11 Julho 2009
Futebol !
Não, não se trata do nosso saudoso Vera Cruz Futebol Clube, mas quase..., tal o número de jogadores do Pombalinho que integraram esta equipa de futebol !!! Com efeito, a formação registada nesta fotografia que representou no ano de 1947 a União Operária de Santarém era constituída, nada mais nada menos, do que por quatro atletas naturais do Pombalinho! O desporto rei nesses tempos, ainda não tinha estruturas criadas na nossa terra que permitissem a sua inscrição numa competição oficial, e vai daí, a emigração desportiva aconteceu! Mas vamos à identificação possível dos jogadores que formaram esta equipa da "capital" do Ribatejo em jogo realizado no Campo Chão das Padeiras. De joelhos e da esquerda para a direita, José Braga (Pombalinho), Adalberto, Lopes, João Zé e Ezequiel Mateiro (Pombalinho). De pé e pela mesma ordem, desconhecido, Raimundo (Azinhaga), António Leal-guarda-redes (Pombalinho), Serafim, Manuel Barão (Pombalinho), Zeca e Ramos "Machorro".
Colaboração de Bruno Cruz
08 Julho 2009
Vera Cruz Futebol Clube X !
O campo das Ónias foi durante muitos anos o local de eleição onde o Vera Cruz Futebol Clube disputou os jogos referentes aos campeonatos da Federação Nacional de Alegria no Trabalho (FNAT). Mas tempos houve, em que no Pombalinho a inexistência de uma estrutura de caracter definitivo para a prática da modalidade, exigia muita dedicação e algum sentido de improvisação.
Escreve a propósito, Joaquim Mateiro, sobre esta fotografia: "Era no tempo em que o senhor Manuel Coimbra ainda não tinha doado o Campo das Ónias, a rapaziada do Pombalinho se queria jogar a bola tinha que o fazer nas eiras e andar de baliza às costas. Assisti a várias partidas de futebol nesses locais quando era rapazola! Esta foto foi tirada numa que existiu a sul de umas terras do Manuel Coimbra, entre a rua Carolina Infante da Câmara e a ponte de Fernão Leite no princípio dos anos sessenta.”
Reconhecem-se de joelhos e da esquerda para a direita, Henrique Minderico, Joaquim Vieira, António Bento, Diamantino Teixeira e António Manuel Leal. De pé e pela mesma ordem, José Carvalho Gomes, José Bacalhau, António José, João Luís Justino, Manuel Minderico e José Guilherme.
Foto gentilmente cedida por Ema Minderico
Colaboração no texto de Joaquim Mateiro
03 Julho 2009
Casamentos IX !
Agradecimento especial a Maria da Graça Anjos Braamcamp Freire, filha de Manuel Maria Amado Braamcamp Freire, a quem se deve a publicação desta foto.
Colaboração de Ema Minderico e Joaquim Mateiro
30 Junho 2009
Retratos X !
Foto gentilmente cedida por Ema Minderico
27 Junho 2009
Casa Agrícola João Canavarro!
Fotografia tirada no pátio da Casa Agrícola de João Canavarro (João do Amaral de Passos de Sousa Canavarro) no Pombalinho em finais da década quarenta. A criança com chapéu de aba larga é a Ema Minderico e de pé está o António Manuel Duarte Rodrigues e Francisco Minderico. Como nota de curiosidade, atente-se no pormenor do rasto dos rodados dianteiros e traseiros do tractor de marca Fordson, de construção metálica e estrutura apropriada para trabalhos em terrenos de cultivo. Os pneumáticos ainda estariam longe de serem utilizados nas máquinas agrícolas!!
Foto gentilmente cedida por Ema Minderico
Colaboração de Joaquim Mateiro
24 Junho 2009
Adiafa !
Da esquerda para a direita, Francisco Minderico, Maria Adelaide Minderico, Emídio Narciso, Anita Duarte, Francisco Vinagre, Maria Luísa, João Melão, Maria Guilhermina, Máximo Minderico, Maria Júlia Minderico, Moco Vinagre e a criança, Ema Minderico.
Na frente do carro de bois devidamente enfeitado está o Francisco Vinagre e Ema Minderico.
No pátio da casa agrícola e deviamente alinhados na frente dos carros de bois, reconhem-se da esquerda para a direita, o Palmeirão, o José Leal (carpinteiro), o João Melão, o Máximo Minderico, a Maria Júlia Minderico, o Moco Vinagre, a Anita Duarte, o Francisco Minderico, Francisco Vinagre, a Emília Vieira, o Emídio Narciso, a Maria Adelaide Minderico e a criança Ema Minderico.
Um outra imagem com os boieiros ao lado dos seus respectivos carros! Da esquerda para a direita, Máximo Minderico, Moco Vinagre, Francisco Vinagre e Emídio Narciso. Ao centro, o feitor da casa agrícola, Francisco Minderico.
Carro de mulas devidamente ornamentado e conduzido por João Melão.
Fotos gentilmente cedidas por Ema Minderico
Colaboração de Joaquim Mateiro no texto, envio de fotos e identificação de pessoas.
22 Junho 2009
Retratos IX !
19 Junho 2009
Retratos VIII !
Manuel Marcelino, pai de Joaquim José Marcelino e de Henrique da Piedade Marcelino.
Fotografia da autoria de Guilherme Afonso e tirada em Abril de 1964.
16 Junho 2009
Licença de velocípede!
Licença de Trânsito, emitida pela Secção de Finanças de Santarém em Março de 1972.
Documentos gentilmente cedidos por Júlio Gabriel
12 Junho 2009
N Senhora de Fátima no Pombalinho !
Fotografias gentilmente cedidas por Ema Minderico
Colaboração de Joaquim Mateiro
08 Junho 2009
Retratos VII !
04 Junho 2009
Campo da Golegã !
Os campos da Golegã sempre foram muito procurados pelos seareiros de toda a região! As suas belíssimas terras de invulgares caraterísticas para a agricultura, permitiam a quem ali investisse, tirar excelentes proveitos a nível produtivo! Do Pombalinho também houve quem ali tivesse apostado no cultivo de produtos agrícolas tradicionais desta zona ribatejana, como o melão, o tomate e mais recentemente os brócolos e milho. Esta fotografia estava exposta na última Festa da Primavera III e logo me despertou atenção em relação a todas as outras! Foi tirada a um grupo de trabalho que por esses campos andaram na apanha do melão no ano de 1959! Reconhem-se, de pé e da esquerda para a direita, Henrique Minderico, Maria Júlia Duarte, Joaquim Minderico, Maria Emília Melão, Anita Félix, Maria Odete, Maria Emília Minderico, Maria Fernanda Pinheiro e Franscisco Gaspar. De joelhos e pela mesma ordem, Carmina Minderico, Odete Minderico, Manuel Martinho, Palmira "Tojola", Lurdes Melão e Maria Alice Gandarez.
Foto gentilmente cedida por Maria Fernanda Pinheiro
Colaboração de Fátima Rodrigues
31 Maio 2009
N Senhora de Fátima no Pombalinho!

