que ainda havia tempo para a dinamização da amizade em clima de imensa confraternização!


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Colaboração fotográfica_FLeal

21 Outubro 2007

 

Fernando Duarte

Já chegou a Expedição...
A todos perguntando vou...
E ninguém me dá relação,
Onde o meu filho ficou.

Aqui te vi embarcar,
Em dia três no Arsenal!...
Foi quando partiste de Portugal!
Hoje aqui te vinha esperar...
Estou farta de perguntar!
Ninguém de ti me dá relação...
Triste o meu coração,
Enquanto ao meu lado não te ver!
Vim aqui por ouvir dizer,
Já chegou a expedição.

A todos em geral pergunto,
Por meu tão querido filho...
Por não saber o seu trilho,
Ou se já será defunto...
Vejo tanto colega junto,
Com quem meu filho embarcou!
Hoje por quem esperando estou,
Para o poder abraçar!
A quantos vejo passar,
A todos, perguntando vou.

Meu filho em combate ficou?
Meu coração me quer dizer...
É triste tanto sofrer,
Uma mãe que o criou!!
Se algum crime praticou
E se está encarcerado numa prisão,
Para alívio do meu coração,
Quem notícias do meu filho me diz?
Pergunto por meu filho infeliz...
E ninguém me dá relação!


Eu estou ansiosa,
Para notícias dele saber...
Que tudo mandou dizer,
À sua mãe tão carinhosa...
Oh viagem maravilhosa,
Para quem hoje aqui chegou!...
Que alegria para os seus pais...
Digam-me dos restos finais,
Onde meu filho ficou!

Este poema de Fernando Duarte foi retirado do Livro "Pedaços da Minha Vida ", editado em 19 Junho deste ano de 2007 conforme publicação que fizemos no Pombalinhense . A sua autora e filha deste ilustre conterrâneo, Maria Luísa Narciso Duarte, quis-lhe prestar uma merecida homenagem e nós no cumprimento desta missão que pretendemos levar por diante, damos hoje a conhecer neste espaço online um pouco mais de Fernando Duarte. Nas palavras de sua filha, esta sentida poesia é um relato verídico e emocionado de uma situação que seu pai presenciou no regresso de uma expedição a Angola, onde esteve integrado por imperativos nacionais durante a 1ª Guerra Mundial.

Fernando Duarte ( Pombalinho 1891 – 1978)


09 Outubro 2007

 

Casa Farol

Não tinha qualquer indicação publicitária de néon ou mesmo alguma referência que o identificasse, mas foi dos espaços comerciais existentes no Pombalinho que mais clientela fidelizou ao longo de muitos anos de serviço prestado à população da nossa terra e mesmo de outras nossas vizinhas. Esta loja, de cujos fundadores não se sabe bem quem foram, nem a data correspondente da sua abertura ao público, teve como proprietários durante a últimas quatro décadas do século passado, o Francisco Maria Borges e sua esposa Aurelina, seus filhos Rui e Olímpia e seu neto Victor. A loja situada estrategicamente no cruzamento da Rua Barão de Almeirim com a EN 365 de quem vem da Quinta de Fernão Leite, ocupava um espaço de dimensões rectangulares e estava dividida em duas áreas bem distintas no primeiro piso do edifício, sendo o segundo destinado à habitação da família. A entrada principal era acessível por uma varanda, na qual duas montras a ladear a porta serviam de amostragem aos artigos de utilidade doméstica e outros de carácter mais consumista. Lá dentro poder-se-iam adquirir louças, bijutarias, produtos de doçaria, material didáctico e escolar , roupas etc...

A Olímpia e o seu irmão Rui


... foi ali também que se iniciou no Pombalinho a corrida ao então recém-chegado jogo do Totobola e ficou nas nossas memórias aquela máquina alaranjada que tanto desespero nos causava, tal o rigor excessivo com que o Rui imprimia às operações de validação do precioso boletim da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. A outra área, de dois meios portões a servir de entrada e em rampa, foi para muitos de nós o acesso ao que de mais maravilhoso estava a acontecer na nossa terra e um pouco por todo o país, a possibilidade de contactarmos pela primeira vez com essa maravilha da técnica a quem mais tarde apelidariam de caixinha mágica. De bancos corridos, a sala enchia-se nessas inesquecíveis tardes de domingo para assistirmos a uma programação nem sempre aliciante mas que satisfazia em grande parte pela curiosidade, tal o entusiasmo que as imagens televisivas despertavam em todos nós. Este espaço tinha lateralmente umas vitrinas com as mais variadas classes de materiais expostas para o consumo imediato. Um pouco mais acima e em anexo à cozinha da família, situava-se um compartimento apetrechado com ferramentas de desbaste, de onde sobressaía um vastíssimo stock de limas de todo o tipo e tamanho. Ainda mais a norte e no mesmo alinhamento do edifício surgia uma outra sala que veio alterar de certa forma os hábitos e costumes enraizados de há muito nas vidas daqueles que se predispunham de tempos a tempos a visitar os tradicionais e velhos sapateiros da nossa aldeia, uma sapataria onde era possível experimentar os mais variados modelos de acordo com os gostos mais exigentes. E mais ao fundo já no limite da área comercial da família Borges, uma estância de madeiras já com as peças devidamente cortadas e aparelhadas, possibilitava o fornecimento aos construtores civis do material então utilizado nos telhados de casas e armazéns. Se agora regressássemos em direcção à entrada deste complexo comercial, surgia-nos à direita um muro de meia altura que dividia as propriedades até chegarmos ao anexo mais requisitado pelos profissionais das mais variadas áreas , era a sala das ferragens e ferramentas. Ali, quem quisesse uma fechadura, um martelo, uma chave francesa ou o mais raro parafuso, nunca saía de mãos vazias, tal a dimensão e a diversidade do stock existente!!!


Mas na memória de muitos então “garotos” da minha idade, ficará para sempre gravado o deslumbramento com que desembrulhávamos aqueles preciosos rebuçados para vermos ansiosamente se nos tinha saído aquele cromo de futebol que nos faltava para completar aquelas maravilhosas cadernetas dos craques de futebol !!!!
Era assim, foi assim, a loja que mais recordações deixou nas memórias de muitas gerações de Pombalinhenses que por ali passaram e que hoje têm com toda a certeza uma qualquer história sobre a loja Farol do Pombalinho, como esta que vos acabo de contar neste espaço que se pretende ser, de histórias sobre a História do Pombalinho!

F - Francisco Maria Borges
A - Aurelina Borges
R - Rui Borges
O - Olimpia
L – Luis

Colaboração Fotográfica – Guilherme Afonso/Teresa Cruz

02 Outubro 2007

 

Vera Cruz Futebol Clube VI

Continuamos com todo o gosto e um sentimento naturalíssimo de muita saudade, publicando fotografias dessa época inesquecível para o futebol do Pombalinho que foram esses longínquos anos sessenta do século passado. O local de competição ainda era o velhinho campo das Ónias e os participantes desta equipa de entre muitas outras que participaram nos campeonatos da FNAT em representação do Pombalinho, são de pé e da esquerda para a direita, Duarte Cruz, Ezequiel Mateiro, Manuel Minderico, José Gomes I, José Gomes II, José Guilherme, Manuel Barão e Francisco Cruz. De joelhos e pela mesma ordem, José Bacalhau, António "Charola", António Domingues, José Braga, Justino e Isidoro.

Colaboração Fotográfica_FLeal

23 Setembro 2007

 

Curso Feminino em 1969

No ano de 1969 realizou-se na Casa do Povo do Pombalinho um curso patrocinado pela entidade local ligada a esta infra-estrutura e com a indispensável ajuda da sua estrutura superior ao nível da região de Santarém. Este curso teve por objectivos fundamentais, o ensinamento dos princípios básicos e elementares no âmbito das variadas vertentes da vida ligadas ao desempenho da população feminina, nomeadamente, culinária, puericultura e lavores.


A participação e vontade de aprender tiveram uma resposta muito positiva por parte da juventude do Pombalinho, de onde se reconhecem nesta fotografia, a Gena, a Clementina, a Laurinda, a Lena e sua cunhada, a Fernanda, a Carolina, a Graça, a Lurdes, a Aurora, a Dália, a Lucília, a Milita, a Lena Leal, a Lisa, a Luísa e sua irmã Teresa, a Belmira, a Maria Albertina, a Lurdes Gomes e a Bisita. Mas também a indispensável orientação e administração de conhecimentos esteve bem presente, como se pode testemunhar pela presença de Ana Leal, Josefina Martinho, Maria Adelaide Leal, Diamantina Carvalho e a professora Conceição.