A procissão a passar na rua António Eugénio de Menezes. É bem significativo, o nível de participação que os Pombalinhenses quiseram prestar à visita de Nossa Senhora de Fátima ao Pombalinho.
Fotos gentilmente cedidas por Pedro Menezes
27 Maio 2009
Vera Cruz Futebol Clube IX !
Equipa do Vera Cruz Futebol Clube, vencedora da final da taça da FNAT contra o Rio de Moinhos em jogo realizado na Atalaia no ano de 1964 ou 1965. O resultado final foi de 2-1, sendo um dos golos marcado de grande penalidade por José Bacalhau em resultado de uma falta cometida sobre Ezequiel Leal. Participaram nesse encontro de boa memória para o Pombalinho, os seguintes jogadores: de joelhos e da esquerda para a direita, José Galvão, João Nunes, José Correia, Ezequiel Leal, José Bacalhau e Joaquim Vieira. De pé e pela mesma ordem, Luís da Conceição, António Domingos, Izidoro Narciso, João Barros, Duarte Cruz (dirigente), Flores (treinador), Francisco Cruz (dirigente), António Bento e José Luís Gomes.
22 Maio 2009
Retratos VI !
Estava-se em Dezembro de 1969 e o momento foi registado na rua Hilário José Barreiros. Da esquerda para a direita, António Carlos N Branco, Américo LF Ferreira, Carlos Júlio MF António, Francisco Gaião, António Carlos S Maria, Manuel J Gomes e António DR Brás.
17 Maio 2009
Cartas de Maputo...
Mais tarde também participou no Gazeta do Sul, colaborando com o envio de alguns artigos para este semanário do Montijo.
15 Maio 2009
A força da tradição!
Na fotografia, Ana Leal e seu filho Bruno Cruz.
12 Maio 2009
Prova de aproveitamento!
... que iria terminar na folha seguinte com exercícios que contemplavam as quatro operações algébricas.
07 Maio 2009
Classes do Ensino Primário!
Maria Lurdes Gomes
A frequência do ensino da Escola Primária, hoje denominadas por EBs, a todos marcou de uma forma muito especial! Foi aí que iniciamos a indispensável aprendizagem de matérias que nos iriam servir de alicerces à continuação de outros ciclos escolares e por complementaridade, a uma preparação para a vida profissional. Uma viagem a esses tempos é sempre um exercício de recordações! Relembremos pois, pais, avós, tios, amigos, ou quem sabe..., se não estaremos também numa dessas fotografias de uma qualquer classe da escola do Pombalinho! Clique então por favor, AQUI .
01 Maio 2009
Domingos Motta
Nasceu em Alcanena em 1842 na freguesia de S. Pedro e era filho de Thomaz Motta e de Luísa de Jesus.
O seu irmão – Joaquim Motta – nascido em 1824 – na mesma freguesia veio para esta região por ocasião da construção do caminho de ferro, aproveitando a oportunidade para aqui desenvolver os seus negócios, residindo no Reguengo do Alviela.
Domingos Motta fixou também residência no mesmo local. Aí desenvolveu a sua actividade agrícola e construiu a casa que ainda hoje existe. Embora a sede da sua casa agrícola fosse no Reguengo do Alviela, possuía também propriedades nas freguesias vizinhas de Pombalinho e Azinhaga. Na povoação do Pombalinho tinha um lagar, instalações para ovelhas e outras dependências agrícolas, precisamente na rua a que deram o seu nome.
Foi casado com a Senhora Dª. Maria José Aguiar (Motta) – natural de Reguengo do Alviela - de quem não teve descendência.
Faleceu no Reguengo do Alviela em 17 de Novembro de 1908 e está sepultado no cemitério de S. Vicente do Paul, num jazigo com o seu nome que ali mandara construir.
Biografia da autoria de suas sobrinhas, Maria Isabel dos Reis Motta Antunes Mendes e Maria José Motta Nogueira Freire, a quem obviamente o "Pombalinho" agradece esta excelente colaboração.
27 Abril 2009
Hilário José Barreiros
E um documento considerávelmente importante é a biografia possível que Fernando F Barreiros fez de seu bisavô. Nela podemos conhecer a sua àrvore genealógica, vertente descendência, e outros aspectos da sua vida. Mas para um conhecimento completo desse brilhante trabalho de pesquisa, clique por favor aqui fazendo de seguida o respectivo download.
Com referiu Fernando F Barreiros na biografia de Hilário José Barreiros, uma carta do Barão de Almeirim, Manuel Nunes freire da Rocha, que lhe foi dirigida em 15 de Maio de 1880, é sintomáticamente esclarecedora quanto às suas qualidades de caracter que o seu "amigo sincero e verdadeiro" possuía. Escreveu ele então:
"Tu tens sido sempre meu amigo sincero e verdadeiro, tens-me servido sempre com interesse e dedicação, apesar de sair para fora do país não me posso esquecer dos teus bons serviços, não te quero abandonar e pelo contrário te quero dar uma prova de que te estou grato por tudo o que por mim tens feito e para isso lembrei-me de reservar a Quinta do Outeiro para ti e arrendar a longo prazo por uma renda razoável a fim de te poderes assim estabelecer por tua conta e não teres de ir servir algum nono amo que não saiba apreciar o que tu vales e que não te trate como tu mereces ser tratado.."
Nesse mesmo documento , o Barão de Almeirim concede a Hilário José Barreiros a Quinta do Outeiro a título de arrendamento, e mais terras e oficinas que este também por bem achasse receber. Eis pois, como ele entendeu justificar essa sua benemerência a Hilário José Barreiros:
" Vai pois pensando no que te convém para o futuro, faz uma relação de tudo o que te convém ..., não te ponhas com cerimónias e hesitações, diz-me com franqueza tudo o que te fizer mais conta porque tudo se há-de arranjar, o que eu quero é deixar-te habilitado a poderes ganhar a tu a vida sem ficares na dependência de mais ninguém e da melhor vontade te faço isso porque sei que és merecedor de que eu te faça isso, portanto não te ponhas com acanhamentos e fala-me com franqueza no sentido que acabo de te indicar "
Um outro documento referenciado na sua biografia, é este excelente texto, intitulado "Memórias do Passado", da autoria de Adriano Carmo, "Pombalinhense" adoptivo como ele próprio se auto-identifica logo de início e em que enaltece as virtualidades das pessoas do Pombalinho, como amistosas e sempre prontas a compartilhar momentos de felicidade com o próximo. Escreve ele a dada altura, sobre Hilário José Barreiros:
"... Por outro lado, tenho bem na memória as figuras respeitáveis dos beneméritos Hilário José Barreiros e Carlos Albano, por assim dizer pais de todos e especialmente dos humildes, que sempre que recorriam à sua bondade eram recebidos com um sorriso e servidos imediatamente. O Hilário por exemplo: em ocasiões de crise de trabalho e nada haver que fazer, nunca a sua boca se abriu para dizer "não"... e inventava trabalho para os desgraçados só com o fim de minorar, um pouco a fome àqueles que a tinham nos seus lares. Era uma nobreza de caracter!Aos envergonhados, mandava também os seus criados levar-lhes a casa os seus óbulos em dinheiro ou em géneros. Foram actos que tive ocasião de observar e que amiudadas vezes se repetiam. Qualquer deles, tinha de todos que os conheciam uma simpatia aliada a um carinho muito merecido, pelo seu belo carácter, pelo altruísmo que sempre demonstraram na sua vida. ram uns verdadeiros exemplos para os daquela época. As suas memórias conservo-as como se conserva a maior das relíquias, porque eles eram uma relíquia do passado."
Para aceder ao documento na sua totalidade, clique aqui por favor!
Biografia da autoria de seu bisneto, Fernando Furtado Barreiros, a quem obviamente o "Pombalinho" agradece esta excelente colaboração.
22 Abril 2009
Retratos V
Colaboração Victor Reis
20 Abril 2009
Diploma!
Colaboração documental de Júlio Gabriel e Bruno Cruz
17 Abril 2009
Passagem de Classe!
Colaboração documental de Victor Reis
15 Abril 2009
Classes Escola Primária 1972/73
Colaboração fotográfica de Pedro Menezes e Bruno Cruz
09 Abril 2009
Bateiras!
Não se sabe ao certo a partir de que ano se iniciaram estes festejos na nossa terra ! Existem no entanto alguns registos fotográficos e muitas histórias à sua volta! É aos primeiros que novamente recorremos para recordar dois grupos de jovens que se juntaram algures nos campos do Pombalinho e cumpriram a tradição nos anos de 1950 e 1954!
19 de Abril de 1954 - Na cadeira de rodas, João Barbeiro (João Anacleto), ladeado à sua direita por um individuo de Vale Figueira conhecido por "pescador" e à sua esquerda pelo Rui Valadares. Atrás da panela, Manuel Silva Rodrigues, tendo à sua esquerda, Manuel Feijão e à sua direita outro individuo de Vale Figueira, chamado António Lezeire. O míudo, é o Rui Mota, filho do João Barbeiro.
Colaboração fotográfica de Antonio Domingos e Manuel Rodrigues
Pesquisa de Bruno Cruz
05 Abril 2009
Retratos IV !
Joaquim Pedro de Menezes
Joaquim Pedro de Menezes era filho de António Eugénio de Menezes e de Maria Antunes Bento. Nasceu no Pombalinho em 30 de Novembro de 1927 e faleceu na sua terra natal em 03 de Junho de 1976.
Foi casado com Maria Lisette da Silva. Desta união matrimonial nasceram quatro filhos, José António Silva de Menezes, Maria Eugénia Silva de Menezes, Pedro Silva de Menezes e Ana Rita Silva de Menezes.
Foi um dos mais importantes agricultores do Pombalinho, tendo contribuído durante largos anos para o emprego de muitos pombalinhenses através do exercício de várias actividades agrícolas, em terras de que era proprietário.
No período de 05 de Janeiro de 1960 a 02 de Novembro de 1963, exerceu o cargo de Presidente de Junta da Freguesia do Pombalinho.
Colaboração fotográfica de Pedro Menezes e Bruno Cruz
02 Abril 2009
Adiafa 1950/51!
Celebrava-se o fim das vindimas nesse ano de 1950 e o rancho reunia-se no pátio da família Menezes para dar início à adiafa. Nesta fotografia reconhecem-se na primeira fila e da esquerda para a direita, Anita Marcano, Luísa Barreiros, Elvira Bacalhau, António Rufino, Laurinda Antunes, Fernanda Barreiros e Silvina Bacalhau. Na segunda fila e pela mesma ordem, Maria Adelaide Saúde, Helena Minderico, Irene Coradinho, Maria Júlia Cavaco, Albertina Grais, Maria Carolina, Maria Júlia Duarte, Conceição Cruz, Soledade Cavaleiro, Luísa Cota, António Bogalho e Alexandre (cego do Reguengo). Na terceira fila, José Carvalho (tratorista), Francisco Cavaleiro, Guilherme Afonso, Luís Barreiros, Alcides Vieira, João Dias, Gabriel Joaquim, Nicolau Mogas, Alberto Bacalhau, Joaquim Antunes, Clemente e José Mogas.
"Consiste na oferta em géneros alimentícios, em peças de vestuário ou em dinheiro, aos trabalhadores rurais no fim dos trabalhos agrícolas."
"É uma refeição de caracter festivo, que o patrão oferece aos trabalhadores no fim de algumas fainas agrícolas: ceifa, vindima, apanha da azeitona, etc."
A adiafa na verdade, é tudo isto! Mas essencialmente consiste na realização de um ambiente festivo que se celebra, ou celebrava, no fim das colheitas! Hoje com a industrialização agrícola e a consequente substituição de mão de obra pela força férrea das máquinas, muito dificilmente assistiremos a este tipo de confraternização pelos campos do nosso Ribatejo. E é justamente para que possamos imaginar um pouco dessa comemoração, que recorri a um livro editado em 1864 para dele retirar excerto de um capítulo bem ilustrativo de toda a envolvência que rodeava a preparação a adiafa! Começa então assim:
“... Estamos em Novembro, e o sopro gelado do inverno já convida a acender-se o braseiro, e a agruparem-se-lhe em torno, as famílias, sentindo crepitar a lenha, e estalarem as castanhas e as bolotas, que as crianças assam alegremente ao lume da lareira.
A quinta, onde eu agora tenciono introduzir os meus leitores, é vasta e produtiva. A aragem fria de Novembro faz ondular a copa dos seus imensos pinhais, e um exercício de varejadores doideja, ri, e tagarela por baixo da folhagem cinzenta das suas oliveiras. As vinhas misturam-se a perder de vista com as searas; e o pomar, a horta, e o jardim vão-se abrigar à sombra das paredes da casa, ousando até este último, destacar como vedetas, roseiras e jasmins, que vão, trepando silenciosamente, espreitar pelas janelas, e enviar o seu perfume, como suave homenagem, aos donos desse pequeno mundo.
No dia em que chegamos terminou a colheita da azeitona, e, segundo o costume, há de se celebrar a festa, cuja risonha perspectiva bastará para suavizar, aos olhos dos aldeãos, todos os trabalhos de dois meses. Depois do labutar incessante vem o dia de regozijo! Depois da campanha fadigosa o triunfo ambicionado. Os varejadores vão subir ao Capitólio!
Os almocreves de notícias da localidade já espalharam por toda a parte que ia haver adiafa na quinta de tal. Nem os pregadores da azzhala da guerra santa contra os cristãos podiam ser tão bem acolhidos pelos fiéis crentes de Mafoma, como estes noticiaristas orais o eram pelos alegres camponeses dos arredores! Vai haver adiafa, adiafa! Palavra mágica, que envolve a ideia de vinho á descrição, comida a fartar, e bailarico até as pernas dizerem “basta”, Adiafa! Isto é a festa da azeitona, a noite de benefício dos varejadores, o gáudio rasgado, o reinado da folia! Vão lá oferecer o trono do universo sem adiafa!
Subamos a escada de pedra, ao cimo da qual se topa o alpendre e entremos sem receio na vasta casa de entrada, mobilada simplesmente com bancos de pinho. A hospitalidade é um dever sagrado dos proprietários do Ribatejo, e nenhum, por mais duro que tenha o coração, ousa esquivar-se ao cumprimento dele. Subamos pois: espera-nos um bom acolhimento.
Vai um grande ruído a essa hora na casa de entrada, onde penetrámos. Nesse dia, como dissemos, findara a colheita da azeitona, e estava-se realizando a adiafa. Um pequeno olival dos donos da quinta, fora reservado para o último varejo, mais para satisfazer a uma formalidade, do que por não se poder completar a colheita na véspera do grande dia. Mas a etiqueta camponesa assim o exige. Varejar o pequeno olival é como pôr a última pedra num edifício, pretexto para a festividade. Já para esse trabalho os varejadores e apanhadeiras foram vestidos com os seus fatos ricos, e procedeu-se ao varejo com uma gravidade que não deslustraria o inaugurar de um caminho de ferro. Antes do meio dia estava tudo pronto, e os alegres varejadores, com o coração palpitante, enfileiraram-se atras do seu chefe, que arvorou, em tão solenemente momento, a bandeira da procissão, onde figurava um registo da Virgem, cercado de vistosos laços de diferentes cores. O capataz abriu a marcha e caminharam na sua retaguarda os festivos pares aldeãos. Apenas os donos da casa avistaram ao longe a comitiva, ordenaram que se preparasse a mesa, onde os pobres trabalhadores se haviam de regalar com um banquete, cuja suave recordação bastasse para iluminar, com esplendida luz gastronómica, as trevas da futura e forçada abstinência. Um bom jantar português, farto e suculento! A sopa fumegava em cima da mesa, a vaca e o arroz formavam depois em ordem de batalha. Á hora em que entramos, e em que, segundo dissemos, o sol se sumia no acaso, sumia-se também o último pedaço do apetecido manjar no último recanto do estômago aldeão em quanto esperavam saciados que a noite descesse para recomeçarem as danças!!!! "
Por último, um testemunho bem mais recente de alguém que viveu e ainda vive a adiafa na sua terra!
"... Hoje o meu bom amigo Pedro Melro, emérito e orgulhoso produtor de vinho de Alcanhões, convidou-me para a Adiafa. Para quem não sabe, a Adiafa significa a festa que se oferece aos trabalhadores no último dia das vindimas. De acordo com o dicionário a palavra vem do árabe addyafa e significa banquete.
Embora esteja um pouco desvirtuada, esta tradição fez parte do meu crescimento e habituei-me a ouvir falar dela e algumas vezes a, orgulhosamente, participar. Digo orgulhosamente, porque nessas alturas fazia também parte do rancho da vindima, quase sempre por amizade e camaradagem.
Recordo com saudade, o convívio com aquelas gentes simples, o cheiro da terra e das uvas, o suor nos rostos, as cantigas e os cestos pesados que me faziam sentir um homem naquele reino de Homens e Mulheres.
Hoje senti-me quase um intruso, como se não merecesse comer e beber como os outros! O pão caseiro não me soube tão bem. A lebre deliciosa e a sopa de pedra. Os tomates apanhados da terra, o vinho maravilhoso. As azeitonas. O vinho. O vinho!
Para o ano duas resoluções ficaram. Vou primeiro à vindima e não repito a estupidez de não levar a máquina fotográfica!"
31 Março 2009
Classe Primária de 1977/78
Colaboração fotográfica de Maria Adelaide Reis
Pesquisa de Bruno Cruz
29 Março 2009
Classes Primárias 1961/62
Excelente fotografia das classes da Instrução Primária que frequentaram a escola do Pombalinho no ano lectivo de 1961/62, sob a docência da professora Maria José Martins Simões.
Reconhecem-se, na primeira fila e da esquerda para a direita, Manuel João Cavaleiro, José Justino, Luís Mira, Américo Ferreira, Fernando Duarte, António Carlos Maria, Carlos Simões, Júlio Légua, José Moreira, Carlos Júlio António e António Carlos Branco. Ne segunda fila e pela mesma ordem, Jorge, Mário Salvador, António Pacheco, João Correia, Manuel Gomes, Miguel Costa, Manuel Pacheco, Manuel Condeço e António Gaião. Na terceira fila e pela mesma ordem, Izidoro, Abel Melão e José Luís. Na quarta fila, Fagunto, João, Diamantino Martinho, Carlos Melão, José e Pedro Galvão. Na quinta fila, António Vinagre, Joaquim, professora Maria José Martins, António Carlos Pereira, António Légua e José António Menezes.
Colaboração fotográfica de Pedro Menezes
Pesquisa de Bruno Cruz
25 Março 2009
Teatro!
...No Pombalinho, o teatro também...!!! Para PPS alusivo, clique por favor aqui fazendo de seguida o respectivo download!
19 Março 2009
Retratos IV
15 Março 2009
Teatro em 1989!
Cena da comédia ""No consultório da bruxa", interpretada por Victor Silva, David Cordeiro, Evangelina Condeço, Joaquim Mateiro e Paula Valadares.
Cena da comédia "No consultória da bruxa", interpretada por Cristina Barreiros, Joaquim Mateiro e Lucília Félix.

Cena da comédia "Pessegos em calda", interpretada por, Ana Raquel Mateiro, António Condeço, Fernando Duarte, Luís Filipe Júlio e Paula Valadares.
"Ribatejo cantado", interpretado por Milita Mateiro, Cristina Barreiros, Fernando Duarte e António Condeço.
"Ribatejo cantado" , interpretado por Milita Mateiro e António Condeço.
Final do espéctaculo, com Raquel Mateiro e Milita Mateiro a receberem os aplausos da assistência.
Colaboração de Joaquim Mateiro
11 Março 2009
RLP (Rádio Local Pombalinho)
No Pombalinho também tivemos uma estação de rádio livre, designada por RLP (Rádio Local Pombalinho)! Transmitia em 104.5 MHz e esteve em actividade nas antigas instalações da Escola Primária. Nestes dois documentos históricos alusivos ao seu funcionamento, relembramos como era a programação transmitida e como foi a despedida, com fecho da emissora por imperativos legais.
Documento de despedida da última emissão! Para leitura integral clique aqui
Colaboração documental de Luís Filipe Júlio e Bruno Cruz
07 Março 2009
Festas de 1983 !
Colaboração fotográfica de Luís Filipe Júlio e Bruno Cruz
02 Março 2009
Vera Cruz Futebol Clube VIII !
De joelhos e da esquerda para a direita, Manuel Vinagre (massagista), António Manuel Leal, José Correia, Felismino Brás, Ezequiel Andrade e Luís Conceição. De pé e pela mesma ordem, José Guilherme, Joaquim Vieira, António Maria, Izidoro, António Mata, António Bento, Justino, António Domingos, Manuel Narciso e José Leal (dirigente).
Colaboração fotográfica de António Domingos Correia e Bruno Cruz
24 Fevereiro 2009
Ano lectivo de 1972/73
Para lista integral dos alunos, clicar aqui
Colaboração de Pedro Menezes e Bruno Cruz
19 Fevereiro 2009
Cheias do Pombalinho!
Hoje, já sem a sua presença com uma certa regularidade a que nos habituaram ao longo de muitos anos, justifica-se, a favor da memória e do conhecimento, a viagem que vos proponho ao Pombalinho e às suas cheias do rio Tejo.
16 Fevereiro 2009
Foi há trinta anos...!!!!
O Pombalinho ficou completamente isolado ao nível das suas vias de comunicação terrestre e viveram-se situações de grande aflição entre a população! As Forças Armadas, recorrendo a helicópteros e embarcações de deslocação rápida, deram um forte contributo na assistência à população mais atingida pela subida anormal dos níveis das águas, que, segundo se soube mais tarde, ter sido devido a descargas de água armazenada nas barragens espanholas. Houve enormes prejuízos materiais ao nível das estruturas habitacionais e também muitos bens domésticos foram destruídos pela passagem nefasta desta cheia que ficará recordada, pelas piores das razões, por muitos dos que viveram essas horas dramáticas! Recordemos pois, por algumas imagens disponíveis, o que foi essa trágica cheia de 1979!
Primeira página do Correio do Ribatejo, do dia 16 de Fevereiro de 1979.
O estado em que ficou uma das habitações a norte da rua António Eugénio de Menezes.
A mesma habitação, vista de angulo diferente, na rua António Eugénio de Menezes.
Outras habitações que não resistiram à força das àguas, no cruzamento da rua de Sto António com a rua 1º de Dezembro.