O momento em que Ana Leal recebia de Mata-Fome, uma saudação muito especial pela sua participação neste curso patrocinado pela Casa Povo do Pombalinho.

Uma das alunas, Bisita, quando recebia das mãos do presidente das Casas do Povo da região de Santarém, o diploma de participação e conclusão do respectivo curso.


Colaboração Fotográfica_F Leal/Teresa Leal

19 Setembro 2007

 

Casamentos VI

Photobucket

Continuando na história de casamentos realizados no Pombalinho, saltemos uns bons pares de anos e recordemos um que conseguiu juntar imensa juventude como convidados para assistirem a esta celebração matrimonial de vidas dos noivos, Teresa e Carlos Melão. Eles continuam e bem a irradiar aquela simpatia a que nos habituaram nos muitos anos de convivência por caminhos percorridos durante esses períodos únicos e não mais repetíveis da nossa juventude.
A foto foi tirada no adro da igreja do Pombalinho e reconhecem-se da esquerda para a direita, António Bráz, Manuel Gomes, Carlos Santos, Teresa e Carlos Melão, António Carlos, João Correia e Fernando Leal.

13 Setembro 2007

 

Casamentos V


Em 8 de Maio do corrente ano lancei o desafio aos visitantes desta página para que aderissem à ideia de publicarmos aqui neste espaço fotografias de casamentos de nossos conterrâneos. Justifiquei então que me tinha ocorrido “ ... a ideia de endereçar a todos vós este aliciante desafio, que é, o de contribuirmos para a publicação aqui no Pombalinho, desses testemunhos tão especiais para tantos nós. Estou certo que assim, este espaço ganhará um sentido de maior referência para as gentes da nossa terra.”
Pois bem, recebi há bem pouco do F Leal esta excelente fotografia de casamento dos seus sogros Júlia Leal e Duarte Cruz, realizado no Pombalinho no ano de 1952.
Deixo-vos ao exercício de memória deste registo certamente histórico para os noivos, mas também para suas famílias e acompanhantes.

02 Setembro 2007

 

Antiga Escola do Pombalinho

A antiga Escola do Pombalinho está situada na Rua do Campo, hoje denominada, Rua Carolina Infante da Câmara. É um edifício de propriedade horizontal, constituído por dois pisos, rés do chão e primeiro andar. O piso superior foi doado pelo Visconde Porto Carrero (*) em 25 de Novembro de 1885 por título Nº4 e escritura lavrada nas notas do Tabelião de Lisboa, Joaquim Barreiros Cardoso, no Livro 949A folha 12, para ali ser instalada a Escola de Ensino Primário do Pombalinho.

O rés do chão deixou igualmente de pertencer à família de Porto Carrero, tendo sido adquirido por Hilário José Barreiros, assim como todos os edifícios contíguos.
E foi precisamente neste piso que por influência de Júlio Barreiros, filho de Hilário José Barreiros, que se deu início a uma página importante da vida cultural do Pombalinho. Ali se instalou um elegante teatro onde várias peças dramáticas foram levadas à cena, marcando presença as famílias mais abastadas da terra e arredores.

Mais tarde a família Barreiros foi perdendo progressivamente o direito total de propriedade, tendo então surgido a família Coimbra a adquirir o rés do chão do edifício da antiga Escola.



Verónica da Silva Nunes, na festa de homenagem que o Pombalinho lhe prestou em 1962

Os Professores que passaram por esta Escola no exercício das suas funções foram: João José da Fonseca (Fonsequita) que exerceu a sua actividade de 1916 a 1933, Maria José de Moura Amorim que se supõe ter iniciado o ensino no Pombalinho a partir do ano de 1933, Maria José Martins Simões (**), que dedicou quarenta anos da sua vida ao ensino de várias gerações de Pombalinhenses e finalmente, Verónica da Silva Nunes Mateiro (***) que desempenhou profissionalmente a sua função durante mais de 30 anos.