Recorte do jornal Correio do Ribatejo do dia 16 de Março, sobre a visita que o Presidente da República General Ramalho Eanes fez ao Pombalinho.
Colaboração nas fotografias e recortes de jornais - Bruno Cruz
11 Fevereiro 2009
Cheias de 1959!
O recurso ao tradicional barco, comandado a remos e à vara, era o mais utilizado nas deslocações de pessoas e bens em zonas alagadas pela cheia.
Também haviam momentos de pura distracção como este protagonizado pelo Victor Reis e sua mãe, Olímpia Borges.
Belissíma imagem de grande representatividade dos níveis atingidos pelas águas do Tejo nesse ano de 1959.

Outra imagem bem demonstrativa da utilidade que estas embarcações tiveram em situações de cheias no interior do Pombalinho.
As cheias também eram sinónimo de divertimento para as crianças e quem podia, sempre aproveitava as oportunidades de ficarem registados para a posterioridade! Neste barco em águas calmas, reconhecem-se o Victor Reis e a Teresa.
Colaboração fotográfica de Victor Reis
07 Fevereiro 2009
Retratos III !
Colaboração de Guilherme Afonso/Víctor Reis
03 Fevereiro 2009
Festas de 1942!
As afamadas cantadeiras Arminda Vidal e Lucília do Carmo
Para imagem ampliada, clique aqui fazendo o respectivo "download"
Colaboração de Luís Filipe Júlio e Bruno Cruz
29 Janeiro 2009
Cartas de Maputo...
... Sobre o pátio onde foi tomada a refeição, eu conheci-o ainda no tempo do anterior proprietário, o Júlio Barreiros. Lembro-me de o ver aí sentado numa cadeira, com o seu corpo enorme, enorme, gordo, gordo. Tinha dois filhos que residiam fora do Pombalinho, um deles salvo erro em Santarém, onde, salvo erro também, exercia as funções de inspector escolar. Que me lembre, tinha também uma filha. Não sei se tinha mais alguma. Assisti à saída dessa família daquele edifício, tendo-me até sido oferecida, na altura, pela filha, uma bonita gaiola para pássaros (sem pássaros); assim como assisti, a seguir, à entrada para o mesmo da família Barbosa. "
E também me lembro que uma das fadistas que participou nessa Festa foi a Lucinda do Carmo (a mãe do Carlos do Carmo), com outra fadista também ida de Lisboa, tendo ambas ficado alojadas em casa das tuas primas Mateiro (Justa, Verónica e Chica), das quais eu era vizinho. ]
"Ora, meu Amigo, dessa Festa parece não ter restado, infelizmente, nada que nos permita estabelecer a sua data precisa. E digo isto porque, tendo-me o Joaquim Mateiro enviado, há uns tempos, uma rica colecção de programas de festas, de picarias e de peças de teatro realizadas na nossa terra, nada há referente a essa Festa de 1942.
Mas uma coisa é certa: foi nessa altura que se angariou, inclusive com o peditório feito, como habitualmente, de porta em porta pela comissão da Festa, o dinheiro para a compra do relógio e para o colocar na torre da igreja. Se isso foi programado para que a colocação do relógio se efectuasse a tempo da sua inauguração ser feita durante a Festa, disso não me lembro, como é natural. Mas se assim não foi, tê-lo-ia sido, com certeza, para pouco depois da Festa, com o dinheiro dos peditórios e de algum mais angariado nos dias da Festa.
Envio-lhe em anexo mais uma fotografia da igreja, esta tirada em 27 de Junho de 1948 e já com o relógio na torre. Como pode ver, também nessa altura o adro estava cheio de pedra britada, para a asfaltagem do adro e de toda a Rua Barão de Almeirim, trabalho que precedeu a asfaltagem de toda a estrada da Azinhaga a Alcanhões, creio eu, e em que trabalhei, tanto na primeira obra, na própria asfaltagem, como na segunda, medindo a pedra, britada no local, da Azinhaga à Quinta de Alpompé, em Vale de Figueira. "
*Nota – Entre parênteses recto, carta de resposta que Guilherme Afonso escreveu a Joaquim Mateiro em 10 de Junho de 2006, quando este lhe comunicou a realização da Festa comemorativa do 400º aniversário do Pombalinho.
23 Janeiro 2009
A cava das vinhas!
As fotografias publicadas, ilustram, melhor do que muitas palavras, o modo como eram exercidas as cavas das vinhas por terras do Pombalinho! Foram registadas por Guilherme Afonso no ano de 1964 na propriedade do Aviz, pertença de António de Menezes e os textos em “italic” postados sob a forma de legendas, retirados da carta que o nosso Amigo me escreveu, fruto de uma passeata que fez com a sua máquina fotográfica a tiracolo, nesse mês de Abril!
... Noutra estão o Eleutério e o Germano Saúde, que não estão reconhecíveis, mas eu sei que são eles.
Colaboração – Guilherme Afonso
19 Janeiro 2009
Retratos II
15 Janeiro 2009
Teatro em 1988!
Colaboração de Joaquim Mateiro e Fernando Duarte
10 Janeiro 2009
Memórias Paroquiais de 1758
Este documento datado de 5 de Abril de 1758 e da autoria do Cura António Lopes, é de um enorme significado para a compreensão histórica do Pombalinho. Está on-line na Torre do Tombo e foi graças ao Bruno Cruz (e já agora permitam-me aqui manifestar em forma de agradecimento, a contribuição inexcedível que o Bruno tem dedicado a este nosso espaço em àreas tão importantes para este trabalho, como é a pesquisa documental sobre a vida colectiva da nossa terra), que nos foi possível concretizar a sua publicação no “Pombalinho”. A importância talvez maior deste documento, centraliza-se eventualmente na data em que o Pombalinho se desanexou daquela que viria mais tarde a chamar-se Azinhaga, mas outras matérias de igual relevância serão objecto, estou certo, da mesma atenção nestas valiosíssimas memórias paroquiais.
Para ampliação clique aqui
Para documento original em PDF clique aqui e devidamente decifrado aqui
Colaboração de Bruno Cruz
06 Janeiro 2009
Adiafa!
Esta fotografia da autoria de António de Menezes e registada entre os anos de 1940/45, refere-se a uma adiafa comemorada na quinta da família Menezes para celebrar o final da apanha da azeitona desse longínquo ano da década quarenta do século passado. De entre as mulheres presentes, reconhecem-se a Maria Carolina da Silva e a Maria Luísa Rodrigues.
Colaboração fotográfica de António Carlos de Menezes/Joaquim B Mateiro
Para ampliar foto, clique aqui e faça depois download
02 Janeiro 2009
Ano Lectivo 1961/62
Colaboração fotográfica – Victor Reis
Para foto ampliada clique AQUI fazendo de seguida download.
19 Dezembro 2008
Feliz Natal e um bom Ano Novo!
A todos os visitantes que por este espaço passaram e em particular aos que nele colaboraram, desejo-vos Feliz Natal e um bom Ano Novo! 12 Dezembro 2008
Retratos I !
08 Dezembro 2008
Casa Farol !
Fotografia de 1905. Ao centro, Florência Maria Nunes e Manuel José Rodrigues ("Manuel Castanhas") ladeados por suas filhas, Aurelina Nunes Rodrigues e Júlia Nunes Rodrigues.
Francisco Maria Borges, Aurelina Nunes Rodrigues, Olímpia, Luíz Reis e Rui Borges.
Antiga Casa Castanhas, nos anos quarenta. Na varanda, Francisco Borges, Olímpia, Aurelina Borges e Eugénia Justino.
Francisco Borges, Aurelina, Francisca Carvalho e Olímpia.
Francisco Borges, Rui Borges, Olímpia, Aurelina e o pequeno Víctor Reis.
Francisco Borges, Rui Borges, Aurelina Rodrigues, Víctor Reis e sua mãe, Olímpia.
Vírginia de Jesus, Rui Borges, Maria Helena Cachado e Leolinda.
Rui Borges, Francisco Borges, Manuel Barrão e Manuel Galvão.
Colaboração fotográfica de Víctor Reis
05 Dezembro 2008
Retratos!
02 Dezembro 2008
Correio da Extremadura em 1911
Pesquisa jornalística de Bruno Cruz
27 Novembro 2008
Manuel Sabino Duarte "Veca"
Foto de 1964 - Colaboração de Victor Reis
24 Novembro 2008
Santa Cruz do Pombal
Pormenor da página 253 Tomo III de onde se pode constatar a referência a Santa Cruz do Pombal, antiga designação do Pombalinho.
20 Novembro 2008
A Heráldica do Pombalinho!
Estrela Branco - Do Livro "A Heráldica do Município de Santarém"
Colaboração de Joaquim Mateiro a partir do livro " A Heráldica do Município de Santarém" de Nov-2001
14 Novembro 2008
Pombalinho eleitoral!
Na página 2 , um resumo com o teor do discurso que o Dr Alfredo Pimenta proferiu no teatro do Pombalinho, perante numerosa e entusiasta assistência. Para uma melhor visulização do artigo cliquem p.f. aqui e aqui fazendo de seguida os respectivos downloads.
09 Novembro 2008
Fim de ano 1970!
Colaboração fotográfica de Fernando Leal
04 Novembro 2008
Pombalinho histórico!
Diccionario Geografico, ou Noticia Historica de todas as Cidades Villas e Lugares. Foi editado em Lisboa na Regia Officina Sylviana da Academia Real no ano de 1747 , sendo seu autor o padre Luiz Cardoso da Congregação do Oratorio de Lisboa .
... Como se pode constatar neste dicionário, o actual Pombalinho, ao ano de 1747, chama-se Pombal e estava integrado conjuntamente com a Azinhaga na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição. Pertenciam à província da Estremadura, Patriarcado de Lisboa e à Villa de Santarém.
Para leitura integral das páginas 736 e 737 , faça download aqui + aqui .
Uma outra publicação intitulada "Diccionario Chorographico do Reino de Portugal", editada em Coimbra no ano de 1878 e o seu autor é Agostinho Rodrigues de Andrade.
.. Neste livro, o Pombalinho já é considerado freguesia do distrito e concelho de Santarém e pertence à comarca e julgado da Golegã. Está integrado no patriarcado de Lisboa, tem direcção de correio e 724 habitantes.
Para leitura integral desta página 145, faça download aqui .
Este último livro intitulado "Diccionario da Chorographia de Portugal", foi editado no Porto no ano de 1884 e o seu autor foi J. Leite de Vasconcelos.
... Neste ano de 1884, o Pombalinho era freguesia de Santa Cruz, concelho e distrito de Santarém, comarca da Golegã, 682 habitantes e anexada civilmente à Azinhaga.
Para leitura integral desta página 125, faça download aqui .
Informação sobre esta publicação, retirada daqui
31 Outubro 2008
Ano lectivo de 1947/48
28 Outubro 2008
Quinta Fernão Leite em 1940/45
As fotografias que temos o prazer de publicar, referem-se a trabalhos na eira da Quinta de Fernão Leite e foram registadas por António de Menezes entre os anos de 1940/45. Elas encontram-se emolduradas em casa de seu filho António Carlos Barreiros Nunes de Menezes, que por sua amabilidade, foi-nos possível reproduzi-las para suporte digital por intermédio do nosso amigo Joaquim Mateiro e assim incluí-las na galeria histórica do “Pombalinho”.
O conjunto da máquina a vapor que fazia comandar a debulhadeira. Para esta tarefa mecanizada exigia-se também alguma experiência e muita rotina. Homens que tinham por missão normalizar a entrada o cereal na máquina, outros transportando em carros de mão fabricados ainda em madeira, o trigo já debulhado e outros que não se vêm na foto mas que tinham a responsabilidade de alimentar o depósito de àgua da respectiva máquina a vapor, eram presenças muito importantes neste trabalho de debulha por volta dos anos de 1940/45.
Nesta foto procede-se à medição com um alqueire, do feijão branco que se vai metendo dentro de sacos de linhagem. Reconhecem-se de entre outros, o José Cordoeiro, Joaquim Machourro e Pedro, o boieiro.
Colaboração nos textos de Joaquim Mateiro
23 Outubro 2008
Inspecção Militar!
Nestas fotografias recordamos dois grupos de jovens pombalinhenses que integraram anos diferentes das respectivas inspecções militares.
Fotos gentilmente cedidas por António Carlos B N de Menezes e Joaquim M B Mateiro
18 Outubro 2008
Ainda as cheias no Pombalinho!
Atente-se no pormenor das pedras colocadas no solo e na linha limite do alagamento, para uma leitura mais rápida e directa da subida do nível da cheia.
Como notas finais, o agradecimento ao Fernando Furtado Barreiros por ter possibilitado a publicação de mais esta preciosidade e ao Joaquim Mateiro pela colaboração na “interpretação” possível desta bela fotografia.
15 Outubro 2008
Cheias de 1940/41
10 Outubro 2008
Escritura da antiga Escola Primária
Sabia-se que a antiga Escola Primária do Pombalinho, localizada na rua Carolina Infante de Câmara, tinha sido doada por acto de benemerência às entidades de então responsáveis pelo destino colectivo da freguesia. Algumas dúvidas persistiam no entanto entre alguns nossos conterrâneos, sobre quem tinha praticado esse acto de tão elevada nobreza e igualmente sobre este assunto, algumas opiniões foram emitidas nem sempre de forma correcta e necessáriamente isentas de um imprescindível rigor histórico, ainda mais quanto se trata, como é manifestamente este o caso, de actos há muito realizados e porventura carentes de comprovativos documentais. Assim sendo e como o assunto nos pareceu de certo modo entusiasmante resolvemos desenvolver as diligências necessárias que nos pareceram as mais correctas neste tipo de situações. A conselho do ex-presidente da Junta de Freguesia ( Joaquim B Mateiro que nos dizia que o documento referente à respectica escritura de doação se encontrava talvez na Torre do Tombo) contactámos o Arquivo Distrital de Lisboa e para nossa surpresa, ao fim de pouco mais de uma semana já tínhamos em nosso poder uma fotocópia desse importante e histórico documento para a história do Pombalinho.
Como se pode fácilmente perceber, a interpretação da escrita não é de fácil leitura, daí o facto de só agora o termos publicado, mas no essencial do que está nele manuscrito entende-se perfeitamente o objectivo que levou João da Cunha Cardoso Osório Ferraz e Castro de Portocarreiro, 2º Visconde de Portocarreiro a um acto de tão elevada nobreza para a população do Pombalinho no dia 25 de Novembro de 1885. Os recortes que a seguir publicamos são exactamente as passagens da escritura que consideramos de maior relevância, em forma de legenda estão os respectivos textos rigorosamente transcritos por documento oficial da autoria de Jorge Filippe Cosmetti.
"Saibam quantos esta pública escriptura de doação virem: que no anno de nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e setenta e cinco, aos vinte e cinco dias do mês de Novembro nesta Cidade de Lisboa, rua Aurea numero vinte e seis, neste escriptório compareceram o Visconde de Portocarrero João de Cunha Cardoso Ozório Ferraz e Castro de Portocarrero. Par do Reino, solteiro e maior morador na Rua Formosa Nº 45; pessoa que conheço pelo próprio. E logo disse em minha presença e na das testemunhas ao diante assinadas: Que elle é senhor apropriado de uma casa sita na rua direita da freguesia de Pombalinho, concelho de Santarem; que consta de lojas e vasto primeiro andar assobradado, com janelas porta e escadaria de pedra... "
"... Que pela presente escriptura , de sua livre e espontânea vontade , faz pura doação de hoje em diante à Junta da Parochia da Freguesia de Pombalinho do primeiro andar desta casa com destino a Escola primária da referida freguesia ; continuando porem a ficar-lhe pertencendo a plena propriedade das lojas da referida casa o que servem de celleiros. Que desde já tira e desiste... "
Colaboração interpretativa do texto original - Bruno Cruz
Para consultar a escritura original em formato PDF, por favor clique aqui + aqui
Nota - Já depois desta publicação ter sido feita, chegou-nos por gesto simpático de Luís Filipe Júlio, uma transcrição oficial do texto original, feita em 6 de Julho de 1901 e da autoria de Jorge Filippe Cosmetti, perito em paleografia. Para aceder também a esse importante documento, clique aqui + aqui e aqui
06 Outubro 2008
Energia eléctrica no Pombalinho!
Colaboração fotográfica - Gina Cordoeiro
30 Setembro 2008
Costureiras I
Nesta foto registado por volta do ano de 1958, podemos reconhecer da esquerda para a direita Maria Adelaide Leal, Deolinda, Ema Braga, Hilária Cordoeiro, Ema Minderico, Rosa Romão, Evangelina Barros, Maria Alice e ao centro uma menina de seu nome, Milai.
Colaboração fotográfica de José Assunção
24 Setembro 2008
Rua Barão de Almeirim em 1996!
Retirado de uma importante e vastíssima colecção que Teresa Cruz vem publicando no seu blog temático, este postal bem merece que o utilizemos de porta de entrada para uma visita a este dedicado trabalho que recentemente atingiu a sua milésima postagem.