(*) O Visconde Porto Carrero era familiar de António de Araújo Vasques da Cunha Porto Carrero, 1º e único Barão de Pombalinho, agraciado com o título por decreto de 23 de Outubro de 1837, data em que o seu padrasto, Manuel Nunes Freire da Rocha foi igualmente agraciado com o título de Barão de Almeirim.

(**) Maria José Martins Simões nasceu em 24 de Maio de 1910 e faleceu em 14 de Março de 1990.

(***) Verónica da Silva Nunes Mateiro nasceu em 01 de Agosto de 1907 e faleceu em 07 de Julho de 1985.

Colaboração no texto _JMateiro
Colaboração fotográficaxto_F Leal


21 Agosto 2007

 

Classe Primária de 1973/74

Agora que se aproxima o início de mais um ano lectivo, é sempre com imensa saudade que recordamos esses tempos marcantes das nossas vidas escolares. Esta fotografia representativa de uma classe da Instrução Primária, vem enriquecer a galeria deste nosso espaço e contribuir também para relembrarmos alguns dos nossos conterrâneos que passaram por esta instituição de ensino do Pombalinho.
Reconhecem-se na primeira fila e da esquerda para a direita, Maria da Graça, Lena Leal, José Carlos, José João, Sérgio Mogas, Mário Mogas, Valdemar Tomás, Luís Miguel Cordeiro. Na segunda fila e pela mesma ordem, Teresa Vidal, Paulo Barros, Anabela Narciso, Rosa Maria, Júlia Maria, Luís Mogas, professora Ilda, Fernando José, Valdemar Correia, João Paulo, Cristina Légua e Mafalda Légua.

31 Julho 2007

 

Férias 2007!!!

Estou de Férias !!!

Espero voltar, lá para fins de Agosto!!!

A todos, um muito obrigado pela colaboração prestada neste caminho percorrido a favor do Pombalinho!!!


26 Julho 2007

 

Café do Chico Minderico

O café do Chico Minderico foi durante largos anos um ponto de encontro de várias gerações que por ali passaram e que viam naquele espaço um lugar aprazível e de divertimento para o preenchimento de alguns momentos de lazer.
Era um dos locais do Pombalinho que dispunha de um ambiente acolhedor e espaçoso, permitindo a quem quisesse no fim de um dia de trabalho intenso, trocar dois dedos de conversa e refrescar a garganta com o que de melhor nos era servido, os vinhos da região ou a imperial bem fresquinha servida cuidadosamente em copos previamente refrescados. Nos fins-de-semana, eram naturalmente os dias mais apropriados para muitos acorrerem a este café de maior movimento da nossa aldeia. Uma azáfama intensa na cozinha anexa e que servia simultaneamente para o dia a dia da família que habitava no primeiro andar do edifício, fazia perder a paciência à Maria Adelaide, sempre que o Chico Minderico lhe gritava do balcão a pedir mais um pires de berbigão ou umas postinhas de peixe frito do rio Tejo, para saciar a exigência de alguns fregueses mais impacientes. Para a memória dos meus cheiros e estou certo de muita mais gente que ali passou nesses domingos quentes de Verão, não mais esquecerei o destes dois petiscos que se espalhavam pelos ares das redondezas provenientes deste saudoso café da rua Barão de Almeirim.
Quando apareceu a televisão no Pombalinho, por volta do início dos anos sessenta, havia autênticas peregrinações em direcção aos cafés que adquiriram os primeiros aparelhos e o novo espaço criado pelo Chico Minderico foi uma forte concorrência aos ainda poucos possuidores de tal novidade. Havia lotação esgotada na sala de entrada, sempre que a RTP transmitia em sinal directo, teatro, touradas, jogos de hóquei em patins, desafios de futebol e sempre que havia alguma final ou jogo decisivo em que participasse equipas portuguesas, o recurso ao salão maior que serviu mais tarde para a instalação de jogos de snooker, era inevitável para poder acolher todos os curiosos telespectadores. Recordo-me a propósito de ver aí, numas cadeiras improvisadas, uma das muitas finais europeias em que o Benfica brilhantemente participou.

Mas também para as minhas memórias e de outros jovens que ali começaram a contactar a caixinha mágica que veio revolucionar o mundo, não mais esqueceremos a magia do Feiticeiro de Oz, as aventuras da série Bonanza, as representa