Colaboração no texto – Joaquim MB Mateiro
22 Setembro 2008
Cartões de identidade!
Colaboração documental de Joaquim MB Mateiro e Júlio Gabriel Santos
17 Setembro 2008
Atestado de pobreza!
Colaboração documental – Júlio Gabriel
09 Setembro 2008
Ponte Fernão Leite em 1911
Mas voltando à fotografia que se crê ser de 1911, segundo palavras do próprio Fernando Barreiros, nela ficaram registados o seu avô Júlio José Barreiros e seu pai Júlio Câmara Barreiros, então com 5 anos de idade. A leitura que nos é possível fazer desta invulgar imagem da Ponte de Fernão Leite, é que pelo estado de conservação dos pilares de assentamento do tabuleiro, poderemos concluir, não se tratar da sua construção original mas sim do resultado de uma acção destruidora a que foi sujeita, proveniente talvez de uma cheia com características devastadoras que por ali passou. Esta tese pode ser reforçada com a leitura de um texto da “Empreza da História de Portugal” que publicamos a 20 Março de 2007 e no qual se lê num determinado parágrafo que, “No sítio da Alverca ainda se podem ver os restos d’uma ponte que ali houve para serventia dos povos de Pombalinho e Reguengo, quando a cheia era grande. Esta ponte ainda hoje seria de reconhecida vantagem, e a respectiva câmara bem poderia sem grande sacrifício reconstruí-la, pois qualquer das citadas povoações contribui fartamente para as receitas municipaes.”
Paradoxalmente ou não e passados que foram cerca de cem anos, continuamos sentimentalmente a clamar pela sua reconstrução, como tive oportunidade de fazê-lo em consequência de uma passagem mais atenciosa que lhe fiz no passado 27 de Abril de 2008 !
04 Setembro 2008
A carroça!
Nesta bem ilustrativa fotografia de 1953/54 sobre esses tempos outrora vividos, podemos reconhecer Gabriel Joaquim, seu filho Júlio Gabriel e sua esposa Albertina dos Santos.
Colaboração Fotográfica_ Júlio Gabriel
23 Agosto 2008
1º Barão de Pombalinho
Nasceu no Porto em 20 de Abril de 1783 e é filho de Francisco Luís de Brito de Araújo e Castro e de Ana Luísa da Cunha Coutinho Osório e Alarcão de Portocarrero.
Sua mãe, 14ª Sra. da Quinta da Torre em Villa Boa de Quires nasceu a 27 de Novembro de 1746 e morreu a 6 de Maio de 1801 tendo casado por três vezes: 1ª com Filippe Carneiro de Faria Pereira Manso, senhor dos Morgados da Parreira e da Cerieira, Capitão Mor de Ourém; 2ª em 1777 com Francisco Luíz de Brito Araújo e Castro, senhor da Casa de Casal de Soeiro no Concelho dos Arcos, Cavaleiro da Ordem de Chr e Desembargador do Porto , que nasceu a 12 de Março de 1733 e morreu a 20 de Fevereiro de 1793; 3ª com o Desembargador José Cândido de Pina e Mello.
Casou em 1812 com Rita Mariana Giralda Freire, viúva de Manuel Nunes Gaspar e mãe de Manuel Nunes Freire da Rocha, 1º Barão de Almeirim.
Foi condecorado com a Cruz Ouro da Guerra Peninsular, na qual serviu, principiando em Capitão de Cavalaria na Leal Legião Lusitana de Napoleão e finalizando em major do Regimento Nº3, Posto de que se demitiu. Em 1833 prestou importantes serviços à causa da Rainha, foi Governador-Geral do Distrito de Santarém em 1846 e Comandante do Batalhão Móvel dos Voluntários de Santarém.
Almeida Garrett a ele se refere nas Viagens na Minha Terra: “No caminho encontrámos o nosso antigo amigo, o Barão de Pombalinho, - barão de outro género, e que não pertence à família lineana que nesta obra procurámos classificar para ilustração do século -, cavalheiro generoso, e tipo bem raro já hoje da antiga nobreza das nossas províncias, com todos os seus brios e com toda a sua cortesia de outro tempo, que em tanto relevo destaca da grosseria vilã dessas notabilidades improvisadas...
Vinha em nossa procura para nos guiar. Seguimo-lo.”
No Diccionario bibliographico portuguez, é referenciado por Innocencio Francisco da Silva, “Em uma contenda forensa , suscitada entre elle (Manuel Vieira da Silva, médico) e António de Araújo Vasques da Cunha, que morreu barão de Pombalino, por parte dos herdeiros de Manuel Nunes Gaspar, capitão-mór de Santarém, sobre a validade da mercê que D.JoãoVI fizera ao physico-mór de uns accrescidos no denominado monchão dos Coelhos, próximo às lezírias do Ribatejo, publicaram-se de ambos os lados pela imprensa memorias em que cada um dos contendores allegava os seus direitos contra os do adversário...”
António de Araújo Vasques da Cunha Portocarrero, morreu em 10 de Maio de 1855.
16 Agosto 2008
1º Barão de Almeirim
O seu mais ilustre proprietário, talvez tivesse sido Manuel Nunes Freire da Rocha , 1º Barão de Almeirim que nasceu a 28 de Setembro de 1806 em Santo Estêvão do Santíssimo Milagre, Santarém. Era filho de Manuel Nunes Gaspar e de Rita Mariana Giralda Freire, foi aluno do Colégio Militar, fidalgo cavaleiro da Casa Real, Cavaleiro Professor na Ordem de Cristo, 3º Senhor do paço das Lameiras, deputado em várias legislaturas e Governador-Geral do distrito de Santarém. Sua família foi proprietária de várias terras no Pombalinho, como a Quinta do Outeiro, Mouchão da Velha, Quinta da Melhorada, Fonte Santa, Tapada do Secretariado e Mouchão do Inglês, assim como do prédio rústico e respectiva horta, situados na rua com a actual designação de Barão de Almeirim.
Manuel Nunes Freire da Rocha, casou em Lisboa com Luísa Maria Joana Braamcamp de Almeida Castelo Branco a 28 de Outubro de 1835 de quem teve três filhos, Maria Inácia Braamcamp Freire da Rocha, Manuel Nunes Braamcamp Freire 2º barão de Almeirim e Anselmo Braamcamp Freire, escritor, historiador, arqueólogo e genealogista.
Alguns dos seus descendentes ficaram ligados historicamente ao Pombalinho por razões marcantes das suas vidas como foi o caso de sua neta e filha de Manuel Nunes Braamcamp Freire 2º Barão de Almeirim, Clarisse Braamcamp Freire , que casou nesta aldeia em 28 de Abril de 1913 com José Soares Pinto de Cabedo e Lencastre, Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, ou de outro seu neto e irmão da mesma Clarisse, Manuel Braamcamp Freire 3º barão de Almeirim, que na mesma terra faleceu em 18 de Novembro de 1912. Também quatro suas bisnetas, filhas de Carlos Braamcamp Freire 4º Barão de Almeirim, ao Pombalinho ficaram igualmente ligadas por questões de natalidade, foram elas, Maria Luísa Braamcamp Freire que nasceu em 28 de Agosto de 1903, Maria Isabel Amado Braamcamp Freire , conhecida por "Nicha" que nasceu em 29 de Setembro de 1913, Maria da Madre de Deus Amado Braamcamp Freire , conhecida por "Piinha" que nasceu em 17 de Maio de 1915 e finalmente Maria Inácia Amado Braamcamp Freire , conhecida por “Naça”, que nasceu em 9 de Junho de 1922.
Sua mãe, Rita Mariana Giralda Freire , por ter ficado viúva de seu pai Manuel Nunes Gaspar, casa em segundas núpcias com o barão do Pombalinho, António Araújo Vasques da Cunha Portocarrero.
Seus descendentes deixaram em regime de depósito no Arquivo da História Social do Instituto de Ciências Sociais o espólio da "Casa Barão de Almeirim" , cujo inventário oscila entre os anos 1794 e 1959.
Manuel Nunes Freire da Rocha veio a falecer em 16 de Julho de 1859.
29 Julho 2008
Férias!!!
25 Julho 2008
Mascarilhada em 1900!
Colaboração fotográfica - Fernando Furtado Barreiros
21 Julho 2008
Trabalho na eira em 1911!
A Casa dos Arcos, a que se refere Fernando F Barreiros, suscita do Joaquim Mateiro também o comentário de que “ só foi sede da Junta de Freguesia em 26 de Setembro de 1977 quando foi doado o edifício pelo senhor Manuel João Barbosa e sua esposa Dona Maria Manuela Coimbra Barbosa durante a presidência de Francisco Brás Barrão Júnior”, não deixando de realçar ainda sobre a fotografia “ ...estou atento a todos o s pormenores como sempre, vejo as máquinas, as pessoas, o monte e os sacos de trigo, as forquilhas e as pás, o carro de bois com um grande barril de água para alimentar a máquina a vapor, o edifício da antiga Escola Primária, a casa dos Arcos como lhe chama o nosso Amigo Fernando Barreiros, onde residia o seu avô....”
Enfim, mais um importante documento que orgulhosamente publicamos nesta bonita caminhada histórica sobre a nossa terra!
Colaboração Fernando F Barreiros e Joaquim B Mateiro,
17 Julho 2008
Trabalho na eira!
Colaboração fotográfica - Fernando Furtado Barreiros
12 Julho 2008
Uma questão de ética!!!!
03 Julho 2008
Pombalinho em 1900!!!
Colaboração Fotográfica_Fernando Furtado Barreiros
25 Junho 2008
Rancho da Adega
Estas fotografias que escolhi para ilustrar esses tempos vividos ainda bem longe da mecanização que hoje predomina nos campos agrícolas, foram gentilmente cedidas pelo Guilherme Afonso em 25 de Maio de 2007 com opinião um pouco crítica quanto à insuficiente qualidade das mesmas! Pois bem, elas aqui estão..., independentemente de terem ou não a qualidade desejada, o que importa mesmo é que se fale da nossa terra e das suas histórias, fazendo jus à ideia de que “nenhum futuro se constrói sem memórias!” Nós tentaremos seguir por aí!
21 Maio 2008
Maioral Angelino!
No verso da fotografia está manualmente escrito a seguinte informação: "maioral Angelino, avô da Aurora , ano 1921".
15 Maio 2008
Fotografias !!!
Ah é verdade!!! O que as duas fotografias tão diferentes tem de comum é que foram registadas ambas no Reguengo de Alviela.
29 Abril 2008
Homenagens!
É com estas palavras que iniciamos uma pequena viagem às memórias de quem os Pombalinhenses em gestos de muita dignidade e gratidão, souberam preservar. Clique por favor, AQUI
16 Abril 2008
Folclore II
Outra imagem da actuação do Grupo Folclórico, em Alpiarça.
10 Abril 2008
Gente bonita!
Normalmente tem existido uma preocupação de publicarmos fotografias que possuam motivos referenciais com histórias ou simplesmente factos que tivessem como protagonistas as gentes da nossa terra. Nesta que hoje escolhi para integrar a galeria visual do Pombalinho, encontrei-a por acaso de entre outras mais que se encontram arquivadas na directoria do disco do meu computador que designei por "Para publicação" ! Confesso que não lhe encontro ligação com algum evento particularmente representativo que tenha ocorrido na nossa terra, mas pela postura simpática de todo o grupo, arrisco a prever que algo de especial aconteceu no preciso momento em que o fotógrafo passava pelo cruzamento da Rua 1º de Dezembro com a Rua Manuel Monteiro Barbosa !!! Aqui fica pois, o registo!
04 Abril 2008
Dr. Victor Semedo I
Não fui muitas vezes, felizmente, consultado pelo Doutor Semedo. Lembro-me de a ele recorrer devido a algumas amigdalites já um pouco em estado de inflamação avançada e nada mais do que isso, mas todos nós, creio, que por razões familiares sabemos quanto foi importante o desempenho do Dr. Victor Semedo na assistência médica domiciliária em situações de saúde mais agudas. E a população do Pombalinho sabia perfeitamente que de bicicleta ou mais tarde de automóvel, ele sempre acabava por pedir licença para entrar, depois de bater à porta, independentemente da hora do dia a que fosse chamado. E por isso muito justamente ficou registado na vida colectiva de todos nós, o agradecimento que os Pombalinhenses lhe quiseram endereçar numa bonita Festa de Homenagem realizada em 1982.
Num ambiente de grande cumplicidade, todos quiseram estar com o nosso médico de família. Reconhecem-se de entre outros, Ana Leal, Francisco Barrão, Georgina, Maria Luísa Narciso, Diamantina Carvalho, o homenageado Victor Semedo, Ladislau Teles Botas e Maria Júlia.
Já aqui nos tínhamos referido ao Doutor Victor Semedo, mas nunca será demais no que nos é possível, mantermos viva a memória do seu contributo como médico e homem no bem-estar das gentes do Pombalinho.
Colaboração fotográfica_ Maria Luísa Narciso
24 Março 2008
Bateiras
Para reviver uma vez mais esse dia de tão peculiar significado, passemos por este bonito texto da Teresa Cruz e relembremos algumas fotografias que bem ilustram esses saudáveis ambientes criados à volta das Bateiras.
“Um pouco por todo o País é vulgar realizarem-se piqueniques na Segunda-Feira de Páscoa. Na nossa região, esse costume continua bem vincado e é daquelas tradições que têm conseguido ser transmitidas às gerações mais novas e felizmente, aceites por elas.
Na vizinha Azinhaga, o tradicional piquenique aparece ligado ao arraial da Senhora da Piedade cuja procissão se realiza no Domingo de Páscoa (segundo Augusto do Souto Barreiros – Azinhaga, Livro de Horas).
No Pombalinho, a tradição da Segunda-Feira das Bateiras não parece ter nascido com o mesmo cariz religioso, mas apenas de alegre e salutar convívio. O termo Bateiras parece, segundo alguma tradição oral, derivar da zona campestre onde se efectuaram os primeiros piqueniques e onde a tradição terá nascido. Provavelmente perto do rio Tejo (digo eu, já que “bateira” é um pequeno barco fluvial). Encontremos ou não a verdadeira origem dos festejos, o que importa é que a tradição ainda vai sendo o que era, e não é raro encontrar grupos de jovens ou menos jovens que, na Segunda-Feira de Páscoa (ou até na véspera) partem bem cedo para o campo, em busca do melhor local para se deliciarem com os melhores petiscos que cada um é capaz de preparar (sem micro ondas ou outros que tais, que o petisco sabe melhor preparado no próprio local e temperado com o melhor ar do campo).”
Teresa Cruz 13 Fevereiro de 2007.
José Barreiros, Luís Conceição, Manuel Barros, José Guilherme, Manuel Fonseca, Luís Alcobia, Chico Bento, Júlio Gabriel
António Lobo e Manuel Bacalhau
Colaboração Fotográfica - Joaquim Mateiro/Maria Luísa Narciso/António Silva
Para uma selecção fotográfica das Bateiras ao longo dos tempos, cliquem aqui e depois de acederem ao ficheiro Pombalinho-Bateiras.pps, voltem a clicar em "open"!
20 Março 2008
Páscoa!!!
08 Março 2008
Costa Brás
Devemos pois a Costa Brás, como conterrâneos mas acima de tudo como portugueses, uma enorme dívida de gratidão pela forma exemplarmente cívica como serviu Portugal em momentos de particular responsabilidade para o futuro do país.
Debate de apresentação do programa do V Governo Constitucional
Debate de apresentação do programa do V Governo Constitucional. A primeira-ministra, Maria Lourdes Pintasilgo ladeada por Costa Brás e Loureiro dos Santos
Debate de apresentação do programa do V Governo Constitucional. A primeira-ministra, Maria Lourdes Pintasilgo ladeada por Costa Brás e Loureiro dos Santos
Estudou em Coimbra no Liceu D João III, onde chegou a acompanhar nas incursões musicais que então fez, António Portugal, Luís Goes e José Afonso.
Participou em reuniões na preparação e elaboração do Programa do MFA que serviu como linha programática à Revolução do 25 de Abril de 1974.
Participou no 1º Governo Provisório como Adjunto Militar do 1º Ministro Palma Carlos.
Foi Embaixador dos Serviços Externos do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Julho a Dezembro de 1975.
Ministro da Administração Interna dos II e III Governos Provisórios chefiados por Vasco Gonçalves, organizou o Recenseamento Eleitoral e preparou as Eleições para a Assembleia Constituinte ( as primeiras eleições livres em Portugal).
Ministro da Administração Interna do I Governo Constitucional chefiado por Mário Soares em Julho de 1976.
Ministro-adjunto para a Administração Interna do V Governo Constitucional chefiado por Maria Lurdes Pintassilgo.
Alto-comissário para a Corrupção, por nomeação do Governo e depois por eleição da Assembleia da Republica, entre 1983 e 1993.
Provedor da Justiça por nomeação do Presidente da Republica, general Costa Gomes, em Dezembro de 1975.
Administrador da Hidroeléctrica de Cabora Bassa, de 1979 a 1981 e seu Presidente do Conselho de Administração de 1993 a 1996.
27 Fevereiro 2008
Maria José e Verónica Nunes
Colaboração Fotográfica_ Maria Luísa N Duarte

Maria Luísa dando início à abertura da cerimónia
As duas homenageadas na companhia do padre Lage
19 Fevereiro 2008
Entrada de Touros em 1910!
Postal retirado deste espaço , do nosso "vizinho" André.
Este postal foi amavelmente cedido por Maria Luísa Narciso e serviu, como se pode testemunhar, para a Comissão agradecer a alguém em particular no apoio que prestou para a realização das Festas em Honra de S Sebastião, nos dias nos dias 31 de Julho, 1 de Agosto e 2 de Agosto de 1948
09 Fevereiro 2008
Vera Cruz Futebol Clube VII
Ao olhar para esta fotografia, não posso deixar de me recordar desses tempos maravilhosos que a todos, os que andaram nessas andanças do futebol, marcaram de uma forma muito particular. No Pombalinho vivia-se tempos de ausência da sua equipa de futebol nos campeonatos regulares da então denominada FNAT. Não me lembro quais as razões, mas de facto a nossa terra ao não integrar essa competição, ficou com menos brilho naquelas tardes de domingo em que fazíamos verdadeiras peregrinações em direcção ao antigo campo das Ónias! Aquela geração de ouro da qual faziam parte o Zé Gomes, o Carlos Feijão, o Zé Guilherme, o Ezequiel Leal, o Manuel Barão, o Ezequiel Mateiro, o Zé Leal e tantos outros, tinha chegado ao fim e a sua sucessão possivelmente não foi devidamente preparada de modo dar continuidade à participação do Pombalinho nesses campeonatos regionais de futebol. Tínhamos vivido a nível nacional, a brilhante participação de Portugal no Mundial de 66 e o entusiasmo sentido era propício a que o futebol fosse tema de empolgação nas vidas de muita gente. Joaquim Meirim, o fenómeno Meirim, tinha tomado conta das paixões futebolísticas e no Pombalinho sentia-se uma vontade enorme de fazer renascer a sua equipa de futebol. O timoneiro dessa aventura foi um homem chamado Heliodoro da Silva Bacalhau, tratado simplesmente por Sevilha, devido à profissão de barbeiro que abraçou assim que chegou do cumprimento do serviço militar por terras de África. A sua barbearia localizada mesmo ao lado do palacete Barão de Almeirim, onde em tempos no mesmo ofício tinha sido de António Barbeiro, era o local de contágio a um conjunto de jovens ávidos em calçar as chuteiras e vestir as camisolas representativas da sua terra. Dos planos à sua concretização foi num ápice e o grupo naturalmente disse presente ao desafio do Sevilha. Os treinos eram sistematicamente ministrados "à Meirim", corridas nocturnas (pois durante o dia era para trabalhar para uns e outros para estudar em Santarém) até ao Chões, passando no regresso pelo Reguengo, Alverca grande e Pombalinho. Depois era banho com água fria na Casa do Povo , porque água aquecida pelo esquentador ainda era considerado um luxo nesses anos setenta do século passado. E pronto, lá estávamos atleticamente preparados para o início do campeonato, não éramos tecnicamente muito habilitados, mas tínhamos uma condição física que causava inveja a outras equipas do nosso grupo. E esta fotografia, curiosamente vista pela primeira vez por quem escreve estas linhas ao fim de trinta e seis anos, retrata exactamente o Sevilha tal como ele era nessa sua missão de treinador do glorioso Vera Cruz Futebol Clube..., sorridente em qualquer circunstância e sempre com uma fé inabalável nos seus jogadores.
Resta-me dizer que esta foto só foi possível ser publicada neste espaço, porque o Heliodoro da Silva Bacalhau chamando-me á sua actual barbearia situada na Estrada Real, retirou-a de uma parede onde estava religiosamente pendurada e disse-me: Manel, leva-a, tira uma cópia para ti e traz-ma quando quiseres!
E eu digo-lhe daqui: Muito Obrigado, Sevilha, por me teres possibilitado este pequeno texto, sentido... sobre o nosso Pombalinho!
Para a memória colectiva, de pé e da esquerda para a direita, Heliodoro da Silva Bacalhau “Sevilha”, António Carlos, Alexandre, Coradinho, António Brás, Hermínio Feijão, Manuel Gomes , José Gomes e Carlos Cavaco. De joelhos e pela mesma ordem, José Correia, Carlos Moura, Carlos Melão, Miguel da Costa, António Carlos “Nonin” e Júlio Légua.
Como curiosidade, neste jogo realizado no campo das Ónias a contar para a taça da FNAT, defrontamos o Muge e perdemos por 0-4.
04 Fevereiro 2008
Belos Tempos!!!!
Na loja do Borges, em frente à entrada da cozinha havia uma zona onde eram servidas as bebidas alcoólicas e outras. Da esquerda para a direita, Manuel Gomes, Joaquim Melão, Rui Borges, Manuel da Luz, Francisco Duarte, Mãe e sobrinha de Francisco Maria Borges.
No exterior da taberna do Hermínio Minderico situada na Rua Joaquim Gonçalves Ferreira. Da esquerda para a direita, Hermínio Minderico, Manuel Gomes, António Romeu, Joaquim Alfaiate, Francisco Duarte e Manuel Inácio.
26 Janeiro 2008
A praça em 1964
Em três locais diferentes e por esta ordem conheci eu a “praça”: no cruzamento da Rua de Santo António com a estrada que vai para a Azinhaga; junto à taverna das Motas, que confinava com o recinto da igreja; e no adro da igreja. Era um tempo em que raramente passava um veículo puxado por animais ou um ciclista, e mais raramente ainda um veículo motorizado. E, por isso, o pessoal ocupava a estrada.
Texto e Fotografia de Guilherme Afonso
16 Janeiro 2008
Cheias do Tejo
Em 2006 ocorreram no Pombalinho as últimas cheias , hoje resta-nos esta militância de vontades no reabrir deste tema de modos diferentes, mas que a muitos Pombalinhenses marcou, com toda a certeza, episodicamente as suas vidas!

Pombalinhenses em missão de ajuda aos nossos vizinhos de Reguengo de Alviela .
Foto_Correio da Manhã
Cheia que assolou o Pombalinho no ano de 1964, com as mulheres lavando roupa nas tão características "tripeças" e as crianças brincando na água. Momento registado fotograficamente por Guilherme Afonso, na confluência da Rua de Santo António com a Rua Manuel Monteiro Barbosa.
13 Janeiro 2008
Casamentos VIII
05 Janeiro 2008
A poda!
Esta fotografia refere-se a um dos últimos grupos de trabalhadores do Pombalinho que podaram as vinhas da Quinta da Baronesa, não se sabendo exactamente o ano em que foi registada. De entre outros, podem-se reconhecer o António Maria, o Jerónimo Mogas, o Nicolau Mogas, o Manuel “da neta” , o Diamantino Grais, o Peralta, o Carlos Eleutério, o Avilez, etc...
Colaboração Fotográfica_João Condeço
27 Dezembro 2007
Fim de Ano de 1971!!!
Dançando uma valsa ou quem sabe um tango, mesmo, mesmo, é a boa disposição demonstrada por este alegre par de dançarinos
Uma pausa para a pose fotográfica
Tinha chegado o momento da confraternização à volta da mesa!Algumas caras bem nossas familiares ficaram retratadas nestas fotos. Reconhecemos a Gena Hilário, o José Lino, o António Carlos Martins, o António Carlos Branco, a Carolina a Maria Albertina, o Miguel da Costa etc...
16 Dezembro 2007
Então é Natal !!!
Aproxima-se mais um Natal e o despertar das nossas memórias é accionado de uma forma instantânea e já um pouco distante, ao que vamos preservando cuidadosamente nos baús das nossas existências. Lembro-me das fantasias que nos eram proporcionadas com o chegar dos festejos natalícios. O tempo, esse, era frio e chuvoso como se as condições atmosféricas adivinhassem que os presépios só adquiririam o seu verdadeiro sentido, se revestidos com o musgo que cuidadosamente íamos buscar aos troncos grossos das oliveiras que então existiam..., daquelas que foram arrancadas por já não serem produtivamente rentáveis! O estábulo onde estava o Menino acompanhado pelas restantes figuras tradicionais, assim como o caminho percorrido pelo Baltasar, Belchior e Gaspar, era iluminado por umas pequenas velas de cera, transmitindo a todo o presépio um sentido bem diferente daquele que hoje lhe damos com aqueles cordões de iluminação eléctrica, comprados e fabricados num qualquer país asiático! E o sapatinho? O mistério existia mesmo! Na noite de Natal lá o colocávamos a um cantinho das lareiras dos nossos pais e logo pela manhã bem cedo lá estávamos para ver os tão desejados presentes do Pai Natal. Podiam ser simples, mas a magia de um ambiente de felicidade por este momento único, funcionava de uma forma contagiante a toda a família. Depois e ainda pela manhã, chegava a hora de nos deliciarmos com os tão esperados velhoses e coscorões. Já os tínhamos provado na Noite de Natal ainda quentes da fritura e na qual o papel da nossa avó em conjunto com a necessária ajuda da nossa mãe se tornavam em presenças indispensáveis, mas a partir de agora era certo que os famosos fritos iriam fazer parte dos nossos pequenos-almoços até ao Domingo de Reis. Hoje compram-se em qualquer confeitaria, não existindo mais esse maravilhoso ritual do seu fabrico em ambiente verdadeiramente natalício. Em vésperas do Natal, já a abóbora menina tinha atingido o seu estado ideal de maturação. Trazida da horta, era descascada, limpa das pevides e cortada aos cubos, de seguida colocava-se dentro duma enorme panela com água para ser devidamente cozida. Depois era amassada num alguidar de barro, onde previamente se tinha misturado a farinha, o sal, ovos e um pouco de fermento. A partir daí era o segredo, as mãos fechadas permitiam que os nós dos dedos transformassem essa mistura numa massa tenra e pronta a dar os famosos velhoses e coscorões, sem que antes não se tivesse tapado com uma manta bem grossa o preparado de modo a levedar convenientemente para o dia seguinte. Hoje abrimos o baú e estas lembranças invadem-nos o coração! Uma amiga interrogava-se a propósito, sobre o que tinha feito para tudo que isto não se tivesse perdido no tempo! Interrogando-me no mesmo sentido, suspeito, com as razões que me assistem, da inevitável evolução intrínseca da vida! Resta-nos as memórias..., e se tivermos tempo, iremos abrindo aos tempos de hoje, a bela arca das nossas memórias. Um Bom Natal para todos!
14 Dezembro 2007
Casamentos VII

Mas como hoje em que estamos a recordar esse momento tão importante na vida da Milita e do Joaquim, coincide precisamente com o dia do seu noivado, 14 de Dezembro de 1969, daqui lhes enviamos muitos parabéns pela passagem do seu trigésimo oitavo aniversário de casados.
04 Dezembro 2007
Pombalinhenses em Lourenço Marques II
Em Fevereiro de 2007 referimo-nos aqui neste espaço aos Pombalinhenses que por circunstâncias da vida rumaram até à então denominada província ultramarina de Moçambique, na busca de condições de vida que lhes eram negadas no também então chamado Portugal continental. Recentemente chegou-nos este bonito registo de um encontro desses nossos conterrâneos, onde a alegria e boa disposição está manifestamente presente neste momento vivido de saudável confraternização. Que saudades, dirão com toda a certeza! Mas viver é isto..., sempre que estes quadros nostálgicos nos surgem nas esquinas da vida, mais não teremos de fazer do que meditar os caminhos que percorremos para entendermos melhor os viajantes que somos!Já depois desta publicação ter sido disponibilizada na internet, recebi do nosso Amigo Joaquim Mateiro uma prestável colaboração na identificação deste grupo de Pombalinhenses em terras de Moçambique. Assim sendo, podemos reconhecer da esquerda para a direita, o Joaquim Henriques, o Alcides Vieira, o António Duarte, o Manuel Cavaleiro, o António Leal, a Lena Leal, o Luís Conceição, o José Alexandre, a Maria Adelaide Leal, o José Alcobia, a Lourdes Teixeira, a Carolina Teixeira, a Elvira Teixeira e o Diamantino Teixeira. Na frente e pela mesma ordem, a Níu, filha da Lourdes Teixeira, o Mário e o Paulo Alexandre, o Luisinho Teixeira, um colega do Alcides, o Joaquim Mateiro, a Milita Mateiro e a Lourdes.
30 Novembro 2007
Récita Escolar em 1943
Creio não existirem muitos mais prospectos iguais a este que hoje publicamos neste nosso espaço de histórias do Pombalinho. De facto, arriscaria mesmo atribuir-lhe a condição de exemplar único, tal a sua longevidade desde que serviu para publicitar o evento para que foi criado. Refere-se a uma Récita realizada em 9 de Maio de 1943 , de que aliás já fizemos notícia histórica no Pombalinho em 15 de Junho de 2007 e foi possível termos conhecimento da sua existência devido à simpatia da nossa conterrânea Maria Luísa Narciso.25 Novembro 2007
Francisco Barrão I

18 Novembro 2007
Festas de 1927

Fez no passado mês de Agosto oitenta anos que se realizaram mais uns festejos no Pombalinho em honra do Mártir Santo Sebastião. Durante os dias 27, 28 e 29 e de acordo com o programa publicado, houve momentos de lazer, religiosos, fogo de artifício e a tradicional quermesse! Como notas de curiosidade, o facto da alvorada de Domingo ter sido abrilhantada pela Banda União e Recreio do Pombalinho às seis horas da manhã e a procissão realizada às dezasseis horas desse mesmo dia, ter percorrido todas as ruas da nossa terra!Colaboração_JMateiro
12 Novembro 2007
Teatro no Pombalinho - VI
No verso desta fotografia está referenciada a data de 09 de Maio de 1944 e "Grupo da Récita do Pombalinho". Da esquerda para a direita e de pé podemos reconhecer, Joaquim Melão, Joaquim Alfaiate, Rui Borges, Veríssimo Duarte, Manuel Gomes, Francisco Duarte, Manuel Galvão, José Correia Presume, Diamantino Carvalho, e Arnaldo. Na frente e segundo a mesma ordem, Olímpia Borges, desconhecida, Ana Maria, Ema Braga, desconhecida e Gertrudes Cunha.
Descrição no verso desta fotografia: 09 de Maio de 1944 - 3 raprioqueiros - Recordação do Grupo da Récita do Pombalinho. Reconhecem-se da esquerda para a direita: Joaquim Melão, Ema Braga e Francisco Duarte.
Veríssimo Duarte e Manuel Gomes
Descrição no verso da fotografia: 09 de Maio de 1944 - Cena da Flôr da Aldeia, Mrs. Cangireau e Zuquinho. São eles, Manuel Galvão e Francisco Duarte.
No verso da fotografia está descrito: 09 de Maio de 1944 - Recordação da Récita em Pombalinho - Cego e Madrinha. São eles o Arnaldo e a Ema Braga.
Colaboração fotográfica – Maria Luísa Narciso Duarte
04 Novembro 2007
Casamentos VII

29 Outubro 2007
GIP
A memória é tramada! Ela é um depósito inesgotável de bons e maus momentos que a vida se vai encarregando de nos atribuir neste caminho tão belo que por vezes só damos conta do seu real valor quando paramos por breves momentos na contemplação do nosso passado irremediavelmemte longínquo! È o exemplo desta fotografia! Um grupo de conterrâneos, aí por finais dos anos sessenta do século passado, resolveram formar um grupo com o intuito de organizar pequenas festas, bailes, passagens de ano, etc... O nome tinha as iniciais de GIP e significava Grupo Infeliz do Pombalinho! A sua composição era formada pelo Fernando Leal, Conceição, Constança, Carolina, Miguel, Chico, João Maria, Gena Hilário, António Carlos, Victória e Júlio Gabriel. E para as nossas memórias ficam esses tempos em que ainda havia tempo para a dinamização da amizade em clima de imensa confraternização!21 Outubro 2007
Fernando Duarte
Já chegou a Expedição...A todos perguntando vou...
E ninguém me dá relação,
Onde o meu filho ficou.
Aqui te vi embarcar,
Em dia três no Arsenal!...
Foi quando partiste de Portugal!
Hoje aqui te vinha esperar...
Estou farta de perguntar!
Ninguém de ti me dá relação...
Triste o meu coração,
Enquanto ao meu lado não te ver!
Vim aqui por ouvir dizer,
Já chegou a expedição.
A todos em geral pergunto,
Por meu tão querido filho...
Por não saber o seu trilho,
Ou se já será defunto...
Vejo tanto colega junto,
Com quem meu filho embarcou!
Hoje por quem esperando estou,
Para o poder abraçar!
A quantos vejo passar,
A todos, perguntando vou.
Meu filho em combate ficou?
Meu coração me quer dizer...
É triste tanto sofrer,
Uma mãe que o criou!!
Se algum crime praticou
E se está encarcerado numa prisão,
Para alívio do meu coração,
Quem notícias do meu filho me diz?
Pergunto por meu filho infeliz...
E ninguém me dá relação!
Eu estou ansiosa,
Para notícias dele saber...
Que tudo mandou dizer,
À sua mãe tão carinhosa...
Oh viagem maravilhosa,
Para quem hoje aqui chegou!...
Que alegria para os seus pais...
Digam-me dos restos finais,
Onde meu filho ficou!
Este poema de Fernando Duarte foi retirado do Livro "Pedaços da Minha Vida " editado em 19 Junho deste ano de 2007 conforme publicação que fizemos no Pombalinhense . A sua autora e filha deste ilustre conterrâneo, Maria Luísa Narciso Duarte, quis-lhe prestar uma merecida homenagem e nós no cumprimento desta missão que pretendemos levar por diante, damos hoje a conhecer neste espaço online da nossa terra um pouco mais de Fernando Duarte. Nas palavras de sua filha, esta sentida poesia é um relato verídico e emocionado de uma situação que seu pai presenciou no regresso de uma expedição a Angola, onde esteve integrado por imperativos nacionais durante a 1ª Guerra Mundial.Fernando Duarte ( Pombalinho 1891 – 1978)
09 Outubro 2007
Casa Farol
A Olímpia e o seu irmão Rui... foi ali também que se iniciou no Pombalinho a corrida ao então recém-chegado jogo do Totobola e ficou nas nossas memórias aquela máquina alaranjada que tanto desespero nos causava, tal o rigor excessivo com que o Rui imprimia às operações de validação do precioso boletim da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. A outra área, de dois meios portões a servir de entrada e em rampa, foi para muitos de nós o acesso ao que de mais maravilhoso estava a acontecer na nossa terra e um pouco por todo o país, a possibilidade de contactarmos pela primeira vez com essa maravilha da técnica a quem mais tarde apelidariam de caixinha mágica. De bancos corridos, a sala enchia-se nessas inesquecíveis tardes de domingo para assistirmos a uma programação nem sempre aliciante mas que satisfazia em grande parte pela curiosidade, tal o entusiasmo que as imagens televisivas despertavam em todos nós. Este espaço tinha lateralmente umas vitrinas com as mais variadas classes de materiais expostas para o consumo imediato. Um pouco mais acima e em anexo à cozinha da família, situava-se um compartimento apetrechado com ferramentas de desbaste, de onde sobressaía um vastíssimo stock de limas de todo o tipo e tamanho. Ainda mais a norte e no mesmo alinhamento do edifício surgia uma outra sala que veio alterar de certa forma os hábitos e costumes enraizados de há muito nas vidas daqueles que se predispunham de tempos a tempos a visitar os tradicionais e velhos sapateiros da nossa aldeia, uma sapataria onde era possível experimentar os mais variados modelos de acordo com os gostos mais exigentes. E mais ao fundo já no limite da área comercial da família Borges, uma estância de madeiras já com as peças devidamente cortadas e aparelhadas, possibilitava o fornecimento aos construtores civis do material então utilizado nos telhados de casas e armazéns. Se agora regressássemos em direcção à entrada deste complexo comercial, surgia-nos à direita um muro de meia altura que dividia as propriedades até chegarmos ao anexo mais requisitado pelos profissionais das mais variadas áreas , era a sala das ferragens e ferramentas. Ali, quem quisesse uma fechadura, um martelo, uma chave francesa ou o mais raro parafuso, nunca saía de mãos vazias, tal a dimensão e a diversidade do stock existente!!!

Mas na memória de muitos então “garotos” da minha idade, ficará para sempre gravado o deslumbramento com que desembrulhávamos aqueles preciosos rebuçados para vermos ansiosamente se nos tinha saído aquele cromo de futebol que nos faltava para completar aquelas maravilhosas cadernetas dos craques de futebol !!!!
Era assim, foi assim, a loja que mais recordações deixou nas memórias de muitas gerações de Pombalinhenses que por ali passaram e que hoje têm com toda a certeza uma qualquer história sobre a loja Farol do Pombalinho, como esta que vos acabo de contar neste espaço que se pretende ser, de histórias sobre a História do Pombalinho!
F - Francisco Maria Borges
A - Aurelina Borges
R - Rui Borges
O - Olimpia
Colaboração Fotográfica – Guilherme Afonso/Teresa Cruz
02 Outubro 2007
Vera Cruz Futebol Clube VI
Colaboração Fotográfica_FLeal
23 Setembro 2007
Curso Feminino em 1969
A participação e vontade de aprender tiveram uma resposta muito positiva por parte da juventude do Pombalinho, de onde se reconhecem nesta fotografia, a Gena, a Clementina, a Laurinda, a Lena e sua cunhada, a Fernanda, a Carolina, a Graça, a Lurdes, a Aurora, a Dália, a Lucília, a Milita, a Lena Leal, a Lisa, a Luísa e sua irmã Teresa, a Belmira, a Maria Albertina, a Lurdes Gomes e a Bisita. Mas também a indispensável orientação e administração de conhecimentos esteve bem presente, como se pode testemunhar pela presença de Ana Leal, Josefina Martinho, Maria Adelaide Leal, Diamantina Carvalho e a professora Conceição.
O momento em que Ana Leal recebia de Mata-Fome, uma saudação muito especial pela sua participação neste curso patrocinado pela Casa Povo do Pombalinho.Colaboração Fotográfica_F Leal/Teresa Leal
19 Setembro 2007
Casamentos VI
13 Setembro 2007
Casamentos V
Pois bem, recebi há bem pouco do F Leal esta excelente fotografia de casamento dos seus sogros Júlia Leal e Duarte Cruz, realizado no Pombalinho no ano de 1952.
Deixo-vos ao exercício de memória deste registo certamente histórico para os noivos, mas também para suas famílias e acompanhantes.
02 Setembro 2007
Antiga Escola do Pombalinho
A antiga Escola do Pombalinho está situada na Rua do Campo, hoje denominada, Rua Carolina Infante da Câmara. É um edifício de propriedade horizontal, constituído por dois pisos, rés do chão e primeiro andar. O piso superior foi doado pelo Visconde Porto Carrero (*) em 25 de Novembro de 1885 por título Nº4 e escritura lavrada nas notas do Tabelião de Lisboa, Joaquim Barreiros Cardoso, no Livro 949A folha 12, para ali ser instalada a Escola de Ensino Primário do Pombalinho.O rés do chão deixou igualmente de pertencer à família de Porto Carrero, tendo sido adquirido por Hilário José Barreiros, assim como todos os edifícios contíguos.
E foi precisamente neste piso que por influência de Júlio Barreiros, filho de Hilário José Barreiros, que se deu início a uma página importante da vida cultural do Pombalinho. Ali se instalou um elegante teatro onde várias peças dramáticas foram levadas à cena, marcando presença as famílias mais abastadas da terra e arredores.
Mais tarde a família Barreiros foi perdendo progressivamente o direito total de propriedade, tendo então surgido a família Coimbra a adquirir o rés do chão do edifício da antiga Escola.
Os Professores que passaram por esta Escola no exercício das suas funções foram: João José da Fonseca (Fonsequita) que exerceu a sua actividade de 1916 a 1933, Maria José de Moura Amorim que se supõe ter iniciado o ensino no Pombalinho a partir do ano de 1933, Maria José Martins Simões (**), que dedicou quarenta anos da sua vida ao ensino de várias gerações de Pombalinhenses e finalmente, Verónica da Silva Nunes Mateiro (***) que desempenhou profissionalmente a sua função durante mais de 30 anos.
(*) O Visconde Porto Carrero era familiar de António de Araújo Vasques da Cunha Porto Carrero, 1º e único Barão de Pombalinho, agraciado com o título por decreto de 23 de Outubro de 1837, data em que o seu padrasto, Manuel Nunes Freire da Rocha foi igualmente agraciado com o título de Barão de Almeirim.
(**) Maria José Martins Simões nasceu em 24 de Maio de 1910 e faleceu em 14 de Março de 1990.
(***) Verónica da Silva Nunes Mateiro nasceu em 01 de Agosto de 1907 e faleceu em 07 de Julho de 1985.
Colaboração no texto _JMateiro
Colaboração fotográficaxto_F Leal
21 Agosto 2007
Classe Primária de 1973/74
Agora que se aproxima o início de mais um ano lectivo, é sempre com imensa saudade que recordamos esses tempos marcantes das nossas vidas escolares. Esta fotografia representativa de uma classe da Instrução Primária, vem enriquecer a galeria deste nosso espaço e contribuir também para relembrarmos alguns dos nossos conterrâneos que passaram por esta instituição de ensino do Pombalinho.31 Julho 2007
Férias 2007!!!
Espero voltar, lá para fins de Agosto!!!
A todos, um muito obrigado pela colaboração prestada neste caminho percorrido a favor do Pombalinho!!!
26 Julho 2007
Café do Chico Minderico
O café do Chico Minderico foi durante largos anos um ponto de encontro de várias gerações que por ali passaram e que viam naquele espaço um lugar aprazível e de divertimento para o preenchimento de alguns momentos de lazer.Era um dos locais do Pombalinho que dispunha de um ambiente acolhedor e espaçoso, permitindo a quem quisesse no fim de um dia de trabalho intenso, trocar dois dedos de conversa e refrescar a garganta com o que de melhor nos era servido, os vinhos da região ou a imperial bem fresquinha servida cuidadosamente em copos previamente refrescados. Nos fins-de-semana, eram naturalmente os dias mais apropriados para muitos acorrerem a este café de maior movimento da nossa aldeia. Uma azáfama intensa na cozinha anexa e que servia simultaneamente para o dia a dia da família que habitava no primeiro andar do edifício, fazia perder a paciência à Maria Adelaide, sempre que o Chico Minderico lhe gritava do balcão a pedir mais um pires de berbigão ou umas postinhas de peixe frito do rio Tejo, para saciar a exigência de alguns fregueses mais impacientes. Para a memória dos meus cheiros e estou certo de muita mais gente que ali passou nesses domingos quentes de Verão, não mais esquecerei o destes dois petiscos que se espalhavam pelos ares das redondezas provenientes deste saudoso café da rua Barão de Almeirim.
Mas também para as minhas memórias e de outros jovens que ali começaram a contactar a caixinha mágica que veio revolucionar o mundo, não mais esqueceremos a magia do Feiticeiro de Oz, as aventuras da série Bonanza, as representações teatrais de Paulo Renato, a energia de Palmira Bastos a dizer que "Morta por dentro, mas de pé, de pé, como as árvores" na peça “As árvores morrem de pé”, o Neil Armstrong a pisar Lua pela primeira vez ou a brilhante participação de Portugal no Mundial de Futebol em 1966. Anos mais tarde a RTP ousou de entre outros programas, na transmissão das corridas de Fórmula 1, era um espectáculo televisivo e desportivo com diminuto poder de captação entre a população televisiva do Pombalinho, éramos mais ligados ao ciclismo, futebol, hóquei patins e outras modalidades mais massificadas, mas havia sempre um telespectador que marcava presença bem junto ao televisor para que pudesse ouvir convenientemente os comentários feitos pelos jornalistas, era o Francisco Presume. Decerto um grande apaixonado pelos carros e pela prova maior do desporto automóvel.Mas este lugar frequentado pelos Pombalinhenses, não se limitava só aquela imagem muito comum na maioria destes estabelecimentos em que o grande movimento sempre se iniciava a partir e em redor do balcão. Como devem estar recordados, o espaço interior proporcionava um sem número de actividades lúdicas tão do agrado da várias gerações que por ali passaram. Havia a sala maior destinada aos jogos de cartas, damas e mais tarde bilhar, depois uma outra de dimensões mais reduzidas, onde estavam instalados dois jogos de matraquilhos e uma mesa de ténis de mesa e ainda mais ao fundo do casario, uma outra destinada ao jogo da malha. A fazer ligação a todas elas, um pátio de dimensões rectangulares funcionava igualmente também para os jogos de mesa, mas a sua principal e inesquecível ocupação foi na realização de matinés dançantes e nas transmissões de filmes pelo saudoso Salvador . Passados alguns anos e por razões naturais da vida, este local tão especial e querido de tantos Pombalinhenses, foi perdendo as características ambientais que foi cimentando ao longo dos tempos. E foi com muita tristeza que vimos desaparecer do Pombalinho um dos cafés mais simbólicos para a vida de tantos que por ali passaram na procura de uns breves momentos de convívio e fraternização. Não vivemos de saudades..., é certo, mas a memória, essa, dificilmente a poderemos apagar.
19 Julho 2007
Festas de 1919

Decorria o ano de 1919 e o Pombalinho cumpria mais uma vez tradicionalmente a realização dos seus festejos anuais. Desta vez os dias escolhidos foram 26, 27, 28, 29, 30 e 31 de Julho e o programa para estes seis dias, foi muito preenchido em termos de actividades próprias deste tipo de acontecimento popular.No exemplar desse programa acima publicado, ressalta como nota de curiosidade o facto da organização desta Festa ter escolhido a Alverca de Fernão Leite para ali instalar um pavilhão para venda de sortes da “Kermesse”. Se me for permitido um comentário, direi simplesmente fantástico!!!...
Colaboração_Joaquim Mateiro
09 Julho 2007
Pombalinhense na Guerra Colonial
Esta foto tem um significado muito especial para o nosso Amigo e conterrâneo Ezequiel Leal, mas também estou certo de uma importância enorme (a partir deste momento em que por sugestão do próprio a podemos tornar pública) para o Pombalinho, pois ela representa o registo fotográfico do primeiro Pombalinhense a partir para a guerra colonial em África, mais precisamente em 15 de Junho de 1961.Está escrito no verso da fotografia, pela mão do próprio: “Embarque de tropas no cais da Rocha no paquete Uíge, com destino a Angola”. Como nota de curiosidade, o "civil" ao lado do Ezequiel Leal é o seu tio Manuel Leal que quis estar presente neste momento da sua despedida.
Esta segunda foto é do desfile da chegada a Luanda da Companhia "Polícia Militar nº 150" ( onde o Ezequiel esteve integrado) e outras tropas desembarcadas do paquete Uíge, em 27 de Junho de 1961.
Este o paquete Uíge , construído no ano de 1954 na Bélgica e de 145 metros de comprimento, em que Ezequiel Leal viajou até terras de África, no cumprimento da sua missão militar em Angola.
Foto daqui
02 Julho 2007
Instrução Primária
As Escolas Primárias estão indubitavelmente ligadas à vida de todos nós. Nem sempre foi assim, mas a partir dos anos cinquenta, rara era a criança que não entrava para a escolaridade obrigatória de modo frequentar os quatro anos da então chamada, Instrução Primária. As instalações reservadas ao acolhimento dos alunos para administração de aulas que serviam de escolas permanentes ao longo de todo o ano lectivo, começaram por ser num Edifício situado na Rua Carolina Infante da Câmara, foi cedido para o efeito pelo Visconde Porto Carrero. Caracteriza-se por uma escadaria exterior de acesso ao piso superior. Chegados aí, entra-se num pequeno hall de entrada, a partir do qual os alunos eram divididos por duas salas conforme fossem do sexo feminino (para sala da direita) ou masculino (para a sala da esquerda). Uns anos volvidos (por volta de mil novecentos e sessenta) e com o aumento do número de alunos a iniciarem-se no ensino primário, houve necessidade de alargar o espaço escolar, recorrendo-se às instalações da Casa do Povo e naturalmente a mais um professor, neste caso a mais uma professora. Aqui, como o espaço era amplo e único, as turmas inexoravelmente tinham de ser mistas, deitando assim por terra, a ideia de ensino apartado sexualmente.
Com o decorrer dos anos o Pombalinho teve finalmente em 1965, direito a um edifício adequado e definitivo para o Ensino Primário. Situa-se na Rua Joaquim Piedade da Silva e é um belo espaço pensado e dedicado aos mais jovens filhos da nossa terra.
Esta foi uma das primeiras classes a utilizar esta infra-estrutura escolar do Pombalinho. Está escrito no seu verso Maria Manuela Narciso Duarte e a data é 09 de Maio de 1966. De entre outras caras bem nossas conhecidas, reconhecem-se Odete Hilário, Lena Bacalhau, Carolina Gandarez, Lurdes Cavaleiro, Lucília Correia, Otelinda, Manuela, Luísa Guilherme, Luísa Galvão, Maria Castelo, Maria José, Ana Maria, Lena Melão, Filomena Braga, Gracinda, Lurdes Leal, Graciete, Luísa Leal, Dália, Ema, etc...
29 Junho 2007
Corrida de Touros em 1914
Aproximam-se os meses do ano em que se realizam as Festas Populares um pouco em todo o País. Por tradição e desde há muito que estes eventos frequentemente tiveram lugar no Pombalinho. Hoje recordamos uma corrida de touros inserida nos festejos realizados na nossa terra, nesse longínquo ano de 1914.
Todo o folheto é caracterizado pelo tom satírico que o autor utilizou na sua criação. Desde a qualificação atribuída à Praça de Touros, passando pelas alcunhas de todos os intervenientes na lide, até à linguagem brejeira com que se apela ao público presente, tudo isto nos leva a crer ter-se tratado de uma tourada não muito séria e um pouco longe dos pergaminhos tauromáquicos sempre tão preservados neste tipo de espectáculo. No entanto, para mais um encontro com a História de histórias da nossa terra, não quisemos deixar de registar aqui este acontecimento que se realizou a 30 de Junho de 1914 no Pombalinho.
Colaboração_Joaquim Mateiro
15 Junho 2007
Récita no Pombalinho
Continuando neste caminho de procura e encontro com a história da nossa terra, chegou até mim esta preciosidade de que vos dou hoje oportunidade de apreciarem e quem sabe, se recuarem uns anos no tempo, poderem encontrar caras bem familiares do nosso Pombalinho. No verso desta fotografia está manuscrito o seguinte texto: "Récita nas Escolas em 1943". Deixo-vos com o tempo e se reconhecerem alguém neste interessante grupo escolar, ajudem-me a completar este pedaço da história do Pombalinho.Respondendo ao meu apelo aquando da publicação deste post, chegou-me hoje (05 de Setembro de 2007) por via mail, um valioso contributo do nosso Amigo João Condeço sobre a identificação dos intervenientes desta Récita Escolar de 1943. É uma manifestação de enorme simpatia do nosso conterrâneo em resposta àquilo que vamos fazendo neste espaço pelo Pombalinho, na publicação de alguns testemunhos históricos daqueles que fizeram e fazem a vida social da nossa terra. De realçar igualmente neste contributo, a importante prestação da Maria Cota ( sogra do João Condeço) no reconhecimento desta criançada de há mais de sessenta anos.
Na fila de trás e da esquerda para a direita : Manuel Feijão, Manuel Cacifo, Luis Júlio, João Bacalhau, Isidoro Narciso, Joaquim Ferreira, desconhecido, José Leal, Carlos Cordoeiro, Francisco Sacola, Joaquim Silva (Coradinho) e Arsénio Teixeira.
Na fila da frente e da esquerda para a direita: Júlia da Luz, Conceição, Anita Leal, Laurinda, Conceição, Carolina Gaião, Maria Adelaide Leal, Otelinda Oliveira, Vitória, Felismina, Dalila, Maria Alice Dias, Maria Helena Correia Minderico, Maria Grais Rodrigues Cota e Maria Luisa Grais.
Colaboração Fototográfica_José Leal
06 Junho 2007
José Leal

Colaboração fotográfica_José Leal
26 Maio 2007
Júlio Freire
Falar de Júlio Freire é recordarmo-nos de alguém que militava persistentemente na crítica a tudo o que entendia não estar de acordo com as suas ideias e princípios. Nem sempre recebia das gerações mais novas a aderência de posturas, relacionadas com o que achava ser o mais correcto e útil para a vida colectiva, mas quem teve com este homem a ousadia e a oportunidade da sua aproximação por uns breves momentos, sempre algo de útil assimilou, tal era a sua vontade na transmissão do conhecimento e do saber. Eu fui um dos que tive esse privilégio. E dos primeiros livros que comprei assim que economicamente o pude fazer, foi o Dicionário Ilustrado da Larousse. Aí por finais dos anos sessenta, quando terminavam os serões televisivos no Café do Chico Minderico ( nesses tempos a programação da TV encerrava antes da meia noite) e sempre que passávamos frente á sua casa, lá se encontrava o velho Júlio Freire sentado a apanhar a aragem fresca dessas noites quentes de Verão. E foi num desses dias que me disse: “Oh, Calvaria chega lá aqui”, e abrindo um livro espesso com sinais de algum uso mas ainda em muito bom estado de conservação, mostrou-me como um simples folhear de páginas nos poderia proporcionar viagens extraordinárias à vida de Ulisses, Galileu, Arquimedes, Vasco da Gama e de tantas outras figuras que marcaram a História Universal. Fiquei deslumbrado, pois tinha pela primeira vez diante dos meus próprios olhos, um Dicionário Ilustrado.
O Júlio Freire andava sempre de lápis na orelha e quando abríamos o jornal “O Século” no café do Chico Minderico, já as palavras cruzadas estavam completamente decifradas e escritas a grafite. Raramente ficava por preencher alguma quadrícula, mas foi um desafio a que nós jovens nos propusemos também igualar e hoje posso dizer que foi devido a esse facto que adquiri o gosto por essa procura incessante dos sinónimos correctos que coubessem naqueles quadrados tão peculiares. Fiquei a saber sem nunca mais me esquecer, que a grainha também se chamava arilo, que Pó era rio italiano, ou que ola também era panela.
No desempenho da actividade pela qual era mais conhecido, Júlio Freire teve nos seus últimos anos um estabelecimento de venda de pão na rua de Santo António, precisamente em frente e oposto ao que hoje existe. Mas as minhas memórias recuam um pouco mais e situam-se no tempo em que o pão era comercializado a peso, ou seja, sempre que nos dirigíamos à sua casa de habitação que servia simultaneamente de venda ali na Rua Barão de Almeirim e lhe pedíamos um quilo de pão, lá vinha o célebre contrapeso , que mais não era do que um bocadinho desse precioso alimento que perfazia exactamente o seu peso que tínhamos solicitado.
Conheci-o apenas superficialmente, mas penso não me enganar se disser que era um homem extremamente insatisfeito com as situações de injustiça que prevaleciam então na sociedade, lembro-me já não sei em que ano nem em qual eleição, de o ver dirigir-se já muito debilitado
Nota - Quis o nosso Amigo Guilherme Afonso colaborar e bem nesta pequena evocação que o Pombalinhense pensou prestar ao Júlio Freire. Essa contribuição está nos comentários deste post, mas acho que é de todo o mérito ser incluída complementarmente a este texto.
Diz ele então que “... o nosso grande amigo Júlio Freire foi um oposicionista convicto aos Governos do Estado Novo ( Salazar e Caetano) e que passou uns meses na cadeia do Aljube por ser Delegado, no Pombalinho, da candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República.”
23 Maio 2007
Rio Alviela
Colaboração Fotográfica_Guilherme Afonso
18 Maio 2007
Pombalinho Arqueológico

"Enquanto arrumava alguns ficheiros do meu computador, encontrei um pdf sobre enquadramento histórico-arqueológico da Alcáçova de Santarém......Quando soube da existência das peças, pensei que elas abundassem na nossa região. Mas pelos vistos estava enganada. Segundo este estudo do Instituto Português de Arqueologia "as transformações que o traçado do rio Tejo sofreu desde a antiguidade até aos nossos dias, aliado ao facto da região do Vale do Tejo não ter sido objecto de estudos de prospecção arqueológica sistemática, podem explicar a escassez de vestígios conhecidos em torno de Santarém", assim estas peças adquirem um significado arqueológico muito interessante, para o conhecimento da época romana na nossa região."
Este, o texto de um mail que há dias recebi da nossa conterrânea Tânia Martinho. Vem acompanhado de um interessante estudo sobre o enquadramento histórico-arqueológico da Alcáçova de Santarém e também de uma publicação do Museu Nacional de Arqueologia sobre a identificação de peças encontradas no Pombalinho. Como aqui privilegiamos tudo o que esteja relacionado com a nossa terra ou que de algum modo possa contribuir para a sua história, não poderíamos deixar de publicar este valiosíssimo material de natureza arqueológica. Assim sendo, poderão consultar o estudo sobre a Alcaçova de Santarém em Alcáçova 1/6 , Alcáçova 2/6 , Alcáçova 3/6 , Alcáçova 4/6 , Alcáçova 5/6 e Alcáçova 6/6 . O Documento sobre a identificação das peças e que foi extraído do site do Museu Nacional de Arqueologia, encontra-se em O Unguentário , O Boião , A Garrafa , A Garrafa A e A Estatueta . Se quiserem optar pela visita virtual ao Museu e aí apreciarem a forma de como elas estão publicadas, podem igualmente fazê-lo clicando em Garrafa , Unguentário , Boião , Garrafa , e Estatueta .
Por último, se porventura optarem por uma visita ao Museu onde se encontram estas maravilhosas peças, poderão fazê-lo, visitando o sempre belíssimo Mosteiro dos Jerónimos em Belém.
Colaboração _ Tânia Martinho
08 Maio 2007
Casamentos IV
Sendo assim e dando continuidade a esta ideia de publicação que vos proponho, avanço hoje com um casamento que se realizou no dia 18 de Julho de 1976 no Café Central situado na da Capital do Cavalo, os noivos foram o Manuel e a Otelinda Gomes e a fotografia familiar foi registada junto à Igreja Matriz da Golegã.04 Maio 2007
Casamentos III
Ezequiel Mateiro, Francisco Cruz e José Leal, frente à Igreja Matriz do Pombalinho
Francisco Cruz, Ezequiel Mateiro, José Leal, António Domingos, José Alexandre, António Duarte, Joaquim Minderico
27 Abril 2007
Lar, doce Lar

È claro que nos dias e tempos que correm, tudo se resume afinal de contas à capacidade económica dos proponentes compradores, mas é evidente que à volta da indústria do imobiliário, existe toda uma série de estruturas organizativas que simplificam consideravelmente a compra do tão ambicionado lar. Tempos houve porém, em que esta realidade ainda não fazia parte integrante dos planos familiares dos portugueses e particularmente dos Pombalinhenses, mesmo assim lá se ia construindo ao ritmo desses tempos bem diferentes dos de hoje, algumas casas em zonas onde o alargamento de área habitacional era previsível, como na Rua 5 de Outubro e no Casal Centeio. E esta fotografia, apesar das dificuldades bem compreensivas desse ano de 1960, é igualmente bem expressiva do ambiente de festa que normalmente rodeava estas etapas marcantes das vidas de muita gente que deitava mãos à obra. A casa então em construção situa-se na rua 5 de Outubro e os captados pela objectiva do retratista são, da esquerda para a direita , os jovens Carlos Gomes, Francisco Gaião, António Mogas, Lucília, José Luís, Manuel Joaquim, António Calado e os adultos pela mesma ordem, o Manuel Narciso, o Saraiva, o Manuel Mira, o João Condeço, Luis Camões, António Cufa, Manuel Bacalhau, Carlos Catrola, e o proprietário da casa, Manuel Gomes Calado.
23 Abril 2007
Visita Ministerial
22 Abril 2007
Vera Cruz Futebol Clube V

E como hoje é domingo, porque não recordarmos mais uma daquelas valorosas equipas do nosso Vera Cruz Futebol Clube, que tantas alegrias nos propiciaram nessas longínquas tardes de uns tempos saudosamente recordados? Parafraseando o autor de um recente programa televisivo, “os tempos mudaram muito mesmo, nos últimos quarenta anos”. E na verdade muitas transformações se operaram nas nossas vidas ao nível dos hábitos mas também na forma como nos organizamos para podermos responder às solicitações diárias das várias actividades das nossas vidas. Eu, como se sabe, sou de uma geração muito posterior a esta, que hoje publicamos no Pombalinho, mas ainda me lembro de como nos tínhamos de desenrascar quando as nossas botas não estavam em condições de serem utilizadas. Normalmente o problema residia na falta de travessas e aí lá tínhamos de recorrer aos bons préstimos profissionais do António Barros (um dos sapateiros do Pombalinho que residia na Rua Hilário José Barreiros) para que este pacientemente as consertasse a tempo de as podermos utilizar no jogo que se avizinhava. Agora, claro, os tempos são definitivamente outros...!!!
Bem, mas vamos à identidade destes nossos gloriosos representantes, num jogo disputado na nossa vizinha Azinhaga e num qualquer ano dos anos sessenta: de pé e da esquerda para a direita, Luís Júlio, José Braga, José Leal, Joaquim Vieira, António Maria, Isidoro, "Charola" e Francisco Cruz. De joelhos e pela mesma ordem, Diamantino Teixeira, José Rodrigues e João "Coradinho".
Colaboração Fotográfica_ José Leal
17 Abril 2007
As Fogaceiras - 1
Este grupo participou nas Festas do ano de1940 e reconhecem-se de pé e da direita para esquerda, Emília Serra, Maria Emília Melão, Júlia Guilherme, Rita Cavaco, Felisbela, Maria Raquel e Adelaide Carvalho. Sentadas e pela mesma ordem, Luísa, Júlia, Francelina Légua, Guilhermina e Anita.
Esta fotografia registada a sul da Rua 1º de Dezembro, refere-se a um grupo de Fogaceiras das Festas de 1982 e reconhecem-se de entre outras, a Estela, a Elvira, a Olga, a Dina e a Cristina Brás.
10 Abril 2007
Guilherme Afonso - Escritor
O livro que escolhemos foi publicado no ano de 1988, intitula-se “Circuito” e é como o seu autor o define, "os contos que fui escrevendo ao longo de trinta anos com intermitências mais ou menos prolongadas." E de entre esses contos há um muito especial ..., bem, mas vamos às suas próprias e elucidativas palavras, contextualizadas em Nota do Autor deste mesmo livro “… O leitor verificará, todavia, que incluí no livro um desses contos cuja acção se situa nesse espaço longínquo – um espaço em que nasci e atingi a idade adulta e em que, portanto, o fundamental do que sou e penso se formou.
Dois motivos me levaram a incluí-lo. Um, é o facto de ele aludir, com oliveiras e vinhas, a uma realidade que não está limitada ao espaço em que há oliveiras e vinhas: é a realidade dos explorados e daqueles que sofrem de alguma inferioridade física ou de certo de doenças (no caso de “ O Zé Hóstia” , a sua débil compleição e os ataques epilépticos do protagonista). O outro é considerá-lo eu um dos meus contos mais conseguidos e gostar muito dele, talvez porque também gostava muito daquele a quem roubei bastante para dar corpo ao meu Zé Hóstia – um dos meus companheiros camponeses durante muitos anos."
Para a leitura integral do "Zé Hóstia", Clicar nas páginas seguintes:
04 Abril 2007
Vera Cruz Futebol Clube IV

"Esta já cá canta", parece quererem dizer ao fotógrafo de serviço, os craques José Leal e Manuel Barão, mostrando a taça gloriosamente conquistada.
Colaboração Fotográfica_José Leal












































































































































































































